terça-feira, 8 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Thin Lizzy: Parte 2

                 

Johnny The Fox – Thin Lizzy





















NOTA: 9,8/10


No ano de 2004, o Motörhead lançava seu 17º álbum de estúdio, intitulado Inferno. Após o Hammered, a banda já não precisava provar sua importância histórica e também não precisava acompanhar as tendências do Metal dos anos 2000. A proposta era simplesmente fazer um disco pesado, agressivo e concentrado, mas com uma produção capaz de dar ao trio uma força renovada. Lemmy, Campbell e Dee parecem completamente confortáveis dentro de seus papéis. A produção, feita por Cameron Webb, traz uma sonoridade muito mais pesada, encorpada e moderna, mantendo aquele tradicional Heavy Metal e Hard Rock da banda. O baixo do Lemmy continua distorcido e agressivo, mas possui uma definição excelente. As guitarras do Phil possuem timbres grossos e bastante agressivos, enquanto a bateria do Dee é bastante impactante e precisa. O repertório é sensacional, e as canções são todas muito divertidas. Enfim, é um baita disco, bastante variado e cheio de energia. 

Melhores Faixas: Terminal Show, In The Name Of Tragedy, Whorehouse Blues, Killers, Suicide, Smiling Like A Killer 
Vale a Pena Ouvir: Fight, In The Year Of The Wolf, Life's A Bitch

Bad Reputation – Thin Lizzy





















NOTA: 9,7/10


No ano seguinte, a banda lançava seu 8º álbum de estúdio, o ambicioso Bad Reputation. Após o Johnny the Fox, a banda também estava passando por um período turbulento. Brian Robertson havia sofrido uma grave lesão na mão durante uma apresentação, o que dificultou sua participação nas atividades do grupo. Isso acabou influenciando diretamente a preparação do novo álbum. Em vez de abandonar o projeto, o Thin Lizzy seguiu trabalhando com uma participação mais limitada de Robertson e com Scott Gorham assumindo uma carga ainda maior nas guitarras. Produção feita pela própria banda junto com Tony Visconti, o álbum seguiu uma abordagem mais limpa e controlada. As guitarras de Gorham assumem uma posição muito mais dominante, enquanto Robertson participa de maneira mais seletiva. O baixo do Phil Lynott é mais integrado, e a bateria é bastante dinâmica. O repertório é excepcional, cheio de canções contagiantes. No geral, é um baita disco e que deu muito certo. 

Melhores Faixas: Dancing In The Moonlight (It's Caught Me In It's Spotlight), Bad Reputation, Soldier Of Fortune ,That Woman's Gonna Break Your Heart 
Vale a Pena Ouvir: Southbound, Killer Without A Cause

Black Rose (A Rock Legend) – Thin Lizzy





















NOTA: 10/10


Aí se passaram dois anos para o Thin Lizzy retornar com um álbum novo, o maravilhoso Black Rose (A Rock Legend). Após o Bad Reputation, Brian Robertson havia deixado novamente o grupo, e Phil Lynott precisava encontrar uma solução para manter a característica das duas guitarras, que havia se tornado fundamental para a identidade da banda. A solução foi trazer Gary Moore de volta. Moore já tinha passado pelo Thin Lizzy anteriormente, mas, desta vez, sua participação seria muito mais significativa. Produção feita mais uma vez junto com Tony Visconti, deixou um som poderoso e carregado de peso na medida certa. As guitarras conseguem ser exploradas com riffs precisos e momentos mais cadenciados, com o baixo dp Lynott acompanhando com linhas melódicas, enquanto a bateria do Brian Downey é extremamente eficiente. O repertório é maravilhoso, parecendo uma completa coletânea. No final, é um disco sensacional e uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Do Anything You Want To, Roisin Dubh (Black Rose) A Rock Legend, My Sarah, Toughest Street In Town, Waiting For An Alibi 
Vale a Pena Ouvir: With Love, Got To Give It Up

Chinatown – Thin Lizzy





















NOTA: 8,7/10


Entrando nos anos 80, o Thin Lizzy lançava seu 10º álbum de estúdio, o Chinatown. Após o Black Rose (A Rock Legend), Gary Moore havia deixado novamente o grupo, encerrando uma formação que tinha produzido um disco excepcional, e Phil Lynott e Scott Gorham precisavam encontrar uma nova configuração para seguir em frente. O substituto de Moore foi Snowy White, guitarrista com uma abordagem consideravelmente diferente. Produção feita pela banda junto com Kit Woolven, deixou aquele som pesado e encorpado. As guitarras do Gorham e White são o principal elemento instrumental. A seção rítmica do Brian Downey e Phil Lynott continua funcionando muito bem, com o cantor mantendo aquele baixo melódico que frequentemente funciona como uma terceira voz dentro das composições. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem divertidas. Enfim, é um ótimo álbum e que é muito subestimado. 

Melhores Faixas: Chinatown, Killer Of The Loose, We Will Be Strong, Hey You 
Vale a Pena Ouvir: Sweetheart, Genocide (The Killing Of The Buffalo)

Renegade – Thin Lizzy





















NOTA: 8,8/10


No ano seguinte, foi lançado mais um trabalho da banda, o também subestimado Renegade. Após o Chinatown, eles haviam passado pela saída de Gary Moore e pela entrada de Snowy White, que já tinha participado do álbum anterior. A diferença é que, neste momento, White estava definitivamente integrado à formação, ao lado de Scott Gorham, Phil Lynott e Brian Downey. Fora isso, eles ainda estavam tentando se encaixar nos padrões que a grande mídia queria. Produção feita junto com Chris Tsangarides, que seguiu uma abordagem acessível, mas que não tirou aquele peso característico. As guitarras de Gorham e White continuam importantes, carregando solos eficientes. A entrada do tecladista Darren Wharton coloca alguns dos elementos que marcaram os anos 80 e consegue acompanhar a cozinha rítmica. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem melódicas e variadas. No fim, é um ótimo disco e também muito subestimado. 

Melhores Faixas: Leave This Town, Hollywood (Down On Your Luck), Angel Of Death, The Pressure Will Blow 
Vale a Pena Ouvir: No One Told Him, Renegade

Thunder And Lightning – Thin Lizzy





















NOTA: 9,8/10


Então se passaram dois anos para o Thin Lizzy lançar seu 12º e último álbum, o maravilhoso Thunder and Lightning. Após o Renegade, a banda passou por mais uma mudança, com a saída do guitarrista Snowy White e a entrada do jovem e promissor John Sykes em seu lugar. Mas, naquele período, os vícios de Phil Lynott estavam ainda mais preocupantes. Seus problemas com drogas e álcool estavam cada vez mais sérios, e isso dava ao álbum uma dimensão particularmente amarga. A produção foi aquela de sempre, com eles juntando o Heavy Metal e o Hard Rock a elementos modernos, mas com bastante peso. As guitarras possuem muito mais presença, os riffs têm mais peso, e a bateria do Brian Downey soa mais agressiva. O baixo do Lynott continua bastante audível, mas agora está inserido em uma parede sonora muito mais pesada, além de seus vocais expressivos. O repertório é maravilhoso, e as canções são bem energéticas. Enfim, é um baita disco e uma despedida triunfal. 

Melhores Faixas: Cold Sweat, Thunder And Lightning, The Sun Goes Down, Bad Habits, This Is The One 
Vale a Pena Ouvir: The Holy War, Baby Please Don't Go

 

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