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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Black Label Society: Parte 1

                 

Sonic Brew – Black Label Society





















NOTA: 8,7/10


Voltando para o ano de 1999, o Black Label Society lançava seu álbum de estreia, o Sonic Brew. Formado um ano antes, na cidade de Los Angeles, na Califórnia, pelo guitarrista da banda de Ozzy Osbourne, Zakk Wylde, junto com o baterista Phil Ondich, o grupo decidiu fazer um projeto que trazia uma proposta que mantinha sua ligação com o Heavy Metal, mas acrescentava uma atmosfera muito mais sombria, arrastada e carregada de influências do Southern Rock e do Blues, fazendo com que ele assinasse com a Spitfire Records. Produzido junto com The Albert Brothers, o álbum trouxe um som encorpado, áspero e bastante orgânico. Com as guitarras, consegue explorar diferentes texturas sem abandonar o peso: há riffs grossos, solos cheios de bends e vibratos e aquela característica utilização de efeitos que ajuda a criar uma atmosfera quase sufocante, com a bateria complementando tudo. O repertório é muito bom, e as canções são bastante densas. No fim, é um ótimo disco de estreia e mostrava algo promissor. 

Melhores Faixas: Spoke In The Wheel, Hey You (Batch Of Lies), Bored To Tears, Black Pearl, Low Down 
Vale a Pena Ouvir: Mother Mary, Born To Lose, The Rose Petalled Garden

Stronger Than Death – Black Label Society





















NOTA: 8,5/10


Aí, no ano seguinte, foi lançado o 2º álbum de estúdio do Black Label Society, o Stronger Than Death. Após o Sonic Brew, esse novo trabalho vem justamente para consolidar essa identidade, deixando de lado um pouco da sensação de estreia e apostando em uma abordagem mais agressiva, pesada e sombria. Zakk continua sendo o grande comandante do projeto, cuidando das guitarras, vocais e baixo, enquanto Phil Ondich permanece na bateria. Produzido pelo próprio Zakk Wylde, o álbum seguiu uma abordagem crua e bastante densa, juntando Southern Metal com Heavy Metal e Groove Metal. As guitarras possuem distorções grossas, riffs com bastante ganho e solos que frequentemente parecem estar prestes a explodir. A bateria do Phil é bastante seca e pesada, e as linhas de baixo são bastante grossas. Além, é claro, dos vocais agressivos do Zakk. O repertório é muito bom, e as canções são bem pesadas. No geral, é um disco bacana e que foi mais ousado. 

Melhores Faixas: Stronger Than World, 13 Years Of Grief, Counterfeit God, Love Reign Dow
Vale a Pena Ouvir: Rust, All For You, Just Killing Time

1919 Eternal – Black Label Society





















NOTA: 8,7/10


Se passaram dois anos para a banda retornar com seu 3º álbum, intitulado 1919 Eternal. Após o Stronger Than Death, Zakk estava mais interessado em transformar suas experiências pessoais em música. O título faz referência à memória de seu pai, e essa presença emocional ajuda a dar ao disco um caráter mais introspectivo. Mesmo quando as guitarras continuam enormes, existe uma sensação de perda, reflexão e sofrimento que diferencia o trabalho dos anteriores. A produção foi para um caminho bem mais escuro e, ao mesmo tempo, mais refinado, seguindo aquela junção tradicional do Heavy Metal com Southern Metal. As guitarras continuam enormes e cheias de distorção, porém existe maior atenção às diferentes texturas que elas podem assumir. Zakk consegue alternar riffs densos, bases mais abertas e solos extremamente expressivos, e a cozinha rítmica é bastante enxuta. O repertório é muito bom, e as canções são mais profundas. Enfim, é um ótimo disco e muito imersivo. 

Melhores Faixas: Bridge To Cross, Graveyard Disciples, Lost Heaven, Berserkers, Genocide Junkies 
Vale a Pena Ouvir: Life, Birth, Blood, Doom, Bleed For Me

The Blessed Hellride – Black Label Society





















NOTA: 9,4/10


No ano de 2003, o Black Label Society lançava seu 4º álbum de estúdio, o The Blessed Hellride. Após o 1919 Eternal, Zakk Wylde tinha deixado para trás a ideia de simplesmente montar um projeto paralelo e transformado a banda em seu principal veículo criativo. O caminho percorrido pelos três primeiros trabalhos também mostrou uma evolução clara e, para esse projeto, agora contando com um novo baterista, Craig Nunenmacher, foram para um caminho que explora diferentes climas. A produção foi bastante pesada e mais densa, seguindo aquela junção do Heavy Metal com Southern Metal. As guitarras possuem riffs grossos e bastante impacto, enquanto os solos exploram bends, vibratos e notas sustentadas, e a cozinha rítmica é bastante robusta e orgânica, além dos vocais rasgados do Zakk que são cheios de urgência. O repertório é maravilhoso, e as canções são energéticas e imersivas. No final de tudo, é um baita disco e que mostrou uma grande evolução. 

Melhores Faixas: Stillborn (participação do Ozzy Osbourne), Stoned And Drunk, We Live No More, Funeral Bell, Blackened Waters, The Blessed Hellride 
Vale a Pena Ouvir: Doomsday Jesus, Destruction Overdrive, Final Solution

Hangover Music Vol. VI – Black Label Society





















NOTA: 8/10


No ano seguinte, a banda lançava um trabalho mais diferenciado com o Hangover Music Vol. VI. Após o The Blessed Hellride, em vez de tentar fazer outro álbum de Heavy Metal esmagador, Zakk decide explorar principalmente seu lado mais melódico e bluesy. O próprio título já transmite essa ideia de ressaca, de um momento posterior à euforia, quando sobra apenas a reflexão. É um álbum muito mais contemplativo e emocional, funcionando quase como uma pausa dentro da discografia do Black Label Society. A produção feita pelo próprio Zakk Wylde, seguiu uma abordagem mais mais limpa e aberta. As guitarras continuam presentes, mas a distorção deixa de ocupar todo o espaço. Existe mais utilização de violões, pianos, teclados e arranjos que permitem que as músicas respirem deixando uma junção do Hard Rock com Rock acustico. O repertório é legalzinho, e as canções são bem introspectivas. Enfim, é um disco bacana e que é injustamente desprezado pelos fãs. 

Melhores Faixas: Won't Find It Here, Whiter Shade Of Pale, House Of Doom 
Vale a Pena Ouvir: Layne, Queen Of Sorrow, Steppin’ Stone, Woman Don’t Cry, Fear

Mafia – Black Label Society





















NOTA: 8,5/10


Em 2005, o Black Label Society volta para sua abordagem tradicional com Mafia. Após o Hangover Music Vol. VI, a banda teve a implementação efetiva do baixista James LoMenzo, além de ter assinado com a Artemis Records. Zakk Wylde, já tinha uma identidade completamente estabelecida. E, para esse álbum, decidiram voltar a fazer um trabalho mais pesado, porém que não abandona os momentos mais introspectivos. A produção foi para uma sonoridade muito mais pesada e agressiva, voltando a juntar os elementos do Southern Metal com Heavy Metal e Groove Metal. As guitarras do Zakk possuem riffs pesados, e os solos são cheios daquela assinatura que já havia se tornado inconfundível, além de seus vocais que, como sempre, estão bem carregados e agressivos. O baixo do James é bastante variado, e a bateria do Craig Nunenmacher é bastante impactante. O repertório é muito bom, e as canções são bem energéticas. No geral, é um ótimo disco e muito coeso. 

Melhores Faixas: Suicide Messiah, In This River, Spread Your Wings, Fire It Up 
Vale a Pena Ouvir: Say What You Will, What's In You, Been A Long Time

Shot To Hell – Black Label Society





















NOTA: 5/10


Se passou mais um ano para o Black Label Society lançar outro disco, o Shot to Hell. Após o Mafia, a banda passou por uma mudança com a saída de James LoMenzo, que se juntou ao Megadeth, e, no seu lugar, entrou John DeServio. Para esse trabalho, eles decidiram juntar toda a agressividade característica com um material acústico, melancólico e bastante emocional. Produzido por Zakk Wylde junto com Michael Beinhorn, inclusive lançado pela Roadrunner, o álbum deixou um som pesado e mais encorpado. As guitarras ocupam muito espaço e possuem uma distorção espessa, fazendo com que os riffs tenham bastante impacto. Enquanto a cozinha rítmica ficou muito mais sustentável, já que há muita presença de teclados e sintetizadores, o que deixa tudo muito harmônico de forma excessiva e torna o álbum bastante arrastado. O repertório começa bem, mas depois decai com canções fraquíssimas. Enfim, é um álbum mediano e inconsistente. 

Melhores Faixas: Concrete Jungle, Black Mass Reverends, Hell Is High, Blood Is Thicker Than Water 
Piores Faixas: Devil's Dime, Sick Of It All, Nothing's The Same, The Last Goodbye

Order Of The Black – Black Label Society





















NOTA: 8,6/10


Quatro anos se passaram para o Black Label Society lançar mais um trabalho novo, o Order of the Black. Após o Shot to Hell, o baterista Craig Nunenmacher acabou saindo e foi substituído por Will Hunt. Além disso, esse projeto aparece depois de uma fase em que Zakk Wylde havia enfrentado problemas de saúde e precisou reduzir o ritmo. Isso dá ao álbum uma sensação de retorno. A produção foi extremamente pesada e moderna, com as guitarras possuindo muito corpo, bastante ganho e uma presença enorme na mixagem. Zakk continua utilizando aquele timbre grave e encorpado que se tornou uma de suas marcas, mas o som aqui parece um pouco mais controlado e definido. A bateria possui bastante groove, tendo caixas fortes, e o baixo é completo, grosso e cheio de variação. Enquanto os vocais do Zakk ficaram bem mais agressivos e articulados. O repertório é muito bom, e as canções são bastante vibrantes. No fim, é um ótimo disco e muito ousado. 

Melhores Faixas: Crazy Horse, Southern Dissolution, War Of Heaven, Parade Of The Dead 
Vale a Pena Ouvir: Darkest Days, Riders Of The Damned, Godspeed Hellbound

Catacombs Of The Black Vatican – Black Label Society





















NOTA: 1/10


Quatro anos se passaram para a banda voltar com seu 9º álbum, o Catacombs of the Black Vatican. Após o Order of the Black, o baterista Will Hunt acabou não permanecendo e sendo substituído por Chad Szeliga. Para esse disco, em vez de tentar uma mudança radical, Zakk Wylde trabalha em cima dos elementos que já haviam se tornado característicos do grupo: riffs pesados, grooves fortes, solos expressivos e uma alternância entre agressividade e melancolia. A produção foi para um som limpo, mas que consegue ser bastante pesado e encorpado, juntando tanto Heavy Metal quanto Southern Metal. Zakk continua explorando seu timbre grave e cheio de ganho, tanto nos riffs quanto nos solos. As guitarras possuem bastante corpo e conseguem transmitir peso, além de seus vocais agressivos. E a cozinha rítmica ficou mais sustentável e sólida. O repertório é ótimo, e as canções são mais densas e profundas. Enfim, é um disco bacana, mesmo com poucas inovações. 

Melhores Faixas: Angel Of Mercy, I've Gone Away 
Vale a Pena Ouvir: Beyond The Down, Empty Promises, Believe

Grimmest Hits – Black Label Society





















NOTA: 9/10


Mais quatro anos se passaram, e o Black Label Society lançava seu 10º álbum, o Grimmest Hits. Após o Catacombs of the Black Vatican, a banda novamente trocou de baterista. Agora, de forma definitiva, contrataram Jeff Fabb, que já tinha se tornado membro por pouco tempo nas turnês de 2012. Nesse novo projeto, eles pegam elementos que já haviam aparecido em diferentes momentos de sua carreira e os reorganizam em músicas novas. Produzido pelo próprio Zakk Wylde, o álbum segue uma abordagem limpa e, ao mesmo tempo, muito encorpada, agora não só colocando Heavy Metal, como também elementos do Stoner Metal e Blues. As guitarras possuem aquele timbre grave e cheio de distorção, mas existe bastante definição nos riffs, e os solos são bem expressivos. A bateria é bastante firme e agressiva, e os baixos são muito distorcidos e dialogam com o vocal rasgado do Zakk. O repertório é incrível, e as canções são esmagadoras. No final, é um disco excelente e muito coeso. 

Melhores Faixas: Room of Nightmares, A Love Unreal, Trampled Down Below, Disbelief, Bury Your Sorrow, The Day That Heaven Had Gone Away 
Vale a Pena Ouvir: The Betrayal, Nothing Left To Say, The Only Words

                                                                                        É isso, então flw!!!           

Analisando Discografias - Black Label Society: Parte 1

                  Sonic Brew – Black Label Society NOTA: 8,7/10 Voltando para o ano de 1999, o Black Label Society lançava seu álbum de estr...