quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Analisando Discografias - Asia: Parte 2

                 

Arena – Asia





















NOTA: 6/10


No ano de 1996, foi lançado mais um trabalho novo do Asia, intitulado Arena, que tentou ser mais acústico. Após o Aria, nasce justamente desse momento de transição e reinvenção. Downes e Payne estavam decididos a experimentar timbres, atmosferas e formas de composição que não dependessem do som marcante da formação original. As guitarras, antes fundamentais, passaram a ter múltiplos intérpretes convidados; o foco estava muito mais na construção de ambientes, melodias extensas e arranjos que evocassem imagens. A produção, feita novamente pela dupla, deixou o som propositalmente mais terroso, atmosférico e ocasionalmente mais cru, como se cada faixa estivesse tentando captar um cenário próprio: uma arena, um deserto, um porto antigo, um ritual. Só que essa falta de uma banda estruturada acabou gerando uma colcha de retalhos insegura e sem dinâmica. O repertório é irregular, tem boas canções e outras fraquíssimas. Enfim, é um trabalho mediano e cansativo. 

Melhores Faixas: Arena, U Bring Me Down, Tell Me Why, Into The Arena 
Piores Faixas: Two Sides Of The Moon, Words, Falling, The Day Before The War

Rare – Asia





















NOTA: 1/10


E aí, entrando nos anos 2000, o Asia lança um dos trabalhos mais horrendos da história: Rare. Após o Arena, Geoff Downes e John Payne estavam trabalhando intensamente em trilhas sonoras para projetos externos, especialmente o documentário ambiental Salmon: Against the Tides e outros materiais de temática naturalista. Além disso, outras faixas seriam feitas para a trilha sonora de um videogame que nunca foi lançado, sobre o qual existem poucas informações. A produção, feita como sempre pela nossa duplinha favorita, é completamente focada em clima, textura e ambientação. Downes utiliza teclados em camadas, simulando orquestras, sopros, cordas e instrumentos étnicos, enquanto Payne contribui com elementos percussivos, linhas de baixo minimalistas e guitarras discretas, girando tudo em torno da chatíssima New Age. O repertório é terrível, e as canções são praticamente a mesma coisa uma da outra. Enfim, é um disco péssimo e até renegado. 

Melhores Faixas: (.......zzzzzzzzz.......) 
Piores Faixas: The Ghosts, Under The Seas, The Gods, The Game, The Journey Continues, The Exodus

Aura – Asia





















NOTA: 3/10


Aí, no ano seguinte, o Asia retorna com seu 8º álbum de estúdio, o Aura, que tentou ser uma volta à grandiosidade. Após o esquecível Rare, a banda acabou retornando ao seu estilo tradicional, mas sem abrir mão da sofisticação e da espiritualidade que vinham marcando seus trabalhos. Mais do que isso: há aqui uma clara intenção de grandiosidade. A produção, feita por Simon Hanhart com auxílio de Payne e Downes, apresenta uma sonoridade mais ampla e expansiva, com o tecladista construindo arranjos de camadas atmosféricas e timbres étnicos, enquanto John Payne sustenta as bases, tentando deixar tudo detalhado, além da presença de sua voz. Além disso, cada faixa conta com um músico convidado, cada um trazendo sua própria experiência, o que deixou tudo bem inconsistente, tornando o conceito de ideias algo disperso e espalhado. O repertório é muito fraco, com canções bem genéricas e poucas se salvando. No geral, é um trabalho ruim e que não empolga. 

Melhores Faixas: You're The Stranger, Ready To Come Home, On The Coldest Day In Hell
Piores Faixas: Wherever You Are, The Longest Night, Forgive Me, Free

Silent Nation – Asia





















NOTA: 4/10


Três anos se passam e é lançado mais um trabalho do Asia, o também fraquíssimo Silent Nation. Após o Aura, Geoff Downes começava a se preparar para o futuro da banda, enquanto John Payne se tornava meio que o líder artístico. Com isso, o Asia deixa de lado o misticismo, as metáforas amplas e as imagens espirituais que dominaram Aura para mergulhar em um ambiente urbano, crítico e quase sociológico. Além disso, houve a entrada de novos integrantes: o guitarrista Guthrie Govan e o baterista Chris Slade. A produção, feita inteiramente por Payne, é intencionalmente menos luxuosa do que a anterior. Aqui, tudo soa mais próximo, mais real, mais palpável. Downes ainda cria texturas complexas, porém com menos camadas, só que no geral tudo é muito repetitivo e carece daquele lado mais imersivo. O repertório é bem fraco, com canções arrastadas e poucas se salvando. No fim, é um disco ruim e que mostrava que uma mudança era necessária. 

Melhores Faixas: I Will Be There For You, The Prophet, Silent Nation 
Piores Faixas: Blue Moon Monday, Darkness Day, What About Love?, Long Way From Home

Phoenix  Asia





















NOTA: 8,5/10


Aí chega o ano de 2008, quando o Asia retorna com mais um disco, o Phoenix, que trouxe novidades. Após o Silent Nation, aconteceu algo que mexeu com todos os fãs, já que a formação original estava de volta. Essa reunião, porém, cresceu para algo mais: um desejo real de produzir material totalmente novo, com a mesma estética de AOR sinfônico e arranjos calculados que haviam definido o início da banda. Há também o componente humano: Wetton, após sua cirurgia cardíaca em 2007, retornava com energia e introspecção renovadas. A produção, feita pela banda junto com Steve Rispin, tem um ar deliberadamente “limpo”, equilibrado e quase clínico, típico da escola de Geoff Downes, cristalina, organizada, com espaçamentos bem definidos. Nada transborda ou se sobrepõe, com uma instrumentação bem melódica e melodias grandiosas. O repertório é muito bom, e as canções são imersivas e energéticas. No fim, é um belo trabalho e um ótimo retorno. 


Melhores Faixas: Never Again, Alibis 
Vale a Pena Ouvir: Shadow Of A Doubt, Heroine, Nothing's Forever
  

              Então é isso e flw!!!          

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Analisando Discografias - Asia: Parte 1

                 

Asia – Asia





















NOTA: 9,2/10


Em 1982, foi lançado o álbum de estreia autointitulado do Asia, que já era bastante ambicioso. A banda, o supergrupo formado por John Wetton (ex-King Crimson e Roxy Music), Steve Howe (Yes), Geoff Downes (The Buggles e posteriormente Yes) e Carl Palmer (ELP), surgiu num momento em que o rock progressivo havia sido engolido pela indústria, já que todas essas bandas foram obrigadas a mudar de som para tocar nas rádios, e assim nasceu esse projeto mais Pop. A produção, feita por Mike Stone, entendeu de imediato o objetivo: som cristalino, expansivo, teatral, porém absolutamente moderno, sem longas suítes e sem experimentalismos radicais. Aqui vemos uma instrumentação mais dinâmica e um formato que equilibra o AOR com influências do Prog sinfônico. O repertório é incrível e as canções vão desde um lado mais energético até um mais cadenciado. Enfim, é um belo disco de estreia que fez esses caras pagarem suas contas. 

Melhores Faixas: Only Time Will Tell, Heat Of The Moment, Cutting It Fine, Wildest Dreams
Vale a Pena Ouvir: Here Comes The Feeling, Sole Survivor

Alpha – Asia





















NOTA: 8,7/10


No ano seguinte, o Asia lança seu 2º disco, o Alpha, que seguiu um caminho mais grandioso. Após o álbum de estreia, a banda estava sob forte pressão: por um lado, a gravadora Geffen queria que eles repetissem o sucesso; por outro, os fãs do Rock progressivo queriam que eles mostrassem pelo menos um pouco das origens de cada integrante. Só que, naquele período, conflitos internos já começavam, pois John Wetton e Geoffrey Downes estavam muito próximos, descartando as ideias de Steve Howe e Carl Palmer. A produção, feita mais uma vez por Mike Stone, foi bem mais polida e direcionada a um caminho mais Pop, embora tenhamos vários momentos épicos e cinematográficos vindos principalmente da bateria de Palmer e dos teclados de Downes, bem sustentados pelo lado melódico das guitarras de Howe e pelo baixo enxuto de Wetton, além, claro, de sua voz. O repertório é muito bom, e as canções são bem intimistas. No final, é um ótimo disco, bastante coeso. 

Melhores Faixas: Don't Cry, True Colors, The Heat Goes On 
Vale a Pena Ouvir: Never In A Million Years, Open Your Eyes

Astra – Asia





















NOTA: 5,8/10


Dois anos se passam e o Asia lança mais um trabalho, o Astra, em um momento conturbado. Após o Alpha, por conta de uma série de brigas, John Wetton acabou saindo da banda, e colocaram temporariamente Greg Lake para a turnê, o que não deu certo. Então Wetton retornou, mas Steve Howe saiu, sendo substituído por Mandy Meyer. Com o clima bem pesado, eles decidiram fazer um disco mais pesado e adaptado ao formato que o AOR vinha tomando. A produção, feita por Mike Stone junto com Geoffrey Downes, segue um rumo que tenta soar futurista, buscando algo mais épico e complexo, mas muita coisa acaba soando como um clichê do que o mainstream da época pedia, faltando mais daquele lado dinâmico que os diferenciava de outros concorrentes, além de os reverbs serem bastante repetitivos. O repertório é mediano, com canções boas e outras bem genéricas. Enfim, é um álbum irregular e que acabou levando a banda ao fim. 

Melhores Faixas: Wishing, Voice Of America, Suspicion 
Piores Faixas: Love Now Till Eternity, After The War, Too Late

Aqua – Asia





















NOTA: 8,9/10


Em 1992, o Asia retorna lançando mais um álbum de estúdio, o Aqua (com essa capa sensacional). Após o Astra, a banda acabou se dissolvendo e, no início da década de 90, a formação retornou para uma turnê, só que John Wetton decidiu sair de vez, e com isso entrou como vocalista John Payne, vocalista e baixista britânico de timbre poderoso, mais duro, mais AOR e com grande capacidade de composição; além disso, também houve a entrada do guitarrista Al Pitrelli. A produção, feita inteiramente por Geoffrey Downes e lançada pelo selo Musicdisc, trouxe guitarras mais pesadas, timbres de bateria mais secos e teclados que mesclam o digital exuberante dos anos 80 com sons mais atmosféricos e menos Pop, criando um cruzamento de AOR com Hard Rock e Prog sinfônico, muito por conta das mudanças de formação. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem melódicas e variadas. Enfim, é um ótimo trabalho e bastante imersivo. 

Melhores Faixas: Little Rich Boy, Heaven On Earth, A Far Cry, The Voice Of Reason 
Vale a Pena Ouvir: Back In Town, Someday, Who Will Stop The Rain?, Don’t Call Me

Aria – Asia





















NOTA: 8,2/10


Dois anos depois, foi lançado mais um novo trabalho da banda, o Aria, que foi bem mais experimental. Após o Aqua, Geoff Downes assumiu definitivamente as rédeas criativas, consolidando John Payne como vocalista e co-compositor. Ambos queriam dar identidade ao Asia “fase Payne”, algo que não fosse apenas uma derivação do que Wetton havia feito. Desse esforço nasceu um álbum que, embora menos comentado, representa o ponto em que a parceria Downes/Payne se solidifica e aprofunda sua proposta estética, além de contar com o baterista Mike Sturgis. A produção, feita por ambos, adota uma abordagem atmosférica: tudo parece girar em torno de um clima de romantismo dramático, temas de coragem, superação e emoção elevada. Há menos brilho e exuberância Pop e mais ênfase em texturas e narrativa melódica. O repertório é muito bom, e as canções são bem cadenciadas e até energéticas. Em suma, é um ótimo trabalho e bastante subestimado. 

Melhores Faixas: Summer, Feels Like Love 
Vale a Pena Ouvir: Remembrance Day, Desire, Are You Big Enough ?


         Por hoje é só, então flw!!!       

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Analisando Discografias - Cozy Powell

                 

Over The Top – Cozy Powell





















NOTA: 8,4/10


No ano de 1979, Cozy Powell lançava seu primeiro trabalho solo, intitulado Over The Top. Após o lançamento do Down to Earth com o Rainbow, Cozy passou por um período em que buscava um espaço de expressão mais pessoal, surgindo assim este projeto que mostrava uma interseção entre o virtuosismo, o Hard Rock britânico e o desejo de se afirmar como um artista completo, não apenas como um “baterista convidado”. A produção, conduzida por Martin Birch, apresenta um som limpo, com ênfase na definição dos timbres e um equilíbrio cuidadoso entre instrumentos virtuosísticos. A paleta sonora é ampla: orquestrações, teclados sintéticos, riffs pesados, momentos de Jazz-Rock e até releituras de peças clássicas. O repertório contém sete faixas muito boas, técnicas e com grande variação rítmica. Enfim, é um ótimo trabalho que revelou esse lado artístico do Cozy Powell. 

Melhores Faixas: Heidi Goes To Town, Over The Top, The Loner 
Vale a Pena Ouvir: Sweet Poison, Theme One

Tilt – Cozy Powell





















NOTA: 8/10


Dois anos depois, foi lançado seu 2º álbum solo, intitulado Tilt, que trouxe algumas mudanças. Após o Over The Top, Cozy Powell continuou participando de outros projetos e, nesse período, viu a ascensão da New Wave e a transição das sonoridades setentistas para produções mais limpas e sintetizadas, que começavam a dominar o mercado. Cozy não ignorou essas mudanças, já que este trabalho mistura a grandiosidade típica dele com experimentações que refletem o início dos anos 80. A produção, feita inteiramente por ele mesmo, segue por um caminho mais variado, indo desde o Hard Rock agressivo até momentos que lembram Jazz, trilha sonora e até toques mais suaves. Além disso, há momentos com vocalizações de alguns músicos convidados, que contribuem bem para essa temática. O repertório é muito bom, e as canções são energéticas e cadenciadas. No geral, é um ótimo disco e bastante consistente. 

Melhores Faixas: Sooner Or Later, The Blister 
Vale a Pena Ouvir: Cat Moves, Jekyll & Hyde

Octopuss – Cozy Powell





















NOTA: 8,2/10


Passa-se mais um intervalo de dois anos, e Cozy Powell retorna com mais um disco, o Octopuss. Após o Tilt, ele colaborava com diversos músicos, mantinha status de lenda da bateria e ainda buscava consolidar sua trilha solo. Esse trabalho surge exatamente nesse momento como uma espécie de síntese: o disco mais curto e direto de sua trilogia solo, mas também o mais preciso, conciso e focado na personalidade sonora de Cozy. A produção, conduzida por Bruce Payne e John Makepeace, reflete a transição para as sonoridades mais polidas dos anos 80, mas sem abandonar o peso do seu lado mais instrumental. A bateria é enorme, presente, com reverberação controlada, mas com impacto marcante. Os teclados adotam timbres modernos, mais sintéticos do que nos álbuns anteriores, e as guitarras têm menos fuzz e mais precisão. O repertório é muito bom, e as canções são envolventes e dinâmicas. No final, é um trabalho bem interessante. 

Melhores Faixas: Dartmoore, Octopuss 
Vale a Pena Ouvir: The Rattler, Formula One

The Drums Are Back... – Cozy Powell





















NOTA: 8/10


Pulando para os anos 90, Cozy Powell retorna com um trabalho novo, o The Drums Are Back... Após o Octopuss, Cozy passou por inúmeros projetos relevantes: Whitesnake, Black Sabbath, ELP (nos anos 80) e outras participações de estúdio e turnês. Este novo álbum funciona como um retorno simbólico ao estilo de seus trabalhos instrumentais clássicos, mas com a estética dos anos 90 e um elenco de músicos de altíssimo nível, incluindo Brian May, Tony Martin e Geoff Nicholls. A produção, feita por ele mesmo e Brenda Brooker, busca uma sonoridade limpa, com timbres de guitarra menos saturados e uma estética geral mais seca. Cozy assume papel central na engenharia rítmica do álbum. Sua bateria é captada com nitidez cirúrgica: bumbo definido, caixa presente, toms ressonantes e pratos claros. O repertório é bem legal, e as canções seguem por um lado mais melódico. Enfim, é um trabalho bom e que segue um caminho mais coeso. 

Melhores Faixas: I Wanna Hear You Shout, The Rocket 
Vale a Pena Ouvir: Cryin', Battle Hymn, Ride To Win

Especially For You – Cozy Powell





















NOTA: 5,8/10


Então chegamos ao fatídico ano de 1998, quando foi lançado seu álbum póstumo, Especially For You. Após o The Drums Are Back..., Cozy Powell alternava entre trabalhos em estúdio, participações e gravações privadas; não era mais o jovem explosivo dos tempos do Rainbow, mas continuava ativo, criativo e tecnicamente irrepreensível. Mas, infelizmente, no dia 5 de abril daquele ano, ele viria a falecer em um acidente de carro numa rodovia em Bristol. A produção desse trabalho, feita por Brenda Brooker, mas com traços de Powell, é notavelmente discreta e direta. Não há grandes camadas sinfônicas ou overdubs monumentais. O disco soa como um estúdio compacto, íntimo, onde Cozy e seus colaboradores exploram ideias soltas, peças instrumentais e esboços finalizados, apesar de muita coisa ser bem repetitiva. O repertório é irregular, com boas canções e outras que são bem chatinhas. No fim, é um trabalho mediano e que foi uma despedida discreta. 

Melhores Faixas: Ivory Towers, Power In The Wrong Hands, Haunted By The Devil 
Piores Faixas: Doing The Natural Thing, Make You A Man, High Time To Fly
  

               Então é isso e flw!!!         

domingo, 23 de novembro de 2025

Analisando Discografias - Greg Lake


Greg Lake – Greg Lake





















NOTA: 1/10


Novamente voltando para 1981, foi lançado o 1º álbum solo autointitulado de Greg Lake. Após o fim do ELP, ele queria se reinventar e decidiu se reconectar com o Rock mais direto, deixando para trás a grandiosidade de suítes de vinte minutos, orquestras, polirritmias e sintetizadores cinematográficos. Ao mesmo tempo, Greg buscava reafirmar seu papel como cantor e compositor, recuperando a sensibilidade melódica que o havia consagrado. A produção foi conduzida por ele junto com Alex Gobb, seguindo uma linha mais puxada para o AOR britânico da época: guitarras em primeiro plano, bateria com som seco e limpo, baixo preciso, teclados discretos e vozes tratadas com nitidez cristalina. Isso deixa o foco nas guitarras do brilhante Gary Moore e na boa banda de apoio; o problema é que tudo é bem genérico e cheio daqueles clichês característicos do gênero. O repertório é tenebroso, com canções que beiram o insuportável. Enfim, é um disco péssimo e sem identidade. 

Melhores Faixas: (..................................) 
Piores Faixas: Long Goodbye, For Those Who Dare, Someone, It Hurts, Black And Blue

Manoeuvres – Greg Lake





















NOTA: 1/10


Dois anos se passaram, e foi lançado seu 2º e último álbum solo, intitulado Manoeuvres. Após o álbum de 1981, os admiradores do ELP consideraram o disco “comercial demais”, e a grande mídia acabou meio que ignorando esse trabalho. Ainda assim, a química entre Lake e Gary Moore era real. Para esse álbum, decidiram desenvolver a estética iniciada em Greg Lake, mas de forma mais focada, mais homogênea e com uma atmosfera emocional mais consistente. A produção, feita por ele mesmo, foi mais orgânica, menos orientada a hits e mais emocionalmente coesa, embora ainda segue influências do AOR; no geral, tudo continuou bastante genérico e completamente sem identidade. O repertório é terrível, e as canções são, em sua maioria, péssimas. Enfim, é um trabalho horrível e, após isso, não houve mais discos solo, já que Lake viria a falecer em 2016, vítima de um câncer. 

Melhores Faixas: (..........................................) 
Piores Faixas: Haunted, I Don't Know Why I Still Love You, Manoeuvres, A Woman Like You, It's You, You Gotta Believe
  

               Então é isso e flw!!!            

Analisando Discografias - Keith Emerson: Parte 2

                 

Nighthawks (Original Soundtrack) – Keith Emerson





















NOTA: 8,1/10


Mais um ano se passou, e foi lançada outra trilha sonora de filme, dessa vez a de Nighthawks. Após o Honky, Keith Emerson continuava seu interesse em música programática, atmosferas cinematográficas e construção orquestral expansiva. O convite veio quando o diretor Bruce Malmuth procurava uma trilha sonora tensa e moderna para o thriller policial. A ideia era ter uma música com energia urbana, eletrônica e ameaçadora, refletindo o clima de violência em meio à Nova York do início dos anos 80. A produção foi bem mais densa, com o granulado típico do início dos sintetizadores polifônicos, algo que combina surpreendentemente bem com o clima sujo e urbano do filme. Emerson opta por timbres ásperos, sintetizadores que imitam sirenes e batidas que lembram o pulsar de uma perseguição. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem climáticas. Enfim, é um ótimo trabalho e traz uma atmosfera ousada. 

Melhores Faixas: The Chase, Face To Face 
Vale a Pena Ouvir: Nighthawking, The Flight Of A Hawk, I'm A Man

Emerson Plays Emerson – Keith Emerson





















NOTA: 4/10


Aí, pulando para 2002, ele lança um álbum completamente diferente, intitulado Emerson Plays Emerson (eu sei, está confuso). Após a trilha sonora de Nighthawks, Keith Emerson ficou um bom tempo fazendo trilhas sonoras de filmes e teve o retorno do ELP, que não durou muito. A ideia do álbum nasceu justamente dessa necessidade de revisitar sua obra em formato puro, direto e íntimo. Emerson queria mostrar o que sempre esteve por trás de tudo: o pianista. A produção, feita como sempre por ele mesmo, é deliberadamente minimalista. Gravado em grande parte no final dos anos 90 e início dos anos 2000, muitas faixas derivam de sessões íntimas, registros caseiros, recitais privados, demos polidas ou execuções diretas sem overdubs. O foco absoluto está no piano, usando várias variações, só que, no geral, tudo é bem excessivo e falta dinâmica. O repertório é bom, mas a execução é fraca, com poucas interpretações interessantes. No fim, é um trabalho ruim e esquecível. 

Melhores Faixas: Creole Dance, Honky Tonk Train Blues, Summertime, Vagrant 
Piores Faixas: Ballad For A Common Man, For Kevin, Soulscapes, Nilu's Dream, A Cajun Alley

The Keith Emerson Trio – The Keith Emerson Trio



















NOTA: 8/10


Chegamos em 2015, quando foi lançado seu último trabalho, que era um arquivo dos anos 60 feito com um trio tocando Jazz. Após o Emerson Plays Emerson, o pianista passou por um período focando em outros projetos, só que, de forma surpreendente, resgataram um trabalho seu de quando tinha recém completado 18 anos, tocando com dois colegas da região de Worthing: Godfrey Sheppard no baixo e David Keene na bateria. Com eles, interpretando alguns standards e fazendo essa gravação de forma caseira. A produção é rudimentar, já que a gravação é extremamente Lo-fi; o som é mono, cru, às vezes abafado, com picos, chiados, pequenas distorções e ruídos ambientais. O grande destaque é o talento de Keith Emerson ao piano, com aquela articulação forte que se tornaria característica. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem consistentes. Assim, é um trabalho bom, apesar de que, infelizmente, no ano seguinte ele nos deixaria após cometer suicídio. 

Melhores Faixas: Winckle Picker Stamp, 56 Blues 
Vale a Pena Ouvir: Soul Station, There Will Never Be Another You

sábado, 22 de novembro de 2025

Analisando Discografias - Keith Emerson: Parte 1

                  

Inferno (Original Soundtrack) – Keith Emerson





















NOTA: 8/10


No início dos anos 80, Keith Emerson lançava seu 1º trabalho solo, a trilha sonora do filme Inferno. Após o fim do ELP, o interesse de Emerson pela música cinematográfica já vinha desde cedo. Ele admirava compositores como Bernard Herrmann e Nino Rota, além de possuir forte sensibilidade dramática e teatral em sua escrita. Foi então que surgiu o convite para trabalhar com Dario Argento, renomado diretor italiano do giallo e do horror estilizado, que buscava uma sonoridade diferente para seu novo filme, Inferno (1980), segundo capítulo da trilogia “Three Mothers”. A produção, feita pelo próprio Emerson, é menos “rock de banda” e mais “sinfonia moderna sintetizada”: ele conduz orquestrações reais, mas utiliza também camadas extensas de sintetizadores Moog, Polymoog, órgão e piano, além de percussões processadas. O repertório é muito bom, e as peças são densas e climáticas. No fim, é um ótimo trabalho e funcionou para o filme. 

Melhores Faixas: Taxi Ride (Rome), Mater Tenebrarum 
Vale a Pena Ouvir: The Library, Elisa's Story, Cigarettes, Ices, Etc., Mark's Discovery

Honky – Keith Emerson





















NOTA: 8/10


No ano seguinte, seu primeiro trabalho que não era uma trilha sonora, intitulado Honky, trazia aquele lado progressivo característico. Após o lançamento de Inferno, Keith Emerson passou um tempo nas Bahamas para compor, e esse período influenciou diretamente a atmosfera desse trabalho. Além disso, o álbum representa um desvio claro da veia “séria” ou grandiosa presente em suas trilhas sonoras, indo para um som mais descontraído: Boogie Woogie, Honky-Tonk, Jazz leve e até elementos caribenhos. A produção, feita obviamente por ele mesmo, buscou um clima solto, festivo, com momentos de improviso, ritmos caribenhos e também homenagens ao piano tradicional (apesar do uso de sintetizadores). A concepção não é grandiosa como em algumas trilhas cinematográficas de Emerson, mas sim íntima, divertida e levemente extravagante. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem envolventes. Enfim, é um trabalho interessante e bastante menosprezado. 

Melhores Faixas: Yancey Special, Green Ice 
Vale a Pena Ouvir: Salt Cay, Jesus Loves Me
  

                                                              Então um abraço e flw!!!               

Analisando Discografias - Imagine Dragons

                  Night Visions – Imagine Dragons NOTA: 1/10 (É... partiu). No ano de 2012, o Imagine Dragons lançava seu álbum de estreia, ...