No Said Date – Masta Killa
NOTA: 8,7/10
Em 2004, o Masta Killa enfim lançou seu 1º trabalho solo, intitulado No Said Date. Após o Iron Flag, Killa sempre preferiu permanecer em segundo plano, participando de faixas do grupo e de projetos paralelos sem pressa para gravar um disco próprio. Mesmo que o Wu-Tang não estivesse no auge naquele período, ele aproveitou essa oportunidade para apresentar um trabalho profundamente ligado à identidade clássica do grupo. A produção contou com RZA, Mathematics, True Master, entre outros, que utilizaram beats pesados, com presença de baterias secas, samples de Jazz e música oriental, baixos discretos e atmosferas sombrias, dialogando com o Boom Bap tradicional. Os flows do Masta Killa são bem técnicos e precisos. O repertório é muito bom e as canções são todas bem reflexivas e carregadas de metáforas. No geral, é um disco bacana e muito coeso.
Melhores Faixas: No Said Date, Grab The Mic, Old Man, Queen, Silverbacks, D.T.D.
Vale a Pena Ouvir: School, Masta Killa
Made In Brooklyn – Masta Killa
NOTA: 4/10
Dois anos se passaram, e o Masta Killa lançava seu 2º álbum, intitulado Made in Brooklyn. Após o No Said Date, o rapper decidiu fazer um trabalho que presta homenagens às raízes do Brooklyn e ao próprio legado do Wu-Tang. O título do álbum evidencia esse orgulho pela cidade que moldou sua carreira e pela cultura hip hop que surgiu em Nova York. A produção contou com nomes como MF DOOM, Pete Rock, Bronze Nazareth e vários outros, que apostaram em um som mais sombrio, com beats ainda bem pesados, baterias secas, linhas de baixo constantes e loops precisos. Mas o problema é que tudo fica bem repetitivo, e isso vale também para o flow do Killa, que fica muito cansativo e estraga a dinâmica do álbum. O repertório é fraquíssimo, com canções genéricas e poucas realmente interessantes. Enfim, é um álbum ruim e que não tem nada de marcante.
Melhores Faixas: It's What It Is, Pass The Bone (Remix), Street Corner, Older Gods Part 2
Piores Faixas: Let's Get Into Something, Lovely Lady, Ringing Bells, Brooklyn King, Then And Now
Selling My Soul – Masta Killa
NOTA: 5/10
Em 2012, foi lançado o último álbum até então do Masta Killa, o ambicioso Selling My Soul. Após o Made in Brooklyn, o rapper tentou fazer algo que fugisse um pouco da linha que havia seguido em seus últimos projetos e criar um trabalho mais interessado em espiritualidade, consciência, responsabilidade e preservação da cultura. A produção foi feita pelo próprio rapper junto com Inspectah Deck, Mathematics e afins, que utilizaram beats modernos e fugiam daquela linha tradicional do Rap mainstream. As baterias são pesadas na medida certa, e as linhas de baixo ficaram mais discretas, tanto que se percebe um cruzamento entre Boom Bap, Chipmunk Soul e Neo-Soul. Mas, ao longo do álbum, muitas ideias se mostram recicladas, assim como o flow impreciso do Killa. O repertório é irregular, com canções boas e outras bem genéricas. Enfim, é um álbum mediano e que não funcionou.
Melhores Faixas: R U Listening, Dirty Soul (Ol Dirty Bastard Tribute), Things Just Aint The Same
Piores Faixas: Divine Glory, What U See, Part 2