Whitesnake – David Coverdale
NOTA: 8/10
Voltando para o ano de 1977, David Coverdale lançava seu 1º trabalho solo, o Whitesnake. Após o “fim” do Deep Purple, o vocalista queria fazer um trabalho que explorasse com mais liberdade suas influências de Blues, Soul, R&B e Gospel, estilos que já faziam parte de sua identidade vocal. Isso também ajuda a entender por que o disco é bem menos pesado e muito mais descontraído do que aquilo que o público poderia esperar do vocalista de uma das bandas mais comentadas daquela década. A produção, feita por Roger Glover, traz uma sonoridade limpa e mais aberta. Com as guitarras de Micky Moody, o disco trabalha muito mais com um estilo bluesístico, slide, riffs simples e texturas. Além disso, há uma bateria precisa do Simon Phillips e o baixo do Glover, que é bem orgânico, além de uma presença considerável de teclados, deixando os vocais do Coverdale mais intimistas. O repertório é muito legal, e as canções são bastante melódicas. No fim, é um ótimo disco e trouxe algo promissor.
Melhores Faixas: Goldie's Place, Peace Lovin' Man
Vale a Pena Ouvir: Blindman, Hole In The Sky, Time On My Side
Northwinds – David Coverdale
NOTA: 8,3/10
No ano seguinte, David Coverdale lançava seu 2º álbum solo, o ainda mais melódico Northwinds. Após o Whitesnake, Coverdale continuava trabalhando com o guitarrista Micky Moody, cuja linguagem bluesística combinava muito bem com sua voz, e a parceria entre os dois começava a formar a base do que posteriormente seria o Whitesnake. Embora ainda seja oficialmente um álbum solo, ele já funciona praticamente como uma ponte entre o fim do Deep Purple e o nascimento da nova banda. A produção, feita mais uma vez por Roger Glover, deixou um som bastante expressivo e refinado, com as guitarras tendo uma abordagem muito mais baseada em sentimento, riffs e timbres bluesísticos do que em virtuosismo. Isso combina perfeitamente com Coverdale, porque permite que a voz seja o verdadeiro centro das músicas, além da presença de teclados, que deixa tudo mais elegante. O repertório é ótimo, e as canções são bem variadas. No fim, é um disco bacana e que foi uma virada de chave.
Melhores Faixas: Queen Of Hearts, Breakdown, Give Me Kindness
Vale a Pena Ouvir: Keep On Giving Me Love, Only My Soul
Coverdale • Page – Coverdale • Page
NOTA: 9/10
Em 1992, David Coverdale e Jimmy Page lançavam um álbum colaborativo que pouca gente deu a devida atenção. Após o lançamento do Slip of the Tongue com o Whitesnake, Coverdale acabou se aproximando de Page, que, nesse meio tempo, trabalhou em alguns projetos de forma esporádica. A expectativa naturalmente era enorme: juntar o vocalista do Whitesnake com o guitarrista do Led Zeppelin praticamente convidava todo mundo a esperar uma espécie de encontro entre duas grandes escolas do Rock britânico. A produção, feita pelos dois junto com Mike Fraser, deixou um som pesado e grandioso que junta o melhor do Hard Rock e Blues Rock com toques modernos. As guitarras variadas de Page possuem muito destaque, com riffs, texturas e camadas. A cozinha rítmica é bastante robusta e sustenta os ritmos, enquanto os vocais de David Coverdale variam entre momentos enérgicos e melódicos. O repertório é sensacional, e as canções são todas bem divertidas. Enfim, é um baita disco que merece ser redescoberto.
Melhores Faixas: Shake My Tree, Feeling Hot, Easy Does It, Absolution Blues, Waiting For You
Vale a Pena Ouvir: Take Me For A Little While, Whisper A Prayer For The Dying, Over Now