sábado, 12 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Mr. Mister

                  

I Wear The Face – Mr. Mister





















NOTA: 8,4/10


Em 1984, o Mr. Mister lançava seu álbum de estreia, intitulado I Wear the Face, que trazia uma abordagem interessante. Formado dois anos antes na cidade de Phoenix, no Arizona, por Richard Page nos vocais e baixo, Steve George nos teclados, sintetizadores e saxofone, Steve Farris na guitarra e Pat Mastelotto na bateria, a banda lançava esse trabalho pela RCA Victor, dando um primeiro passo de uma banda que ainda estava tentando descobrir exatamente até onde poderia levar sua mistura de Pop Rock e AOR com elementos da New Wave. A produção, feita por Peter McIan, deixou uma sonoridade limpa e organizada. O uso de sintetizadores tem bastante evidência e consegue combinar com a guitarra de Steve Farris, que possui riffs discretos e muito uso de camadas, enquanto a cozinha rítmica é bastante precisa, além dos vocais de Page, que são bem articulados. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas. No fim, é um ótimo disco e que foi mais um teste. 

Melhores Faixas: Hunters Of The Night, Talk The Talk, Code Of Love, I Get Lost Sometimes 
Vale a Pena Ouvir: Partners In Crime, Life Goes On, I'll Let You Drive

Welcome To The Real World – Mr. Mister





















NOTA: 9/10


No ano seguinte, o Mr. Mister lançava seu 2º álbum de estúdio, o Welcome to the Real World. Após o I Wear the Face, passa a trabalhar de maneira mais ambiciosa nas composições, contando novamente com John Lang como parceiro importante. Existe uma preocupação maior em criar músicas com grandes melodias, refrões fortes e arranjos que pudessem funcionar no rádio sem transformá-los em uma banda completamente genérica. A produção, feita junto com Paul DeVilliers, deixou uma sonoridade polida e extremamente radiofônica, com eles abraçando de vez o Pop Rock e AOR. Com isso, os sintetizadores ficaram bem mais amplos, criando atmosferas. As guitarras ficaram mais processadas, o baixo sustenta com linhas melódicas, a bateria de Mastelotto varia entre a tradicional e a eletrônica, e os vocais do Page são bastante expressivos. O repertório é incrível, e as canções são bem cadenciadas. No fim, é um baita disco e que foi o ápice deles. 

Melhores Faixas: Broken Wings, Is It Love, Kyrie, Uniform Of Youth, Black / White 
Vale a Pena Ouvir: Welcome To The Real World, Into My Own Hands, Tangent Tears

Go On... – Mr. Mister





















NOTA: 3/10


Dois anos depois, o Mr. Mister lança seu 3º e último álbum, o Go On..., e aqui as coisas deram errado. Após o Welcome to the Real World, eles decidiram fazer um trabalho que opta por uma abordagem mais madura e menos imediatamente comercial, optando menos pelo impacto imediato e fazendo um projeto com arranjos mais detalhados e experimentando novos formatos de som. A produção, feita junto com Kevin Killen, seguiu uma abordagem polida e acessível, com eles juntando aqui Pop Rock e AOR com elementos do Pop Progressivo, Adult Contemporary e até um pouco do Yacht Rock. Com os sintetizadores ainda marcando presença, a cozinha rítmica ficou mais sustentável e as guitarras ficaram mais constantes, porém tudo aqui soa como um trabalho solo sem forma de Richard Page e com pouquíssima inovação. O repertório é muito ruim, tendo canções medíocres e poucas interessantes. Mas, enfim, é um álbum fraquíssimo e, após isso, a banda acabou. 

Melhores Faixas: Something Real (Inside Me / Inside You), Watching The World, The Border
Piores Faixas: Healing Waters, Man Of A Thousand Dances, Dust, Control

 

Analisando Discografias - Night Ranger

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