I Wear The Face – Mr. Mister
NOTA: 8,4/10
Em 1984, o Mr. Mister lançava seu álbum de estreia, intitulado I Wear the Face, que trazia uma abordagem interessante. Formado dois anos antes na cidade de Phoenix, no Arizona, por Richard Page nos vocais e baixo, Steve George nos teclados, sintetizadores e saxofone, Steve Farris na guitarra e Pat Mastelotto na bateria, a banda lançava esse trabalho pela RCA Victor, dando um primeiro passo de uma banda que ainda estava tentando descobrir exatamente até onde poderia levar sua mistura de Pop Rock e AOR com elementos da New Wave. A produção, feita por Peter McIan, deixou uma sonoridade limpa e organizada. O uso de sintetizadores tem bastante evidência e consegue combinar com a guitarra de Steve Farris, que possui riffs discretos e muito uso de camadas, enquanto a cozinha rítmica é bastante precisa, além dos vocais de Page, que são bem articulados. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas. No fim, é um ótimo disco e que foi mais um teste.
Melhores Faixas: Hunters Of The Night, Talk The Talk, Code Of Love, I Get Lost Sometimes
Vale a Pena Ouvir: Partners In Crime, Life Goes On, I'll Let You Drive
Welcome To The Real World – Mr. Mister
NOTA: 9/10
Melhores Faixas: Broken Wings, Is It Love, Kyrie, Uniform Of Youth, Black / White
Vale a Pena Ouvir: Welcome To The Real World, Into My Own Hands, Tangent Tears
Dois anos depois, o Mr. Mister lança seu 3º e último álbum, o Go On..., e aqui as coisas deram errado. Após o Welcome to the Real World, eles decidiram fazer um trabalho que opta por uma abordagem mais madura e menos imediatamente comercial, optando menos pelo impacto imediato e fazendo um projeto com arranjos mais detalhados e experimentando novos formatos de som. A produção, feita junto com Kevin Killen, seguiu uma abordagem polida e acessível, com eles juntando aqui Pop Rock e AOR com elementos do Pop Progressivo, Adult Contemporary e até um pouco do Yacht Rock. Com os sintetizadores ainda marcando presença, a cozinha rítmica ficou mais sustentável e as guitarras ficaram mais constantes, porém tudo aqui soa como um trabalho solo sem forma de Richard Page e com pouquíssima inovação. O repertório é muito ruim, tendo canções medíocres e poucas interessantes. Mas, enfim, é um álbum fraquíssimo e, após isso, a banda acabou.
Melhores Faixas: Something Real (Inside Me / Inside You), Watching The World, The Border
Piores Faixas: Healing Waters, Man Of A Thousand Dances, Dust, Control


