terça-feira, 15 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Queensrÿche: Parte 1

                  

The Warning – Queensrÿche





















NOTA: 9,8/10


Em 1984, o Queensrÿche lançava seu álbum de estreia, o excepcional The Warning. Formado em 1980, inicialmente com o nome de Cross+Fire e depois The Mob, por Geoff Tate nos vocais, Chris DeGarmo e Michael Wilton nas guitarras, Eddie Jackson no baixo e Scott Rockenfield na bateria. Eles chamaram atenção com um EP lançado no ano anterior, que fez com que eles assinassem com a EMI. Com isso, eles prepararam um disco que mostrava uma ambição maior do que a de várias outras bandas de Metal. A produção, feita por James Guthrie, deixou um som extremamente seco e orgânico, que juntava os elementos do Heavy Metal e Power Metal americano, com pitadas do que eles ajudaram a criar, que era o Metal progressivo. As guitarras alternam entre riffs pesados, bases mais melódicas e solos, e os vocais de Geoff são bastante poderosos. O repertório é sensacional, e as canções são todas bem variadas. No fim, é um baita disco e que é um clássico. 

Melhores Faixas: Take Hold Of The Flame, No Sanctuary, Warning, Deliverance, Em Force 
Vale a Pena Ouvir: Roads To Madness, Before The Storm
  

Rage For Order – Queensrÿche





















NOTA: 9,5/10


Dois anos se passaram para a banda lançar seu 2º disco, o ainda mais expressivo Rage For Order. Após o The Warning, o Queensrÿche começa a buscar uma sonoridade mais futurista, sombria, tecnológica e progressiva, sem abandonar completamente o peso das guitarras. Com isso, eles estavam em uma situação curiosa: musicalmente, estavam tentando seguir um caminho muito mais sofisticado e experimental, enquanto visualmente existia uma tentativa de aproximá-los de tendências mais comerciais da época. A produção, feita por Neil Kernon, deixou uma sonoridade pesada e atmosférica, onde eles entraram de cabeça tanto no Heavy Metal quanto no Metal progressivo. As guitarras continuam presentes, mas frequentemente dividem espaço com teclados e efeitos que acrescentam profundidade às músicas, enquanto a bateria ficou mais mecânica. O repertório é incrível, e as canções são bastante épicas e imersivas. Enfim, é um belo disco e que foi mais ousado. 

Melhores Faixas: Walk In The Shadows, The Whisper, Chemical Youth (We Are Rebellion), The Killing Words, I Will Remember, I Dream In Infrared 
Vale a Pena Ouvir: Screaming In Digital, Neue Regel

Operation Mindcrime – Queensrÿche





















NOTA: 10/10


No ano de 1988, o Queensrÿche lançava seu clássico 3º álbum, o Operation: Mindcrime. Após o Rage For Order, eles decidiram fazer um álbum conceitual que conta a história de Nikki, um homem desiludido com uma sociedade corrupta que acaba envolvido em uma organização revolucionária comandada pelo misterioso Dr. X. A partir daí, ele é manipulado para cometer assassinatos políticos, enquanto sua relação com Sister Mary cria uma dimensão emocional e trágica para a narrativa. A produção, feita por Peter Collins, deixou uma abordagem cinematográfica e que consegue ser muito bem definida. As guitarras têm uma preocupação muito maior com textura e dinâmica. Os riffs possuem peso, mas também servem à narrativa. O baixo é bastante sustentável, e a bateria tem várias mudanças de dinâmica, enquanto os vocais de Geoff Tate são bem interpretados. O repertório é sensacional, muito bem ordenado e imersivo. Em suma, é um álbum atemporal e uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Eyes Of A Stranger, Spreading The Disease, I Don’t Belive In Love, The Mission, Speak, Breaking The Silence, Revolution Calling 
Vale a Pena Ouvir: Operation: Mindcrime, Waiting For 22, The Needle Lies


                                                                                        É isso, então flw!!!           

Analisando Discografias - Queensrÿche: Parte 1

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