Out Of The Cellar – Ratt
NOTA: 9/10
Em 1984, a banda Ratt lançava seu maravilhoso álbum de estreia, o Out Of The Cellar. Formado em 1983, na cidade de Los Angeles, na Califórnia, por Stephen Pearcy nos vocais, Warren DeMartini e Robbin Crosby nas guitarras, Juan Croucier no baixo e Bobby Blotzer na bateria. Surgindo como uma das bandas precursoras do Hard Rock farofa que dominou os anos 80 ao lado do Mötley Crüe, além de terem vindo também da mesma cena da Sunset Strip. E, após lançarem um EP, eles conseguiram um contrato com a Atlantic Records. Produção feita por Beau Hill, deixou um som limpo e muito definido, conseguindo até dialogar com Heavy Metal tradicional. As guitarras são bastante variadas, com riffs precisos e solos melódicos. Enquanto o baixo preenche espaços e a bateria é bastante orgânica, além, é claro, dos vocais do Stephen, que são bem articulados. O repertório é sensacional, e as canções são bem divertidas. No fim, é um baita disco de estreia e muito ousado.
Melhores Faixas: Round And Round, You're In Trouble, Lack Of Communication, Wanted Man, In Your Direction
Vale a Pena Ouvir: Back For More, Scene Of The Crime, I'm Insane
Invasion Of Your Privacy – Ratt
NOTA: 9,4/10
No ano seguinte, eles lançavam seu clássico 2º álbum, o Invasion Of Your Privacy. Após o Out Of The Cellar, que havia colocado seu nome entre os grandes representantes do Hard Rock americano dos anos 80, então o próximo trabalho precisava provar que poderiam se manter. A base continuava sendo o Hard Rock farofa, mas há uma preocupação ainda maior em trabalhar riffs marcantes, guitarras melódicas, refrões fáceis de lembrar e uma atmosfera mais sensual e provocadora. Produção feita mais uma vez por Beau Hill, deixou um som polido, mas que não tira agressividade caracteristica deles. As guitarras do Crosby e DeMartini são bem entrelaçadas explorando solos profundos e riffs melódicos. O baixo do Juan Croucier é muito presente e a bateria do Bobby Blotzer é muito eficiente e os vocais do Stephen Phearcy são bem energeticos. O repertório é maravilhoso, e as canções são bastante vibrantes. No geral, é um baita disco e o melhor álbum deles.
Melhores Faixas: Lay It Down, You're In Love, Never Use Love, You Should Know By Now, What You Give Is What You Get, Give It All
Vale a Pena Ouvir: Dangerous But Worth The Risk, Closer To My Heart
Dancing Undercover – Ratt
NOTA: 8,7/10
Melhores Faixas: Dance, Looking For Love, Body Talk, Slip Of The Lip
Vale a Pena Ouvir: It Doesn't Matter, 7th Avenue, Drive Me Crazy
Reach For The Sky – Ratt
NOTA: 8/10
Se passaram dois anos para o Ratt lançar mais um disco novo, o Reach For The Sky. Após o Dancing Undercover, a banda já parecia muito mais consciente de sua posição dentro do mercado. Eles sabiam bem que o som precisava ser grande, os refrões precisavam funcionar e as guitarras precisavam continuar sendo uma atração à parte. A produção começou a ser feita por Mike Stone, mas, devido à gravação ter ficado bem abaixo do esperado, Beau Hill foi chamado de volta para auxiliar. Com isso, seguiram aquela abordagem polida, sem largar o peso característico deles. As guitarras possuem riffs com uma boa definição, e os solos não são enterrados na mixagem. A cozinha rítmica é bastante dinâmica e balanceada, enquanto os vocais do Stephen continuam muito bem articulados. O repertório é muito bom, e as canções são bem energéticas. Enfim, é um ótimo disco e que é injustamente subestimado.
Melhores Faixas: Way Cool Jr., Bottom Line
Vale a Pena Ouvir: What's It Gonna Be, What I'm After, I Want A Woman
Detonator – Ratt
NOTA: 8,8/10
Entrando nos anos 90, o Ratt lançava seu 5º álbum de estúdio, o variado Detonator. Após o Reach For The Sky, a banda estava procurando uma abordagem mais comercial, mais calculada e mais próxima do Glam Metal, que estava se tornando cada vez mais comum no final da última década. Com isso, eles passaram a trabalhar de maneira mais aberta com músicas românticas e baladas, algo que não era tão central nos discos anteriores. A produção foi feita por Desmond Child, que deixou um som mais limpo e mais voltado para o mercado. As guitarras, em vez de construir uma parede de riffs pesados, procuram se encaixar dentro de arranjos mais elaborados. Existem mais camadas e elementos adicionais, deixando o baixo mais presente e a bateria mais controlada. Além, é claro, dos vocais de Stephen Pearcy, que são bem expressivos. O repertório é muito bom, e as canções ficaram mais melódicas. Enfim, é um ótimo disco, mas que não fez sucesso.
Melhores Faixas: One Step Away, Shame Shame Shame, Scratch That Itch, All Or Nothing
Vale a Pena Ouvir: Givin' Yourself Away, Heads I Win, Tails You Lose, Lovin' You's A Dirty Job
Ratt – Ratt
NOTA: 4/10
Melhores Faixas: Over The Edge, Live For Today, All The Way, Dead Reckoning
Piores Faixas: Tug Of War, Luv Sick, So Good, So Fine, It Ain't Easy, Breakout
Infestation – Ratt
NOTA: 8,5/10
Foi só no ano de 2010 que o Ratt lançou seu 7º e último álbum até então, o Infestation. Após o álbum de 1999, a situação interna continuou turbulenta, com mudanças de formação e um longo período sem material de estúdio realmente novo. Além disso, a morte de Robbin Crosby, em 2002, representou uma perda enorme para a identidade do grupo. Quando decidiram retornar, eles tinham assinado com a Roadrunner Records, e Carlos Cavazo (ex-Quiet Riot) tinha se tornado o novo guitarrista. A produção, feita por Michael "Elvis" Baskette, deixou um som moderno e bastante definido. As guitarras passaram a ter riffs bastante precisos, conseguindo se entrelaçar, além de solos espaçosos. O baixo é muito bem encaixado com os grooves, e a bateria é muito eficiente e dinâmica, além dos vocais do Stephen Pearcy, que continuam muito expressivos. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem divertidas. No geral, é um ótimo disco e muito bem-feito.
Melhores Faixas: Eat Me Up Alive, A Little Too Much, As Good As It Gets, Last Call
Vale a Pena Ouvir: Best Of Me, Take Me Home, Garden Of Eden






