terça-feira, 15 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Ratt

                 

Out Of The Cellar – Ratt





















NOTA: 9/10


Em 1984, a banda Ratt lançava seu maravilhoso álbum de estreia, o Out Of The Cellar. Formado em 1983, na cidade de Los Angeles, na Califórnia, por Stephen Pearcy nos vocais, Warren DeMartini e Robbin Crosby nas guitarras, Juan Croucier no baixo e Bobby Blotzer na bateria. Surgindo como uma das bandas precursoras do Hard Rock farofa que dominou os anos 80 ao lado do Mötley Crüe, além de terem vindo também da mesma cena da Sunset Strip. E, após lançarem um EP, eles conseguiram um contrato com a Atlantic Records. Produção feita por Beau Hill, deixou um som limpo e muito definido, conseguindo até dialogar com Heavy Metal tradicional. As guitarras são bastante variadas, com riffs precisos e solos melódicos. Enquanto o baixo preenche espaços e a bateria é bastante orgânica, além, é claro, dos vocais do Stephen, que são bem articulados. O repertório é sensacional, e as canções são bem divertidas. No fim, é um baita disco de estreia e muito ousado. 

Melhores Faixas: Round And Round, You're In Trouble, Lack Of Communication, Wanted Man, In Your Direction 
Vale a Pena Ouvir: Back For More, Scene Of The Crime, I'm Insane

Invasion Of Your Privacy – Ratt





















NOTA: 9,4/10


No ano seguinte, eles lançavam seu clássico 2º álbum, o Invasion Of Your Privacy. Após o Out Of The Cellar, que havia colocado seu nome entre os grandes representantes do Hard Rock americano dos anos 80, então o próximo trabalho precisava provar que poderiam se manter. A base continuava sendo o Hard Rock farofa, mas há uma preocupação ainda maior em trabalhar riffs marcantes, guitarras melódicas, refrões fáceis de lembrar e uma atmosfera mais sensual e provocadora. Produção feita mais uma vez por Beau Hill, deixou um som polido, mas que não tira agressividade caracteristica deles. As guitarras do Crosby e DeMartini são bem entrelaçadas explorando solos profundos e riffs melódicos. O baixo do Juan Croucier é muito presente e a bateria do Bobby Blotzer é muito eficiente e os vocais do Stephen Phearcy são bem energeticos. O repertório é maravilhoso, e as canções são bastante vibrantes. No geral, é um baita disco e o melhor álbum deles. 

Melhores Faixas: Lay It Down, You're In Love, Never Use Love, You Should Know By Now, What You Give Is What You Get, Give It All 
Vale a Pena Ouvir: Dangerous But Worth The Risk, Closer To My Heart

Dancing Undercover – Ratt





















NOTA: 8,7/10


Outro ano se passou, e a banda lançava seu 3º álbum, o maravilhoso Dancing Undercover. Após o Invasion Of Your Privacy, o Ratt já tinha deixado de ser apenas uma promessa da cena de Los Angeles. A banda havia estabelecido uma identidade bastante forte dentro do Hard Rock americano dos anos 80, e esse álbum seria a consolidação de toda a temática que eles construíram, já que eles estavam bem seguros. A produção seguiu praticamente a mesma abordagem, só que agora o som ficou mais encorpado e com maior peso. As guitarras agora possuem uma atenção ainda maior ao aspecto melódico dos riffs. O baixo do Croucier possui bem mais groove, e a bateria do Blotzer continua eficiente e precisa. E os vocais do Stephen Pearcy ficaram ainda mais energéticos e cheios de variação. O repertório é muito legal, e as canções são bastante divertidas e até mais melódicas. Enfim, é um disco bacana e que teve mais agressividade. 

Melhores Faixas: Dance, Looking For Love, Body Talk, Slip Of The Lip 
Vale a Pena Ouvir: It Doesn't Matter, 7th Avenue, Drive Me Crazy

Reach For The Sky – Ratt





















NOTA: 8/10


Se passaram dois anos para o Ratt lançar mais um disco novo, o Reach For The Sky. Após o Dancing Undercover, a banda já parecia muito mais consciente de sua posição dentro do mercado. Eles sabiam bem que o som precisava ser grande, os refrões precisavam funcionar e as guitarras precisavam continuar sendo uma atração à parte. A produção começou a ser feita por Mike Stone, mas, devido à gravação ter ficado bem abaixo do esperado, Beau Hill foi chamado de volta para auxiliar. Com isso, seguiram aquela abordagem polida, sem largar o peso característico deles. As guitarras possuem riffs com uma boa definição, e os solos não são enterrados na mixagem. A cozinha rítmica é bastante dinâmica e balanceada, enquanto os vocais do Stephen continuam muito bem articulados. O repertório é muito bom, e as canções são bem energéticas. Enfim, é um ótimo disco e que é injustamente subestimado. 

Melhores Faixas: Way Cool Jr., Bottom Line 
Vale a Pena Ouvir: What's It Gonna Be, What I'm After, I Want A Woman

Detonator – Ratt





















NOTA: 8,8/10


Entrando nos anos 90, o Ratt lançava seu 5º álbum de estúdio, o variado Detonator. Após o Reach For The Sky, a banda estava procurando uma abordagem mais comercial, mais calculada e mais próxima do Glam Metal, que estava se tornando cada vez mais comum no final da última década. Com isso, eles passaram a trabalhar de maneira mais aberta com músicas românticas e baladas, algo que não era tão central nos discos anteriores. A produção foi feita por Desmond Child, que deixou um som mais limpo e mais voltado para o mercado. As guitarras, em vez de construir uma parede de riffs pesados, procuram se encaixar dentro de arranjos mais elaborados. Existem mais camadas e elementos adicionais, deixando o baixo mais presente e a bateria mais controlada. Além, é claro, dos vocais de Stephen Pearcy, que são bem expressivos. O repertório é muito bom, e as canções ficaram mais melódicas. Enfim, é um ótimo disco, mas que não fez sucesso. 

Melhores Faixas: One Step Away, Shame Shame Shame, Scratch That Itch, All Or Nothing
Vale a Pena Ouvir: Givin' Yourself Away, Heads I Win, Tails You Lose, Lovin' You's A Dirty Job

Ratt – Ratt





















NOTA: 4/10


Então se passaram nove anos para o Ratt voltar com um álbum novo e autointitulado. Após o Detonator, vendo que o Glam Metal perdeu espaço para o Grunge e para outras vertentes do Rock alternativo, a própria banda decidiu entrar em hiato e esperar toda essa onda passar. Quando voltaram, aconteceram mudanças na formação, com a saída do Robbin Crosby, e Juan Croucier também estava ausente, então Robbie Crane acabou assumindo como baixista. A produção, feita por Richie Zito, deixou uma sonoridade moderna e mais orientada ao peso do Hard Rock daquele período. As guitarras de Warren DeMartini colocam solos bem profundos nos momentos certos, o baixo possui uma maior presença e a bateria tentou ficar mais fluida, mas o problema é que, mesmo colocando influências do Blues, tudo soa muito cansativo e beirando o repetitivo com o tempo. O repertório é ruim, tendo canções medíocres e poucas interessantes. Enfim, é um álbum péssimo e que não deu certo. 

Melhores Faixas: Over The Edge, Live For Today, All The Way, Dead Reckoning 
Piores Faixas: Tug Of War, Luv Sick, So Good, So Fine, It Ain't Easy, Breakout

Infestation – Ratt





















NOTA: 8,5/10


Foi só no ano de 2010 que o Ratt lançou seu 7º e último álbum até então, o Infestation. Após o álbum de 1999, a situação interna continuou turbulenta, com mudanças de formação e um longo período sem material de estúdio realmente novo. Além disso, a morte de Robbin Crosby, em 2002, representou uma perda enorme para a identidade do grupo. Quando decidiram retornar, eles tinham assinado com a Roadrunner Records, e Carlos Cavazo (ex-Quiet Riot) tinha se tornado o novo guitarrista. A produção, feita por Michael "Elvis" Baskette, deixou um som moderno e bastante definido. As guitarras passaram a ter riffs bastante precisos, conseguindo se entrelaçar, além de solos espaçosos. O baixo é muito bem encaixado com os grooves, e a bateria é muito eficiente e dinâmica, além dos vocais do Stephen Pearcy, que continuam muito expressivos. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem divertidas. No geral, é um ótimo disco e muito bem-feito. 

Melhores Faixas: Eat Me Up Alive, A Little Too Much, As Good As It Gets, Last Call 
Vale a Pena Ouvir: Best Of Me, Take Me Home, Garden Of Eden

  

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