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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Def Leppard: Parte 2

                 

Adrenalize – Def Leppard





















NOTA: 3/10


Indo para 1992, o Def Leppard lançava seu 5º álbum de stúdio, o fraquíssimo Adrenalize. Após o sucesso do Hysteria, a banda passou pela morte do guitarrista Steve Clark devido a uma overdose acidental de álcool com morfina. Com isso, a banda decidiu fazer um trabalho que honrasse seu legado e consolidasse essa fase de sucesso que eles alcançaram, mesmo em um período em que o Hard Rock farofa tinha sido chutado pelo Grunge e Rock alternativo. A produção feita pelo Mike Shipley junto com a banda, que seguiu uma sonoridade limpa e polida. Phil Collen assume praticamente sozinho a responsabilidade de tocar guitarra, colocando riffs fortes e solos precisos. A bateria eletrônica continuou presente e o baixo ficou mais discreto, mas é aquilo: tudo soa bastante previsível e parece que reciclaram ideias anteriores. O repertório é muito ruim, tendo canções genéricas e poucas interessantes. No final, é um disco péssimo e que foi o último momento no topo. 

Melhores Faixas: Heaven Is, I Wanna Touch U, Stand Up (Kick Love Into Motion) 
Piores Faixas: Tear It Down, Personal Property, Tonight, Have You Ever Needed Someone So Bad

Slang – Def Leppard





















NOTA: 2,5/10


Quatro anos se passaram para o Def Leppard voltar com um novo álbum, o também péssimo Slang. Após o Adrenalize, a banda estava tentando se adaptar àquela década de 90 que tinha passado a ter o Rock alternativo como predominante. Além disso, eles contrataram o guitarrista Vivian Campbell (ex-Dio e Whitesnake), então, nesse novo projeto, eles decidiram fazer um trabalho mais pesado e, claro, que seguisse as tendências. A produção do Pete Woodroffe junto com a banda seguiu uma sonoridade mais orgânica e seca, juntando tanto Hard Rock quanto um pouco do AOR e Rock alternativo. As guitarras possuem riffs mais secos e com muita presença de groove, assim como o baixo, que ficou mais groovado, e a bateria, que deixou de ser eletrônica, mas tudo aqui soa extremamente sem forma e não tendo qualquer tipo de coesão. O repertório é terrível, e as canções, medíocres, com poucas exceções. No final, é um álbum terrível e, a partir daqui, a queda foi iminente. 

Melhores Faixas: Turn To Dust, Where Does Love Go When It Dies 
Piores Faixas: Pearl Of Euphoria, Deliver Me, Slang, Gift Of Flesh, Blood Runs Cold

Euphoria – Def Leppard





















NOTA: 4/10


No fim dos anos 90, a banda voltou com um novo álbum, o Euphoria, tentando voltar ao que eles sabiam fazer. Após o Slang, o Def Leppard olha novamente para sua própria história e recupera vários elementos da sonoridade clássica. Não chega a ser uma simples tentativa de copiar os anos 80, mas existe claramente uma vontade de reconectar a banda com aquilo que seus fãs tradicionalmente esperavam. A produção seguiu um caminho bem mais limpo e polido, seguindo muito a abordagem do Hard Rock com pequenos toques modernos. As guitarras voltaram a ter mais camadas, mais harmonizações e mais preocupação em construir uma parede sonora melódica. A bateria do Rick Allen ficou mais definida e o baixo mais constante. Só que muita coisa aqui soa repetitiva e faltando energia, e os vocais do Joe Elliott soam excessivamente controlados. O repertório é fraquíssimo, e as canções são sem graça, com poucas interessantes. No fim, é outro álbum fraco da banda. 

Melhores Faixas: Promises, Paper Sun, 21st Century Sha La La La Girl, Disintegrate 
Piores Faixas: Day After Day, Guilty, All Night, Back In Your Face, Goodbye

X – Def Leppard





















NOTA: 1/10


Indo para 2002, o Def Leppard retorna com seu terrível 8º álbum de estúdio intitulado X. Após o Euphoria, a banda, vendo que o mainstream estava completamente diferente do que era nos anos 80, viu o sucesso do Bon Jovi e pensou: “Por que não fazer algo parecido?”. Então, eles decidiram fazer um álbum muito mais no lado melódico, romântico e acessível, além de poder conquistar uma nova geração. A produção, feita pela banda com auxílio do Per Aldeheim, Andreas Carlsson e Pete Woodroffe, seguiu uma abordagem limpa e completamente polida, seguindo a abordagem do Pop Rock daquele período, com pequenos traços do Hard Rock. As guitarras passaram a servir como elementos de sustentação, enquanto teclados, programações, efeitos e camadas vocais ganham bastante espaço, mas tudo soa extremamente plastificado e sem profundidade. O repertório é simplesmente pavoroso, com canções sofríveis. No fim, é um álbum horrível e uma completa porcaria. 

Melhores Faixas: (..................triste...................) 
Piores Faixas: Girl Like You, Gravity, Torn To Shreds, Everyday, You're So Beautiful

Yeah – Def Leppard





















NOTA: 4/10


Quatro anos se passaram, e o Def Leppard retorna com outro álbum novo, o Yeah!. Após o X, cresceu uma vontade dentro da banda de fazer algo que não dependesse de tentar competir com as tendências contemporâneas. Então, a banda decidiu gravar um álbum inteiramente de covers, mergulhando principalmente no Rock britânico e no Glam Rock dos anos 60 e 70, passando por artistas como T. Rex, David Bowie, Sweet, Roxy Music, Thin Lizzy e outros nomes fundamentais daquele período. A produção, feita junto com Ronan McHugh, deixou aquele som limpo e com uma abordagem orgânica. As guitarras do Phil Collen e Vivian Campbell conseguem transformar muitas das músicas em algo mais pesado, mas sem exagerar na distorção. Só que muita coisa foge totalmente da proposta das canções originais escolhidas, e até as escolhas vocais do Joe Elliott não conseguem funcionar direito. O repertório, apesar de ser bom, não é muito bem interpretado em sua maioria. No geral, é só um álbum ruim e que é bastante esquecido. 

Melhores Faixas: Rock On (David Essex), Drive-In Saturday (David Bowie), Little Bit Of Love (Free), 10538 Overture (Electric Light Orchestra) 
Piores Faixas: Hanging On The Telephone (The Nerves), He's Gonna Step on You Again (John Kongos), Waterloo Sunset (The Kinks), Stay With Me (Faces), Don't Believe A Word (Thin Lizzy)

Songs From The Sparkle Lounge – Def Leppard





















NOTA: 3/10


Se passaram então dois anos para eles voltarem com um material inédito, o Songs From The Sparkle Lounge. Após o Yeah!, eles decidiram voltar com um álbum que fosse uma tentativa de recuperar uma sonoridade mais puxada para o Hard Rock, mas sem voltar completamente ao passado. Com eles querendo mostrar que ainda tinham interesse em explorar diferentes lados do seu próprio som. A produção, feita por Ronan McHugh junto com a banda, seguiu uma abordagem limpa e acessível. As guitarras do Phil Collen e Vivian Campbell conseguem trabalhar com riffs mais pesados, mas também mantêm as harmonias e os arranjos melódicos. Além disso, a cozinha rítmica ficou muito mais sustentável e os vocais do Joe Elliott estão mais confortáveis, mas tudo fica bem maçante e faltando algo mais variado. O repertório é fraquíssimo, tem canções sem graça e poucas que sejam interessantes. Mas, enfim, é outro trabalho fraco da banda que não apresenta nada demais. 

Melhores Faixas: Bad Actress, Tomorrow, Come Undone 
Piores Faixas: Gotta Let It Go, Love, Go, Nine Lives

Def Leppard – Def Leppard





















NOTA: 4,5/10


Apenas sete anos depois, a banda voltou lançando seu 11º álbum autointitulado, que tentou resgatar sua fase de auge. Após o Songs From The Sparkle Lounge, esse novo trabalho chega depois de um período em que o Def Leppard já havia se acostumado a trabalhar sem a pressão comercial que existia durante os anos 80. Isso permite que as músicas tenham uma abordagem mais relaxada, tanto que eles passaram a lançar seus álbuns de forma independente. A produção foi para um caminho bem mais moderno e, ao mesmo tempo, polido, tentando fazer um equilíbrio do Glam Metal e Hard Rock tradicional. As guitarras do Phil Collen e Vivian Campbell possuem bastante presença. Os riffs são mais encorpados e, às vezes, bem encaixados. A cozinha rítmica ficou excessivamente controlada, com isso, tudo fica muito sem expressão e faltando um nível maior de detalhes. O repertório é fraquíssimo, tem umas canções interessantes e outras medíocres. Enfim, é um álbum ruim e que poderia ter sido sólido. 

Melhores Faixas: Dangerous, Blind Faith, All Time High, Let’s Go, Battle Of My Own 
Piores Faixas: Broke ‘N’ Brokenhearted, Wings Of An Angel, Energized, Invincible, Last Dance, We Belong

Diamond Star Halos – Def Leppard





















NOTA: 3/10


Então chegamos em 2022, quando o Def Leppard lançou seu mais recente álbum, o Diamond Star Halos. Após o álbum de 2015, a banda decidiu fazer um projeto que fosse uma espécie de síntese das várias fases que tiveram. Há músicas pesadas que lembram a tradição do Hard Rock, baladas melódicas, momentos Pop, experimentações atmosféricas e faixas que recuperam claramente o espírito da fase farofa. A produção foi relativamente a mesma, só que deixando mais aparente uma abordagem mais moderna com a junção dos elementos clássicos da banda. As guitarras ficaram um pouco mais definidas, alternando entre riffs, solos e camadas, enquanto a cozinha rítmica ficou mais sólida. Mas, é aquilo: tudo soa muito previsível e sem sustentação, fora os vocais oscilantes do Joe Elliott, que ficaram muito aparentes. O repertório é péssimo, e as canções são bastante esquecíveis, com poucas interessantes. No geral, é um álbum ruim de uma banda que se perdeu. 

Melhores Faixas: All We Need, Kick, Unbreakable 
Piores Faixas: Fire It Up, From Here To Eternity, U Rok Mi, Goodbye For Good This Time


quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Def Leppard: Parte 1

                  

On Through The Night – Def Leppard





















NOTA: 9/10


No comecinho dos anos 80, era lançado o álbum de estreia do Def Leppard, o On Through The Night. Formado em 1976, a banda era formada por um grupo de amigos da escola que deu primeiro o nome de Deaf Leopard, ainda explorando o que viriam a fazer até se tornar uma das várias bandas promissoras da New Wave Of British Heavy Metal, consolidando a formação com Joe Elliott nos vocais, Steve Clark e Pete Willis nas guitarras, Rick Savage no baixo e Rick Allen na bateria. Produzido por Tom Allom e lançado pelo selo da Vertigo, trouxe uma sonoridade crua e bastante orgânica, contendo alguns elementos do Hard Rock. As guitarras do Steve Clark e Pete Willis trabalham principalmente com riffs pesados, bases dobradas e harmonias. A cozinha rítmica consegue ser bem variada e dinâmica, e os vocais do Joe Elliott são bem articulados. O repertório é incrível, e as canções são todas bem divertidas. No fim, é um baita disco de estreia e muito coeso. 

Melhores Faixas: Wasted, Rock Brigade, Rocks Off, Hello America, It Could Be You 
Vale a Pena Ouvir: Sorrow Is A Woman, Overture, When The Walls Came Tumblin' Down
  

High 'N' Dry – Def Leppard





















NOTA: 9,4/10


No ano seguinte, o Def Leppard voltou com seu 2º álbum de estúdio, o High ‘N’ Dry. Após o On Through The Night, a banda tinha servido como banda de abertura para a turnê do AC/DC, e essa experiência já mostrou uma mudança de direção, com eles começando a se afastar daquela imagem de simplesmente mais um grupo da New Wave of British Heavy Metal, para, quem sabe, poder fazer um som que conseguisse entrar no mercado americano. A produção, feita por Robert John "Mutt" Lange, ainda deixou um som pesado, porém bem mais definido, além de ter um equilíbrio perfeito entre Hard Rock e Heavy Metal. As guitarras de Clark e Willis possuem riffs dobrados, harmonizações e diferentes texturas. A cozinha rítmica é bastante dinâmica e energética, assim como os vocais do Joe Elliott, que variam entre agressividade e controle. O repertório é maravilhoso, e as canções são bem energéticas e fluídas. No geral, é um belo disco e que é muito divertido. 

Melhores Faixas: Bringin' On The Heartbreak, Let It Go, High 'N' Dry (Saturday Night), Another Hit And Run, You Got Me Runnin'
Vale a Pena Ouvir: On Through The Night, Lady Strange, Mirror, Mirror (Look Into My Eyes)

Pyromania – Def Leppard





















NOTA: 9,8/10


Dois anos se passaram para o Def Leppard voltar com seu clássico 3º álbum, o Pyromania. Após o High ‘N’ Dry, a banda tinha largado de vez aquela cena do NWOBHM para poder entrar no mercado americano. Com isso, eles estavam compreendendo que o impacto não precisa vir apenas da distorção ou da velocidade: pode vir também de uma parede de guitarras e de um refrão enorme. Fora que, nas gravações, Pete Willis, que tinha gravado todas as suas guitarras, foi demitido por abuso de álcool e foi substituído por Phil Collen. A produção do Robert John "Mutt" Lange foi muito mais limpa e controlada, mas sem abandonar completamente o peso, com eles entrando de cabeça no Hard Rock farofa. As guitarras possuem riffs definidos, os solos aparecem com clareza e as bases possuem peso, a cozinha rítmica ficou bem mais calculada e os vocais do Joe são mais variados. O repertório é sensacional, e as canções são bastante vibrantes. Enfim, é um baita disco e um clássico. 

Melhores Faixas: Photograph, Rock Of Ages, Rock Rock (Till You Drop), Foolin', Comin' Under Fire, Too Late For Love 
Vale a Pena Ouvir: Die Hard The Hunter, Billy's Got A Gun

Hysteria – Def Leppard





















NOTA: 10/10


Quatro anos se passaram, e o Def Leppard enfim retorna com seu icônico álbum Hysteria. Após o Pyromania, a banda passou por alguns problemas, como o acidente do Rick Allen junto de sua namorada, que resultou na perda de seu braço esquerdo, e isso poderia facilmente ter encerrado sua carreira como baterista. Em vez disso, o grupo decidiu continuar junto e adaptar sua maneira de trabalhar para permitir que Allen permanecesse atrás da bateria. Além disso, a banda passou a lançar seus trabalhos pela Mercury Records. A produção, feita como sempre por John "Mutt" Lange, colocou um som polido e extremamente radiofônico, contendo a junção do Hard Rock farofa com AOR. As guitarras ficaram muito mais cheias de camadas, e a bateria é totalmente eletrônica por conta das limitações do Allen, além de muita coisa ser recheada de clichês previsíveis. O repertório é irregular, tem canções boas e outras insuportáveis. No final, é um álbum mediano e que mostrou uma queda. 

Melhores Faixas: Pour Some Sugar On Me, Animal, Rocket, Hysteria 
Piores Faixas: Gods Of War, Excitable, Women, Love Bites

                                                                            Então é isso, um abraço e flw!!!                

Analisando Discografias - Snoop Dogg: Parte 1

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