segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Review: Baile à la Baiana do Seu Jorge

                    

Baile à la Baiana – Seu Jorge





















NOTA: 6/10


Recentemente, Seu Jorge lançou seu 7º álbum de estúdio, intitulado Baile à la Baiana, que trouxe novidades. Depois de 10 anos do lançamento de Músicas para Churrasco, Vol. 2, o cantor se dedicou a projetos paralelos, incluindo colaborações e trilhas sonoras. Então, ele decidiu fazer um projeto que fosse uma celebração de suas raízes cariocas e baianas, refletindo sua evolução artística e a busca por novas sonoridades. A produção, provavelmente feita pelo próprio cantor, contou com sua banda de apoio, Conjuntão Pesadão, além das colaborações de Peu Meurray e Magary Lord. A sonoridade tem influências marcantes da Black Music, com destaque para o Samba, Chula, Funk norte-americano (lembrando muito Tim Maia) e Axé, mas há elementos que não se conectam bem. Isso resulta em um repertório mediano, com algumas canções boas, mas também com faixas genéricas. No fim, apesar de ter um conceito interessante, é um trabalho muito irregular. 

Melhores Faixas: Gente Boa Se Atrai, Sábado À Noite, Mudou Tudo 
Piores Faixas: Shock, Chama O Brasil Pra Dançar, Amor De Canudinho

                                                         Então é isso e flw!!!   

Review: Liberdade do Oruam

                    

Liberdade – Oruam





















NOTA: 1/10


(É, gente, eu não queria, mas infelizmente esse dia chegou) Há poucos dias, Oruam lançou seu álbum de estreia, o horroroso Liberdade. O rapper carioca (se é que podemos chamá-lo de rapper) iniciou sua trajetória em 2021 com a música Invejoso, com a Distrito 23. Graças ao sucesso, ele foi contratado pela Mainstreet e começou sua fama, tanto por alguns singles quanto por suas feats. Mas, é claro, ele acumulou várias polêmicas, além de ser filho de Marcinho VP, tendo até pedido liberdade para seu pai no Lollapalooza. Além desse projeto de lei idealizado pela vereadora Amanda Vettorazzo, onde ele chegou a ameaçá-la e ainda tivemos essa prisão recente. A produção foi diversificada, com nomes como Ajaxx, Portugal No Beat, Kizzy e outros, trazendo uma sonoridade completamente voltada para o Trap Funk, com beats vazios e genéricos. O repertório é pavoroso, com canções ridículas, e as feats não salvam. Enfim, esse trabalho é horrível e mostra sua falta de talento. 

Melhores Faixas (.......confia que tem.......) 
Piores Faixas: Não Mente Pra Mentiroso (olha a furada que o Cabelinho se meteu), Lei Anti O.R.U.A.M, Madrugada é Solidão, AK de Bipé (Chefin na sua pior fase e o péssimo MC Ryan SP, aí complica), Saudade Dos Manin (selo Mainstreet de qualidade, ou seja, GENÉRICO), 22 Meu Vulgo

Analisando Discografias - Luan Santana: Parte 1

                 

Ao Vivo – Luan Santana





















NOTA: 8,6/10


Em 2009, um certo sul-mato-grossense, vindo de Campo Grande, lançava seu 1º álbum ao vivo. Seu nome: Luan Santana. O cantor, amado por muitas fãs e odiado por muita gente, começou sua carreira bem cedo e lançou um álbum totalmente amador, que não o agradou. No entanto, um amigo colocou uma cópia no YouTube, que começou a ganhar visualizações. A partir daí, Luan começou a fazer shows e gravou outro álbum, que teve êxito comercial e resultou neste trabalho ao vivo. A produção, feita por Ivan Miyazato e com direção de Anderson Ricardo, foi realizada em um show no Parque das Nações Indígenas, na cidade natal do cantor, com uma sonoridade que, mesmo tendo influências do Sertanejo universitário, se enquadrava muito mais na música Pop, criando um ótimo equilíbrio. O repertório é bem legal, com canções que remetem às boas letras do Sertanejo dos anos 90. No fim, é um disco bom, que mostrava Luan seguindo um caminho diferente. 

Melhores Faixas: Você Não Sabe O Que É Amor, Vou Voar, Pra Você Lembrar De Mim 
Vale a Pena Ouvir: Meteoro, Sinais, Você Do Meu Lado, Eu Tô Jogando Verde, Sempre Com Você

Ao Vivo no Rio – Luan Santana





















NOTA: 8/10


Dois anos se passaram, e Luan Santana lançou seu 2º álbum, intitulado Ao Vivo no Rio. Após seu primeiro álbum ao vivo, de 2009, o cantor já estava no auge do sucesso, intensificando de vez seu contrato com a Som Livre e até participando da novela Malhação (pô, cara, mal tinha saído da adolescência e já teve um revival de uma semana... desnecessário, né?). Com tudo isso, no final de 2010, ele decidiu gravar mais um trabalho ao vivo. A produção foi bem diversificada: além do próprio Luan Santana desempenhando esse papel, contou com a ajuda do Ivan Miyazato, Anderson Ricardo, Eduardo Pepato e outros. A gravação foi realizada na HSBC Brasil (atual Arena Olímpica do Rio) e trouxe uma sonoridade muito bem encadeada, com aquela mistura de Pop e Sertanejo, a única coisa ruim é o público mesmo. O repertório é muito bom, com canções bem energéticas e ótimas participações de Zezé Di Camargo & Luciano e até da Ivete Sangalo. No final, é um ótimo disco, com muitos acertos. 

Melhores Faixas: Palácios E Castelos, Amar Não É Pecado, A Bússola, As Lembranças Vão Na Mala 
Vale a Pena Ouvir: Um Beijo, Pot-Pourri: Amor Distante / Inquilina De Violeiro, Superamor, Feiticeiro

Quando Chega a Noite – Luan Santana





















NOTA: 7,8/10


No ano seguinte, Luan Santana voltou lançando seu 2º álbum de estúdio, o Quando Chega a Noite. Após o Ao Vivo no Rio, o cantor continuava em destaque no cenário Sertanejo, mas acabou dando uma pausa em sua agenda de shows para focar na gravação desse álbum, trabalhando intensamente e demonstrando um certo perfeccionismo. A produção foi feita por ele mesmo, junto com a chatíssima dupla Fernando & Sorocaba, que trouxe novidades ao misturar metais e instrumentos de sopro com acordeão, além de faixas com arranjos mais focados em cordas. O disco apostou em uma sonoridade Sertaneja com influências da Country music contemporânea, mas o único erro foi a inclusão de um público falso, algo totalmente desnecessário. O repertório é muito bom, as canções são mais animadas e trazem um romantismo inocente, sem superficialidade. Em suma, é um ótimo álbum, apesar desse detalhe do público falso. 

Melhores Faixas: Incondicional, 24 Horas, Surreal, 3 De Maio 
Vale a Pena Ouvir: Quando Chega A Noite, Momento Certo, Te Vivo, Único

O Nosso Tempo É Hoje – Luan Santana





















NOTA: 7,1/10


Em 2013, o cantor lançou outro álbum ao vivo, intitulado O Nosso Tempo É Hoje, que trouxe pequenos problemas. Após o Quando Chega a Noite, Luan Santana vivia um ótimo momento e mostrava um amadurecimento artístico, mas, naquela época, o Sertanejo universitário estava seguindo uma tendência em que as canções se tornavam cada vez mais chiclete, e Luan decidiu mergulhar nessa onda. A produção foi conduzida por Dudu Borges, com direção de Joana Mazzucchelli, e a gravação ocorreu na Arena Maeda, em Itu (sim, na famosa cidade dos exageros). O show incorporou elementos como tintas neon, animadores, iluminação em LED e chafarizes em forma de flores de lótus. A sonoridade continuou sendo uma mistura de Sertanejo com toques de Country Pop e música eletrônica, mas alguns arranjos ficaram confusos. O repertório é bom, com canções legais, embora algumas sejam muito genéricas. Enfim, é um álbum bom, mas que apresenta algumas irregularidades. 

Melhores Faixas: Tudo O Que Você Quiser, Promete, Cê Topa, Voar Outra Vez, Donzela
Piores Faixas: Um Brinde Ao Nosso Amor, Tanto Faz, O Nosso Tempo É Hoje, Sogrão Caprichou

Analisando Discografias - Zé Neto & Cristiano: Parte 2

                  

Escolhas (Ao Vivo) – Zé Neto & Cristiano





















NOTA: 1,4/10


No ano seguinte, Zé Neto & Cristiano lançaram mais um trabalho ao vivo intitulado Escolhas, que trouxe algumas novidades. Após o Tarja Preta, a dupla continuava afetada por vários acontecimentos, como, por exemplo, o fato de quase terem sofrido um acidente de avião uma semana antes da morte de Marília Mendonça. Além disso, Zé Neto conseguiu tratar seu vício em cigarro eletrônico, embora tenha se envolvido em polêmicas, como comentários homofóbicos e críticas hipócritas à Lei Rouanet, sendo que a dupla recebeu 400 mil reais da prefeitura por um show. A gravação desse álbum foi feita no Vibra SP (antigo Credicard Hall), com produção de Dudu Oliveira. O disco trouxe a sonoridade padrão do Sertanejo universitário, com um lado mais acústico, mas nada mudou: eles continuam desafinando e sendo salvos pela banda de apoio. O repertório é bem fraco, recheado de canções ridículas e monótonas. No fim, é outro trabalho pavoroso e nada essencial. 

Melhores Faixas: (.......) 
Piores Faixas: Barulho Do Foguete, Se Eu Chorar, Oi Balde, Um Mês E Pouco, Me Bloqueia, Caixa de Madeira, Alô Tranqueira, Me Devolve pros Rolê, Transou Errado (o gente olha o título)

Intenso (Ao Vivo) – Zé Neto & Cristiano





















NOTA: 1/10


No final do ano passado, a dupla lançou seu último álbum ao vivo até o momento, o Intenso. Após o Escolhas, Zé Neto & Cristiano enfrentaram uma série de adversidades, incluindo internações hospitalares, acidentes e até mesmo uma pausa temporária na carreira para lidar com questões de saúde e bem-estar, mas, mesmo com todos esses problemas, eles se recuperaram e lançaram este trabalho. A produção foi conduzida novamente por Dudu Oliveira, com a apresentação sendo gravada outra vez em Valinhos, só que agora fazendo o que eles não conseguiram com Tarja Preta. No entanto, apesar de ter um palco grandioso e cheio de LEDs, isso não é o que faz um álbum ser bom, pois a sonoridade é cheia de elementos modernos que não conseguem se conectar com o Sertanejo. O repertório é péssimo, as canções são tediosas, e eles colocaram várias participações, mas nenhuma se salva. Em suma, esse álbum resume a discografia deles: terrível. 

Melhores Faixas (................) 
Piores Faixas: Devolve Eu, Deu Moral, Amizade Com Ex (Menos É Mais não salvou só ficou observando), Horóscopo, Beijo Das Galáxias, Ela Sonhou, Tem Outro Esperando, Melação (na pior fase do Luan Santana, os cara vai lá e chama ele), Quilômetros, Foi Intenso (aguentar esses dois junto com Ana Castela é uma verdadeira tortura)

domingo, 23 de fevereiro de 2025

Analisando Discografias - Zé Neto & Cristiano: Parte 1

                 

Entre Amigos – Zé Neto & Cristiano





















NOTA: 1/10


Em 2012, Zé Neto & Cristiano, mais uma dupla ruim, começava sua trajetória lançando seu primeiro álbum, o Entre Amigos. Formada um ano antes, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, esses dois boyzinhos (não, gente, sério, olhem a cara desses cidadãos, foram criados em apartamento) começaram tocando em bares até despertarem o interesse do mercado Sertanejo, o que lhes garantiu a gravação do primeiro material. A produção, totalmente desconhecida, fez o máximo para melhorar a sonoridade e tentou capturar a energia do show e a interação com o público (que, pelo menos, estava comportado). No entanto, no geral, o álbum traz aquela sonoridade genérica do Sertanejo universitário, com desafinações constantes da dupla. O repertório é muito ruim, as canções são execráveis, e as participações de outras duplas e cantores igualmente péssimos fazem um verdadeiro show de horror. No fim, trata-se de um disco fraco, sem grande êxito comercial. 

Melhores Faixas: (................) 
Piores Faixas: Ainda Te Amo, Te Quero Sem Limites, Me Dominou, Love Louco (sumiram esses tal de Humberto & Ronaldo), Pra Não Te Perder (imagina ter que aguentar essa dupla junto com Cristiano Araújo, é o cumulo da depressão), O Culpado Sou Eu, Anjo Fiel, Festa do Cabide (olha o nome da música meu deus)

Ao Vivo em São José do Rio Preto – Zé Neto & Cristiano





















NOTA: 1/10


Três anos se passaram, e a dupla retorna lançando mais um disco, o Ao Vivo em São José do Rio Preto, trazendo várias mudanças. Após o Entre Amigos, que não teve tanto êxito comercial, mas, graças às citações de outras duplas amigas, em 2015 eles assinaram um vínculo com o escritório da WorkShow e com a gravadora Som Livre. A produção, feita por Jenner Melo, com direção de Fernando Trevisan, foi gravada no Villa Conte, diretamente da cidade natal deles, e tudo foi planejado com grandeza, incluindo um palco projetado em formato de "L" e a integração de elementos naturais, como um lago e árvores, realçados por uma iluminação cuidadosamente planejada. Só que cenário não faz um álbum ser bom. A sonoridade é praticamente a mesma, e a dupla continua apresentando várias desafinações. O repertório, novamente, é horroroso, com canções cheias de "cornice". Enfim, é outro álbum horroroso, mas, dessa vez, foi um sucesso comercial (infelizmente). 

Melhores Faixas: (..........) 
Piores Faixas: Te Amo, Contagem Regressiva, Escravo da Sofrência (música ridícula), Abaixa o Som (participação da Marilia Mendonça em inicio de carreira, mas não entregando nada logicamente), Eu Ligo pra Você, Seu Polícia

Um Novo Sonho (Ao Vivo) – Zé Neto & Cristiano





















NOTA: 1/10


Dois anos se passam, e Zé Neto & Cristiano lançam outro álbum ao vivo, o Um Novo Sonho. Após o Ao Vivo em São José do Rio Preto, a dupla se consolidou como um dos principais nomes do Sertanejo universitário. Os horrorosos hits Seu Polícia e Eu Ligo Pra Você foram um divisor de águas, levando a dupla ao topo das paradas e aumentando a expectativa para o próximo trabalho. A produção foi realizada pelos mesmos nomes, com um show gravado no ano anterior no Parque de Exposições da Acrimat, em Cuiabá, em um palco com estrutura grandiosa, iluminação moderna e um design que misturava elementos rústicos e sofisticados. Só que, novamente, os arranjos são mais do mesmo, agora com a inclusão da pavorosa Bachata. O repertório, como sempre, é péssimo, e as canções ficaram ainda mais ridículas, além da constante desafinação da dupla. Enfim, é mais um trabalho ruim, que seguiu a fórmula de seu antecessor. 

Melhores Faixas: (.....zzzzzz.....) 
Piores Faixas: Aí Fechou, Dito e Feito, Essa É Pra Comemorar, Desandou, Princesinha Mandona, Te Amo (o público insuportável), Eu Ligo Pra Você (de novo essa porcaria), Por Nossos Filhos, Meu Medo, Cadeira de Aço, Quem Paga é o Coração (já é castigo escutar esses dois, ai piora incluindo Maiara e Maraisa)

Esquece o Mundo Lá Fora (Ao Vivo) – Zé Neto & Cristiano





















NOTA: 1,2/10


Um ano se passou, e a dupla lança mais um álbum, o Esquece o Mundo Lá Fora, que não trouxe tantas mudanças. Após o enorme sucesso do horroroso Um Novo Sonho, que consolidou Zé Neto & Cristiano como um dos principais nomes do Sertanejo universitário, a expectativa para um novo projeto da dupla era alta. Além disso, acontecia a ascensão de artistas que apostavam naquele estilo da sofrência, e, lógico, a dupla resolveu seguir essa tendência. A produção, feita dessa vez por Ivan Miyazato e novamente com direção de Fernando Trevisan, teve o show gravado no Espaço das Américas, em São Paulo, onde eles decidiram buscar uma atmosfera mais aconchegante. Só que a única coisa boa foi a banda de apoio, enquanto a sonoridade continua praticamente a mesma, com desafinações constantes. O repertório é horroroso, cheio de canções insuportáveis, mas que pelo menos não contou com participações especiais. Enfim, não tem o que falar, é só outro álbum ruim. 

Melhores Faixas: (........) 
Piores Faixas: Largado às Traças, Bebida na Ferida, Status Que Eu Não Queria, Armadura, Esquece o Mundo Lá Fora, Derreter a Aliança, Notificação Preferida (cúmulo do ridículo)

Por Mais Beijos (Ao Vivo) – Zé Neto & Cristiano





















NOTA: 1/10


Em 2020, Zé Neto & Cristiano lançam outro álbum ao vivo, o Por Mais Beijos (título cafona). Após Esquece o Mundo Lá Fora, a dupla acabou lançando outro EP acústico (eles já tinham feito um antes), que não trouxe músicas de relevância se bem que isso é quase uma redundância. Só que, em 2019, eles decidiram gravar mais um trabalho ao vivo, e, dessa vez, na minha querida BH. A produção, feita por Dudu Oliveira e com direção de Anselmo Trancoso, teve o show realizado no Expominas e contou com uma grande presença de público, em sua maioria feminino, que nos empesteou com aquela gritaria. Enquanto isso, a dupla continuou mostrando uma cassetada de desafinações e uma sonoridade que toda hora rotaciona entre Bachata e Sertanejo universitário e tudo de forma manjada. O repertório, mais uma vez, é horrível, cheio de canções tediosas e com muita dor de corno. No fim, é um péssimo álbum, sem nenhum avanço. 

Melhores Faixas (.........que coisa insuportável...........) 
Piores Faixas: Me Lasquei Bonito, Mais uma Dose de Você (Insônia), Barzinho Aleatório, Não É Insônia, Piolho de Buteco, Condomínio Fechado, Bom e Bêbado, Long Neck, Por Mais Beijos Ao Vivo (Beijos ao Vivo), Bebi Minha Bicicleta (Coração Falido) (kkkkkkkkkkkk aí é foda mano)

Tarja Preta – Zé Neto & Cristiano





















NOTA: 1/10


Dois anos se passaram, e a dupla lançou mais um trabalho ao vivo (que é quase de estúdio), o Tarja Preta. Após o Por Mais Beijos, a dupla acabou gravando dois álbuns durante aquele período da pandemia de Covid-19: Chaaama, lançado em 2021, que não trouxe tantas músicas novas e este em questão. Mas, de resto, o que acontecia é que Zé Neto já enfrentava um grande problema na época com o vício em cigarro eletrônico. A produção foi feita por Dudu Oliveira, com essa apresentação gravada em um lugar mais intimista, já que eles planejavam gravar esse álbum em Valinhos, no interior de São Paulo, mas não foi possível devido à piora no número de casos. Mas, voltando, a sonoridade é aquela de sempre: uma mistura de Sertanejo com Bachata e Pisadinha, totalmente execráveis, pô, até a banda de apoio ficou confusa. O repertório contém 7 faixas, todas horríveis e sem nexo. Enfim, esse trabalho é pavoroso e um completo tédio. 

Melhores Faixas: (...........) 
Piores Faixas: Alimentando Vontade, Melhor Ser Uma Saudade, Waze Falou

                                                         Então é isso e flw!!!     

sábado, 22 de fevereiro de 2025

Analisando Discografias - Jorge & Mateus: Parte 2

                 

Os Anjos Cantam – Jorge & Mateus





















NOTA: 1/10


Em 2015, Jorge & Mateus lançaram seu 2º álbum de estúdio até então, o Os Anjos Cantam. Após A Hora é Agora – Ao Vivo em Jurerê, a dupla consolidou sua posição como um dos principais nomes do sertanejo universitário. Com sucessos o tempo todo empesteando nossos ouvidos e um público fiel, o retorno com um projeto inédito gerou grande expectativa. O álbum trouxe uma abordagem ainda mais romântica e refinada do estilo que caracterizou a carreira da dupla. A produção, feita por Dudu Borges, destacou-se pela qualidade instrumental e pelos arranjos sofisticados, mantendo a identidade da dupla, embora tudo continuasse previsível. No fim, é um disco sustentado por uma banda de apoio competente, mas sem inovação. O repertório segue aquela linha: músicas completamente ruins, com as mesmas letras cansativas de sempre. No fim, é um disco horroroso que, inexplicavelmente, foi aclamado. É cada coisa, viu. 

Melhores Faixas: .............. 
Piores Faixas: O Que Eu Tava Falando, Maneira Errada, Como Não Me Apaixonar, Logo Eu, Nocaute, 31/12 (repito quem colocou essa música nas notas do insta vai ter azar esse ano), Os Anjos Cantam

Como. Sempre Feito. Nunca (Ao Vivo) – Jorge & Mateus





















NOTA: 1,3/10


No ano seguinte, a dupla lança outro álbum ao vivo, o Como. Sempre Feito. Nunca. (Queria muito entender o porquê desse título). Após Os Anjos Cantam, Jorge & Mateus continuavam no topo, muito por conta do sucesso midiático que haviam conquistado, e mais uma vez um trabalho ao vivo, gravado no ano anterior, foi lançado logo depois. A produção, feita por Neto Schaefer e com direção de Anselmo Troncoso, foi realizada no Espaço das Américas, em São Paulo. Nesse show, teve de tudo: um cenário quase todo composto por LEDs, além de uma grande iluminação. Mas, apesar de toda essa grandiosidade de plástico, a sonoridade continuou sendo a mesma de sempre, com desafinações constantes. O repertório trouxe mais canções ridículas e reinterpretações fraquíssimas. No fim, é outro álbum horrível que não traz qualquer mudança. 

Melhores Faixas: .......... 
Piores Faixas: Ou Some Ou Soma, Pra Sempre Com Você, Paredes, Sosseguei, Problema, Cenário Ideal, Depois Do Jantar, Louca De Saudade

Terra Sem CEP (Ao Vivo) - Jorge & Mateus





















NOTA: 1,3/10


Mais dois anos se passaram, e Jorge & Mateus lançaram mais um trabalho ao vivo, o Terra Sem CEP. Após o Como. Sempre Feito. Nunca., a dupla, depois da turnê de 10 anos de carreira, deu uma pequena pausa e logo retornou lançando vários singles. No final de 2017, partiram para a gravação de mais um álbum ao vivo. A produção, feita por Marlus Marcelus e Heitor Liduário, com direção de Fernando Trevisan, buscou capturar a energia e a interação da dupla com o público (que voltou a ficar irritante de forma firme e forte), proporcionando uma experiência chatíssima, com uma sonoridade que continua sendo a mesma e com várias desafinações evidentes. O repertório é muito ruim, com canções focadas em cornice e bebedeira. Em suma, é outro trabalho péssimo que segue a mesma fórmula ridícula de sempre. 

Melhores Faixas: (......zzzzzzzz......) 
Piores Faixas: Bobinha, Menina Maluquinha (reggaezinho sem vergonha), Anjo Moderno, Coração Calejado (chororô insuportável), Propaganda, Trincadinho

T.E.P., EP 1 – Jorge & Mateus





















NOTA: 1/10


Em 2020, eles lançaram um EP intitulado T.E.P., EP 1, que trazia canções inéditas. Após o Terra Sem CEP, eles encerraram o vínculo com a ÁudioMix devido a divergências artísticas com o proprietário do escritório, Marcos Araújo. Depois de lançarem alguns singles, decidiram lançar este EP. A produção foi feita pela mesma equipe, que trouxe uma sonoridade dividida: os arranjos ficaram sofisticados, e aqueles efeitos de plateia gritando foram adicionados. Até porque a parte final é só de apresentações ao vivo. No geral, o que acontece é que há desafinações o tempo todo, e as letras seguem aquela dor de corno do inferno. O repertório, composto por apenas 5 faixas, é pavoroso, com canções ridículas, tanto as de estúdio quanto as duas últimas, que são ao vivo. No fim, é só um trabalho comercial feito para preparar terreno para o próximo álbum. 

Melhores Faixas (......) 
Piores Faixas: Instantes, Tijolão, Ranking, Tela Preta, Cheirosa

Tudo Em Paz (Ao Vivo) – Jorge & Mateus





















NOTA: 1/10


Em 2021, Jorge & Mateus lançaram mais um álbum ao vivo (que é quase de estúdio), o Tudo Em Paz. Após o lançamento do T.E.P., EP 1, a dupla teve uma pequena baixa por conta da COVID-19, ou seja, nada de shows. Então, eles tiveram que fazer aquelas lives, e, em abril, uma delas bateu 3 milhões de espectadores simultâneos (coitado desse povo que perdeu tempo). Graças a isso, decidiram fazer mais um trabalho ao vivo no modo pandêmico, assim como Gusttavo Lima fez. A produção foi novamente realizada pelos mesmos nomes, e a gravação aconteceu em Pirenópolis, no interior de Goiás, de uma forma totalmente intimista e sem qualquer firula. Só que a única coisa que se salvou foi a banda de apoio, porque há uma falta de equilíbrio rítmico gigantesca na dupla. O repertório é horripilante, e as canções são cheias de sofrência e extremamente tediosas. Em suma, é outro trabalho ruim. O lado bom é que não teve a gritaria das fãs. 

Melhores Faixas: (.............) 
Piores Faixas: Treta, Hit do Ano (não foi já adianto), Troca, Me Ame Mais (a música já era ruim aí vai lá e coloca Marilia Mendonça), O Sol Tá Dando Oi, Vogais e Consoantes, Namora Eu Aí (música 100% ridícula)

Check-In (Ao Vivo) – Jorge & Mateus





















NOTA: 1,4/10


Então, no final do ano passado, a dupla lançou seu último trabalho até o momento, o Check-In. Após o Tudo Em Paz, não houve muitas coisas relevantes que Jorge & Mateus fizeram, além do álbum ao vivo É Simples Assim, que trouxe mais regravações com poucas músicas novas, todas ruins. Depois disso, decidiram dar uma renovada na sonoridade para não caírem no ostracismo. A produção foi feita por Dudu Borges, que voltou a trabalhar com a dupla. Só que, em vez de a gravação ter sido em um lugar específico, ela aconteceu em vários locais, como Campinas, São Paulo, Goiânia, Cajamar e outros. Isso trouxe novamente aquela interação da dupla com o público, além de uma energia totalmente artificial. O repertório é pavoroso, cheio de canções ridículas e com um alto nível de superficialidade nas letras. No final de tudo, esse álbum define bem o quanto essa dupla é horrorosa. 

Melhores Faixas: (................) 
Piores Faixas: Cantada Boba, Dói, Louco Pra Ficar, Haverá Sinais (falando nisso, essa Lauana Prado é péssima), Xonei (música pavorosa e ainda botaram, Henrique & Juliano outra dupla péssima)

                                                         Então é isso e flw!!!    

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Analisando Discografias - Jorge & Mateus: Parte 1

                 

Ao Vivo Em Goiânia – Jorge & Mateus





















NOTA: 1/10


(Que comece a tortura!!!) Em 2007, Jorge & Mateus, uma das duplas mais famosas que temos hoje, lançava seu 1º álbum ao vivo, o Ao Vivo em Goiânia. Os amigos Jorge Alves Barcelos e Mateus Pedro Liduário de Oliveira, descendentes de Itumbiara, em Goiás, começaram a se apresentar em 2005 em um churrasco numa fazenda e, após isso, gravaram um CD independente que atraiu a atenção da Universal Music, levando a dupla a assinar com a gravadora. A produção, feita pelo Maestro Pinocchio, com direção de Anselmo Troncoso e Ivan Miyazato, tentou ao máximo deixar essa apresentação deles, gravada em maio daquele ano em Burro Preto (ao nome do lugar, meu deus), no mínimo bem mixada. Só que os arranjos são uma droga, a sonoridade é totalmente manjada nesse Sertanejo Universitário ridículo, e o pior são as desafinações que acontecem o tempo todo. O repertório é horroroso, com uma cassetada de canções ridículas. No fim, esse disco é pavoroso e, infelizmente, fez sucesso comercial. 

Melhores Faixas: (....aí meu ouvido tá sangrando....) 
Piores Faixas: Do Brasil A Argentina (Tô Indo Te Buscar), Chora, Viola / Caminheiro / Ladrão De Mulher / O Campeão / A Vaca Já Foi Pro Brejo, Amor Não É Jogo De Azar, Cavaco Do Pau, Pode Chorar, Castigo (realmente ouvir isso tudo é castigo)

O Mundo É Tão Pequeno (Ao Vivo) – Jorge & Mateus





















NOTA: 1/10


Dois anos se passaram, e eles lançam seu 2º álbum ao vivo, O Mundo É Tão Pequeno. Após o lançamento do Ao Vivo em Goiânia, Jorge & Mateus rapidamente se tornaram nomes proeminentes no cenário do Sertanejo Universitário. Com uma base de fãs crescente e músicas que alcançaram posições de destaque nas paradas, a dupla decidiu gravar um novo projeto ao vivo. A produção foi realizada pelos mesmos nomes, com o show gravado no Oliveira's Place, em Goiânia, onde mantiveram a essência das apresentações ao vivo, destacando a interação com o público deles, que é bem irritante, e a falta de qualidade musical. A grande novidade foi o maior uso da sanfona, que preenche esse toque tradicional com aquela dor de corno em todas as canções. O repertório é horroroso, e as músicas são enjoativas e muito chatas. Enfim, é outro trabalho péssimo, sem nenhuma melhora. 

Melhores Faixas: (...) 
Piores Faixas: O Mundo É Tão Pequeno, Espelho, Se Eu Pedir, Cê Volta, Não Sai Da Minha Vida, Vou Fazer Pirraça, Amor Covarde (é cada título ridículo)

Ao Vivo Sem Cortes – Jorge & Mateus





















NOTA: 1/10


No ano seguinte, eles lançam mais um trabalho ao vivo, o Ao Vivo Sem Cortes, que não trouxe muitas novidades. Após O Mundo É Tão Pequeno, a dupla ficou cada vez mais conhecida, tentando, quem sabe, fazer shows lá fora para, talvez, ter uma carreira internacional. Não preciso nem dizer que flopou, mas, pelo menos, o que eles podiam comemorar era que suas canções estavam sendo executadas o tempo todo nas rádios. Então, decidiram fazer mais um trabalho ao vivo. A produção foi praticamente a mesma, buscando manter a espontaneidade e a interação da dupla com o público, que ficou cada vez mais irritante, até porque o show foi realizado em Goiânia, então parece que a cidade inteira resolveu comparecer e achar que está de boa as inúmeras desafinações e as letras superficiais. O repertório, novamente, é muito ruim e trouxe canções novas, reinterpretações e alguns covers que não ficaram bons. No fim, é um trabalho chatíssimo, que não encanta nem um jumento. 

Melhores Faixas: (........) 
Piores Faixas: Eva / Ilariê / Tindolelê, Traz Ela De Volta Pra Mim, Goiânia Me Espera, Vou Fazer Pirraça, Nova York (coitado do Chrystian & Ralf), Se Eu Pedir, Cê Volta, Mistérios

Aí Já Era – Jorge & Mateus





















NOTA: 1/10


Ainda naquele mesmo ano de 2010, Jorge & Mateus lançam seu 1º álbum de estúdio, o Aí Já Era. Após Ao Vivo Sem Cortes, eles perceberam que precisavam lançar algo fora das apresentações ao vivo. Então, além de terem o desejo de explorar novas sonoridades e apresentar composições inéditas, decidiram investir em um álbum de estúdio que refletisse uma evolução artística dos dois. A produção, feita por Dudu Borges, apresenta uma sonoridade que mescla o Sertanejo tradicional com influências do Pop, só que de forma bem morna. Com isso, os arranjos ficaram mais sofisticados, com destaque para o uso de instrumentos como violões, guitarras e teclados, muito por conta da ótima banda de apoio, porque, de resto, as coisas continuam bem ruins. O repertório é horrível, e as canções tentaram soar encorpadas, mas não deixaram de ser chatíssimas. Enfim, esse disco é bem ruim e sem nenhum tipo de evolução. 

Melhores Faixas: (..........) 
Piores Faixas: Aí Já Era, Volta Pra Minha Vida, Esquece O Medo E Vem, Chove, Chove, Tempo Ao Tempo, Cilada

A Hora É Agora - Ao Vivo Em Jurerê – Jorge & Mateus





















NOTA: 1,2/10


Dois anos se passaram, e a dupla retorna lançando mais um álbum ao vivo, A Hora É Agora - Ao Vivo em Jurerê. Após o Aí Já Era, Jorge & Mateus encerraram seu vínculo com a Universal Music e assinaram com a Som Livre. A dupla decidiu registrar um novo projeto ao vivo que refletisse a maturidade artística alcançada e a conexão com o público. A escolha de Jurerê, uma praia localizada no norte da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, como cenário para a gravação proporcionou uma atmosfera intimista. A produção ficou a cargo de Dudu Borges, e a direção ficou com Anselmo Troncoso, responsável por captar a essência das performances e da interação com o público presente. Basicamente, eles mantiveram a identidade Sertaneja da dupla, incorporando elementos contemporâneos para tentar deixar tudo o mais compacto possível. Só que o repertório é bem fraco, e as canções são aquela dor de corno maldita. Em suma, é outro álbum ruim e totalmente descartável. 

Melhores Faixas: .............. 
Piores Faixas: Flor, Enquanto Houver Razões, A Gente Nem Ficou, Cartaz, Prisão Sem Grade, Eu Quero Só Você (isso aqui basicamente é um cover ruim da música Be With You do Akon), Passa Esse Modão

                                                 Então é isso, um abraço e flw!!!          

Review: Cursum Perficio do Anthrax

                   Cursum Perficio – Anthrax NOTA: 8,7/10 Dez anos depois, o Anthrax enfim retornou com um álbum novo, o Cursum Perficio. Ap...