quarta-feira, 22 de julho de 2026

Analisando Discografias - Jetta

                  

Start A Riot – Jetta





















NOTA: 7/10


No ano de 2013, a Jetta lançava seu 1º trabalho no formato de EP, intitulado Start A Riot. A cantora britânica começou sua trajetória naquele mesmo ano, quando decidiu fazer um som bem diferenciado e promissor, reunindo elementos da Soul Music e da música eletrônica. O trabalho mostra uma artista preocupada em criar uma identidade própria, distante da música Pop comercial mais convencional da época. A produção, conduzida por Jim Eliot, privilegia ambientes sonoros amplos e cinematográficos. Os sintetizadores aparecem sempre de maneira discreta, servindo mais para criar textura do que para dominar as músicas. A instrumentação mistura batidas eletrônicas, pianos, cordas digitais, guitarras limpas e uma forte utilização de reverberação, reunindo elementos do Neo-Soul com o Indie Pop. O repertório contém quatro faixas muito boas e carregadas de densidade. Enfim, é um ótimo EP e mostrou algo interessante. 

Melhores Faixas: Operators, Take It Easy 
Vale a Pena Ouvir: Start A Riot, Can You Hear Me Now

relax, the house is on fire – Jetta





















NOTA: 2,5/10


Foi apenas em 2024, que a Jetta lançou seu álbum de estreia, o relax, the house is on fire. Após o EP Start A Riot, a cantora explorou diferentes direções sonoras, passando por trabalhos de forte apelo cinematográfico e baladas dramáticas até chegar a um momento em que decidiu apresentar um projeto muito mais pessoal e experimental. Produção feita pela cantora junto com John Hartley, onde colocara batidas secas, sintetizadores distorcidos, graves profundos, vocais extremamente processados e texturas eletrônicas que criam um ambiente constantemente instável. Onde a sonoridade transita entre R&B alternativo, Hyperpop e Indietronica, mas o problema é que tudo muito contido e os arranjos parecem totalmente fragmentados e sem sustentação. O repertório é bem ruim, tem até canções boas, mas as outras são bastante medíocres. No fim, é um álbum terrível e sem coesão. 

Melhores Faixas: quicksand, teardrops on the radio 
Piores Faixas: what happens now?, sticky icky, skeleton key, fri/end, call me when it's over


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