quarta-feira, 22 de julho de 2026

Analisando Discografias - L7NNON

                  

Podium – L7NNON





















NOTA: 8,5/10


Em 2019, o L7NNON lançava seu álbum de estreia, intitulado Podium, que marcou uma transição. Após o EP Escolhas, o rapper lançou alguns singles, atraindo o interesse do Papatinho, que o levou para a Papatunes. A parceria entre os dois foi fundamental para consolidar a identidade do artista em um projeto consistente de álbum. Esse trabalho tem um caráter quase autobiográfico, mostrando um artista que ainda estava em ascensão e escrevia a partir de experiências reais. A produção foi feita inteiramente pelo próprio Papatinho, que criou beats orgânicos utilizando bastante piano, sintetizadores suaves, guitarras discretas, linhas de baixo profundas e baterias pesadas, sem exagerar na compressão, transitando entre Trap, Boom Bap e Cloud Rap. Os flows do L7 conseguem ser bastante variados e agressivos. O repertório é ótimo, e as canções são bem profundas e, por vezes, até divertidas. Enfim, é um ótimo trabalho que mostrou algo promissor. 

Melhores Faixas: Despertadores, Celebrando a Vida, Ninguém (MV Bill amassou), Já Venci
Vale a Pena Ouvir: 1994, Podium, Sorrisos
  

Hip Hop Rare – L7NNON





















NOTA: 9/10


No ano seguinte, o L7 lançou seu 2º álbum, o aclamado Hip Hop Rare, que representou realmente sua explosão. Após o Podium, o rapper acabou ganhando bastante destaque dentro da nova geração do Rap nacional, tanto que chegou a participar de dois dos principais projetos da Pineapple: Poetas no Topo 3.2, Pt. 2 e Poesia Acústica 9. Para esse projeto, ele buscava reafirmar que sua identidade estava profundamente ligada ao rap tradicional. A produção, feita novamente por inteiro pelo Papatinho, trouxe beats mais sofisticados, graves mais encorpados, guitarras discretas, linhas de baixo profundas e baterias mais impactantes, seguindo muito mais o Trap, com alguns momentos de Boom Bap, R&B e Cloud Rap. O flow do L7 é mais seguro, alternando momentos acelerados com passagens melódicas e técnicas. O repertório é incrível, e as canções são bem reflexivas, além de algumas serem mais envolventes. No final, é um belo álbum, que foi certamente o ápice de sua carreira. 

Melhores Faixas: Gratidão, Perdição, Motivos (baita feat do Black Alien), Love Song, Nada é pra sempre, Algumas frases, Hip Hop Rare 
Vale a Pena Ouvir: Faça Valer, PPTN, Inabalável (ótima feat do MC Hariel)

IRRASTREÁVEL – L7NNON





















NOTA: 3/10


Quatro anos se passaram, e o L7 lançou seu 3º e último álbum até o momento, o IRRASTREÁVEL. Após o Hip Hop Rare, o rapper tinha se tornado um dos principais nomes da cena do Trap no mainstream e, nesse meio-tempo, saiu da Papatune Records e fundou sua própria gravadora, a HHR. Além disso, participou de mais dois Poesias Acústicas (11 e 13) e, para esse álbum, quis fazer algo mais extenso, que atingisse um público ainda mais amplo. A produção contou com a presença do Papatinho, mas agora também teve Nagalli, Ajaxx, Leodokick, Toledo e outros, que criaram beats mais minimalistas, utilizando sintetizadores atmosféricos, hi-hats constantes, 808s discretos e linhas de baixo presentes, dialogando muito mais com o Trapfunk e tendo momentos puxados para o Drill. Só que tudo é extremamente arrastado e com um uso terrível de Auto-Tune. O repertório é péssimo, trazendo canções genéricas e poucas exceções. No geral, é um álbum horrível e megalomaníaco. 

Melhores Faixas: Sem Jeito (Don L mandou bem demais), Fases da Vida, Irrastreável, Né Segredo (BK’ salvou) 
Piores Faixas: Desacreditado (Central Cee numa preguiça), Vamo Marolar (Cabelinho fraco demais), Abençoado, Posturado e Calmo (Anitta só complementou a cagada que L7 fez antes), Richard Mille (Ret horrível aqui), Foto da Unha (Veigh esquecível), Não Tá Sabendo Pedir, Pras Amiga

  

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