RZA As Bobby Digital In Stereo – RZA
NOTA: 8/10
No ano de 1998, o RZA lançava seu 1º trabalho solo, o RZA as Bobby Digital in Stereo. Após o lançamento do Wu-Tang Forever, ele resolveu assumir completamente o protagonismo como rapper. Em vez de simplesmente lançar um disco sob seu próprio nome, criou o alter ego Bobby Digital, um personagem extravagante, hedonista, sarcástico e moralmente ambíguo. Produção foi feita inteiramente por ele próprio. As batidas ficaram ainda mais variadas, contendo baterias pesadas, mas deixaram de ser secas e minimalistas. Agora aparecem sintetizadores espaciais, linhas de baixo eletrônicas, efeitos digitais, ruídos, vocoders, samples extremamente manipulados e uma enorme quantidade de camadas sonoras. Mesmo seguindo uma abordagem de Boom Bap, percebe-se uma forte orientação para o Afrofuturismo. O repertório é legalzinho, e as canções são bem divertidas e cadenciadas. Enfim, é um ótimo álbum e meio subestimado.
Melhores Faixas: Holocaust (Silk Worm) (Ghostface Killah amassou), N.Y.C. Everything (ótima feat do Method Man)
Vale a Pena Ouvir: Slow Grind African, Unspoken Word, Kiss Of A Black Widow (Ol' Dirty Bastard mandou bem), Domestic Violence
Ghost Dog: The Way Of The Samurai (Music From The Motion Picture) – RZA
NOTA: 8,7/10
Melhores Faixas: Flying Birds, RZA #7, Funky Theme, Opening Theme (Raise Your Sword Instrumental), RZA's Theme, Untitled #12 (Free Jazz)
Vale a Pena Ouvir: Gangsters Theme, Samurai Showdown (Raise Your Sword), Samurai Theme
Birth Of A Prince – RZA
NOTA: 3,6/10
Indo para 2003, o RZA lançou mais um álbum, intitulado Birth of a Prince, que representou uma tentativa de se modernizar. Após a trilha sonora do filme Ghost Dog, o RZA abandona grande parte do que havia feito anteriormente e entrega um trabalho mais próximo de sua própria identidade. As letras voltam a enfatizar espiritualidade, filosofia, amadurecimento pessoal, família, política, responsabilidade e os desafios da vida após o enorme sucesso do Wu-Tang Clan. A produção seguiu um caminho mais acessível e amplo. As batidas ficaram mais limpas, as baterias mais equilibradas, os sintetizadores mais constantes, além de contar com arranjos de cordas, pianos, corais e linhas de baixo bastante marcantes, seguindo a abordagem do Boom Bap com toques modernos. Porém, o que estraga o álbum são os flows irregulares do RZA e algumas escolhas deslocadas. O repertório é fraco: há canções boas, mas o restante é bem genérico. No final, é um álbum ruim e que não empolga.
Melhores Faixas: Grits, You'll Never Know, Wherever I Go, Fast Cars, The Whistle
Piores Faixas: Chi Kung, The Grunge, The Drop Off, The Birth, Bob N' I, Cherry Range, Koto Chotan
Bobby Digital And The Pit Of Snakes – RZA
NOTA: 1/10
Em 2022, foi lançado o mais recente álbum do RZA, o Bobby Digital and the Pit of Snakes. Após o Birth of a Prince, ele participou de vários projetos, desde trilhas sonoras de filmes até trabalhos esporádicos com a Wu-Tang. Aqui, ele coloca o personagem em uma história muito mais elaborada, envolvendo batalhas contra forças malignas, dimensões paralelas, tecnologia e espiritualidade. A produção foi feita, como sempre, pelo próprio RZA. Ele tentou criar um som mais cinematográfico, juntando os mundos do Funk Rock e do Rap. Ou seja, as batidas ficaram mais variadas, com a presença de cordas, pianos, corais, guitarras discretas, baixos profundos e baterias mais controladas. Só que tudo é bastante mal mixado, com arranjos extremamente arrastados. Além disso, o flow do RZA está completamente monótono. O repertório é péssimo, e as canções são totalmente medíocres e sem graça. Enfim, é um álbum terrível e ignorado com razão.
Melhores Faixas: (.............................)
Piores Faixas: Trouble Shooting, Celebrate Life, We Push, Cowards



