Golden Arms Redemption – U-God
NOTA: 5/10
No ano de 1999, o U-God lançava seu 1º álbum solo, o Golden Arms Redemption. Após o Wu-Tang Forever, ele foi mais um a tentar a sorte fazendo um trabalho solo. Ele era visto como um integrante de apoio, normalmente responsável por versos curtos, voz grave e presença marcante dentro das músicas do grupo. Então, tentou equilibrar o tradicional som do Wu-Tang com as tendências do final dos anos 90. A produção contou com Inspectah Deck, RZA, Hak Da Navigator e vários outros, que apostaram nas características cruas do Boom Bap, ou seja, baterias secas, linhas de baixo profundas, samples de Soul, Jazz e trilhas sonoras orientais, além de loops constantes. Só que o problema é que tudo parece bem bagunçado, o que também não combina com o flow repetitivo do rapper. O repertório é irregular, com canções divertidas e outras que são apenas genéricas. Enfim, é um álbum mediano e que beira o sem graça.
Melhores Faixas: Pleasure Or Pain, Rumble (Inspectah Deck e Method Man amassaram), Night The City Cried, Knockin At Your Door, Lay Down
Piores Faixas: Dats Gangsta, Stay In Your Lane, Turbo Charge, Hungry, Shell Shock, Turbulence
Mr. Xcitement – U-God
NOTA: 1/10
No ano de 2005, o U-God lança seu 2º álbum, o Mr. Xcitement, e aqui as coisas se perderam. Após o Golden Arms Redemption, esse trabalho surgiu como uma tentativa de reafirmar sua carreira individual, mas também revelou um rapper disposto a experimentar sonoridades diferentes das tradicionais produções obscuras. Com isso, ele decidiu fazer um álbum que dialogasse com as tendências. A produção foi diversificada, contando com DJ Homicide, Mike Baiardi, The Produkt e afins, que colocaram uma sonoridade limpa e acessível, com beats mais suaves, maior presença de sintetizadores, linhas de baixo mais pronunciadas e baterias menos cruas. Mas tudo soa completamente mal-feito e não se encaixa com o flow do U-God, que também está horrível e extremamente repetitivo. O repertório é péssimo, e as canções são ridículas e completamente genéricas. No geral, é um trabalho terrível e que, obviamente, foi um fiasco comercial.
Melhores Faixas (...................................)
Piores Faixas: You Don't Want To Dance, Jenny, Hit 'Em Up, Roll Out, Get Down, Heart Of Stone, You Don't Want To Dance, Bump
Dopium – U-God
NOTA: 5/10
Melhores Faixas: Wu-Tang (Method Man levou o som para ele), God Is Love (Cappadonna mandou bem), Train Trussle (ótima feat do Ghostface Killah)
Piores Faixas: Rims Pokin' Out, Hips, Lipton
The Keynote Speaker – U-God
NOTA: 5/10
Em 2013, o U-God lançou mais um trabalho novo, intitulado The Keynote Speaker. Após o Dopium, o rapper decidiu fazer um trabalho que retratasse um veterano refletindo sobre sua trajetória, sua posição dentro do Wu-Tang Clan e sua visão sobre a cultura do Rap depois de décadas de carreira. Tanto que esse projeto foi feito para ser bem fiel ao seu trabalho de estreia. A produção foi diversificada, como sempre, contando com RZA, DJ Homicide, Teddy Powell e afins, incorporaram uma sonoridade moderna, incluindo sintetizadores, graves mais fortes e uma presença de 808s. Além de, claro, colocar elementos clássicos do Boom Bap, o problema, novamente, é que há muita coisa que soa reciclada, e os flows do U-God continuam bastante repetitivos e sem variação. O repertório é fraquinho, tem umas canções legais e outras que são bem genéricas. Mas enfim, é um disco mediano e que não consegue empolgar.
Melhores Faixas: Fire, Heavyweight, Heads Up, Get Mine
Piores Faixas: Room Keep Spinning, Fame, Keynote Speaker, Stars
Venom – U-God
NOTA: 6/10
Então chegamos a 2018, quando o U-God lança seu último álbum até então, o Venom. Após o The Keynote Speaker, esse projeto seria mais uma tentativa de recuperar elementos do passado, com o rapper buscando novamente uma sonoridade ligada ao Rap de rua, além de participações de vários nomes associados ao universo Wu-Tang e uma atmosfera que lembra os anos dourados do grupo. A produção contou com nomes como DJ Green Lantern, Large Professor, Lord Finesse e DJ Homicide, que seguiram uma abordagem mais crua e direta, com beats pesados, baterias secas, linhas de baixo profundas e loops discretos, equilibrando o Boom Bap com pequenos traços do Drumless e até do Trap. Só que, novamente, tudo é muito repetitivo e, embora haja uma variação nos flows do U-God, isso não empolga. O repertório é irregular; até começa bem, só que acaba decaindo com canções fraquíssimas. Em suma, é um álbum mediano e cheio de erros, assim como os anteriores.
Melhores Faixas: Whole World Watchin', Epicenter (ótima feat do Inspectah Deck e do Raekwon), Exordium
Piores Faixas: Elegance, Unstoppable, Venom
Por hoje é só, então flw!!!




