sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Analisando Discografias - The Breeders

                 

Pod – The Breeders





















NOTA: 1/10


Em 1990, o The Breeders lançava seu álbum de estreia, intitulado Pod, que tentava trazer uma proposta diferente. Antes da gravação do Doolittle com os Pixies, Kim Deal havia se tornado amiga da Tanya Donelly, que fazia parte de outra banda que acompanhou os Pixies na turnê europeia. Após gravarem um material esporádico, essa parceria evoluiu com o tempo, em um período no qual Deal já estava desgastada com a dominância do Black Francis na banda. A formação foi completada com Josephine Wiggs (baixo), Carrie Bradley (violino) e Britt Walford (bateria). A produção do Steve Albini preservou aquele som cru, que dialogava com o Rock Alternativo, o Indie Rock e até alguns elementos do Noise Rock. As guitarras são bastante ásperas e cheias de camadas, o baixo é distorcido e a bateria é tensa, mas tudo soa bem arrastado, e os vocais de Kim não empolgam. O repertório é ruim, e as canções são bem genéricas. Enfim, é um álbum fraco e que não tem nada demais. 

Melhores Faixas: (.....................) 
Piores Faixas: Glorius, Only In 3's, When I Was A Painter, Doe, Fortunately Gone

Last Splash – The Breeders





















NOTA: 1,2/10


Três anos se passaram até o The Breeders voltar com seu 2º álbum, o Last Splash. Após o Pod, Tanya Donelly seguiu seu próprio caminho, e Kelley Deal, irmã gêmea da Kim, entrou na guitarra. Josephine Wiggs permaneceu no baixo, enquanto Jim Macpherson assumiu a bateria, já que Britt Walford quis focar exclusivamente em sua banda, o Slint (falaremos disso depois). A produção, feita pela própria Kim Deal junto com Mark Freegard, deixou aquele som áspero, mas trouxe mais contrastes, combinando Rock Alternativo e Slacker Rock, além de elementos do Noise Pop e do Grunge. As guitarras alternam entre distorção, texturas e momentos limpos. A cozinha rítmica ficou mais aberta, e os vocais da Kim ficaram mais variados, mas tudo continua bastante arrastado, faltando algo que preenchesse melhor os espaços. O repertório é fraquíssimo, e as canções são chatinhas e pouco imersivas. Enfim, é um álbum ruim e que não trouxe tanta inovação. 

Melhores Faixas: (..................................) 
Piores Faixas: Mad Lucas, Flipside, Saints, Cannonball, Roi

Title TK – The Breeders





















NOTA: 1/10


Foi apenas em 2002 que o The Breeders retornou com seu 3º trabalho, o Title TK. Após o Last Splash, todo mundo acabou saindo da banda, restando apenas Kim Deal, que, quando tentou gravar esse material por volta de 1996, não conseguiu devido ao seu abuso de drogas. Foi apenas três anos depois que, junto com sua irmã, Kelley, ela começou a preparar esse projeto, e a formação foi complementada com Richard Presley, Mando Lopez e Jose Medeles. A produção contou novamente com Steve Albini, que deixou aquela sonoridade seca. As guitarras passam a surgir como ruídos, texturas, pequenos acordes, distorções ou ataques repentinos. A cozinha rítmica possui um pouco mais de variação, e os vocais da Kim ficaram mais desinteressados, fazendo o álbum parecer mais um trabalho genérico de Indie Rock. O repertório é péssimo, e as canções são todas muito arrastadas. No fim, é um álbum ruim de uma banda que começou a viver apenas do seu 2º álbum. 

Melhores Faixas: (..........................) 
Piores Faixas: Too Alive, Huffer, Off You, London Song, Put On A Side

Mountain Battles – The Breeders





















NOTA: 1/10


Seis anos se passaram até a banda voltar, de forma bem diferente, com Mountain Battles. Após o Title TK, o The Breeders passou por mais uma mudança de formação, com a saída de Richard Presley. Para esse projeto, decidiram fazer um material enxuto e experimental, com momentos em que as faixas são simples e deliberadamente estranhas. O disco parece interessado em registrar o estado da banda naquele momento. A produção seguiu uma sonoridade seca e orgânica, contendo o uso de instrumentos eletrônicos, teclados, bateria processada e arranjos extremamente minimalistas. Já as guitarras são bem variadas, indo de momentos mais psicodélicos a outros mais expansivos. O baixo apresenta linhas melódicas, e a bateria ficou mais econômica, só que tudo soa muito arrastado, parecendo que foi feito só para poder dizer que a banda não fazia a mesma coisa. O repertório é horrível, e as canções são extremamente tediosas. Enfim, é um álbum terrível e sem coesão. 

Melhores Faixas: (.....zzzz.....) 
Piores Faixas: Walk It Off, Mountain Battles, Regalame Esta Noche, Spark, Overglazed, Band On

All Nerve – The Breeders





















NOTA: 1/10


Então chegamos a 2018, quando o The Breeders lançou seu quinto e último álbum até então, o All Nerve. Após o Mountain Battles, a banda acabou retornando com aquela formação clássica do Last Splash. Com esse trabalho, elas recuperaram aquela combinação de secura, estranheza, melodias tortas e agressividade contida. Ao mesmo tempo, há uma maturidade que não estava presente no primeiro álbum. A produção seguiu aquela sonoridade orgânica e, ao mesmo tempo, pesada, que mantém a estrutura tradicional do Rock Alternativo, sem apresentar muito experimentalismo. As guitarras voltam a alternar entre riffs agressivos, acordes distorcidos, linhas mais atmosféricas e pequenos ruídos. A cozinha rítmica ficou muito mais contida, e os vocais de Kim voltam a ser mais discretos, mas, de novo, tudo soa arrastado e volta a repetir as mesmas coisas de sempre. O repertório é horrível, e as canções são todas muito esquecíveis. No geral, é mais um trabalho chato da banda. 

Melhores Faixas: (..........................) 
Piores Faixas: Skinhead #2, Howl At The Summit, Dawn: Making An Effort, Megatoth, Nervous Mary


Review: Nobody Loves You More da Kim Deal

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