Evergreen – BROODS
NOTA: 8,5/10
Em 2014, o duo BROODS lançava seu álbum de estreia, o promissor Evergreen. Formado no ano anterior, na cidade de Nelson, na Nova Zelândia, pelos irmãos Georgia Nott e Caleb Nott, o duo inicialmente nem estava tão focado em desenvolver um projeto musical. Foi só depois que conheceram um produtor local que começaram a lançar singles, os quais já mostravam o que viria a ser o álbum, que traz temas como insegurança, desejo, solidão e vulnerabilidade. A produção do Joel Little seguiu uma sonoridade extremamente limpa, que combina Synth-pop com elementos do Pop alternativo (Alt-Pop). Os sintetizadores do Caleb criam texturas flutuantes e outros elementos mais rítmicos, enquanto as batidas eletrônicas são bem controladas e os graves, profundos. Os vocais da Georgia são delicados e expressivos. O repertório é muito bom, e as canções são muito atmosféricas. Enfim, é um ótimo álbum de estreia que mostrou algo interessante.
Melhores Faixas: Mother & Father, L.A.F, Bridges, Killing You, Evergreen
Vale a Pena Ouvir: Four Walls, Everytime, Medicine
Conscious – BROODS
NOTA: 8/10
Dois anos se passaram até o BROODS lançar seu 2º álbum de estúdio, o Conscious. Após o Evergreen, o duo procurou equilibrar seu lado contemplativo com músicas mais rítmicas, refrões grandiosos e arranjos que privilegiam o impacto imediato. A dupla mantém sua preferência por melodias acessíveis, mas demonstra maior interesse em explorar diferentes maneiras de construir tensão, movimento e intensidade. A produção, realizada por Joel Little, Alex Hope e Captain Cuts, em conjunto com a dupla, manteve aquela sonoridade limpa e passou a equilibrar o Synth-Pop e Alt-Pop com elementos do Electropop. O disco aposta em uma sonoridade mais encorpada, com sintetizadores de diferentes texturas, batidas programadas, graves profundos e camadas vocais que ajudam a construir refrões mais expansivos. O repertório é legalzinho, com canções bem mais suaves e outras mais tensas. Enfim, é um disco interessante, que demonstrou algo mais ampla.
Melhores Faixas: We Had Everything, Couldn't Believe
Vale a Pena Ouvir: Recovery, Bedroom Door, Free
Don't Feed The Pop Monster – BROODS
NOTA: 5/10
No ano de 2019, o duo voltou com mais um álbum, o Don't Feed the Pop Monster. Após o Conscious, o BROODS assinou com a New Gold Records e decidiu fazer um projeto que levasse adiante a direção que vinha seguindo, além de explorar uma sonoridade que incorpora elementos do dance-pop, electropop e outras tendências da música pop daquele período. Ou seja, decidiu fazer um trabalho bastante comercial. A produção foi bastante diversificada, contando com Jack & Coke, Tommy Schleiter, Mark Rankin, entre outros. Eles mantiveram os sintetizadores atmosféricos e as camadas vocais dos trabalhos anteriores, mas incorporaram uma variedade maior de texturas, incluindo elementos de piano, percussões mais pronunciadas e efeitos digitais. No entanto, tudo ficou extremamente pasteurizado, tirando a qualidade que eles tinham. O repertório é irregular, com canções genéricas e poucas faixas interessantes. No fim, é um álbum mediano que demonstra uma queda.
Melhores Faixas: Everything Goes (Wow), Sucker, To Belong, Hospitalized
Piores Faixas: Falling Apart, Peach, Too Proud, Old Dog
Space Island – BROODS
NOTA: 5/10
Então chegamos a 2022, quando o BROODS lançou seu 4º e último álbum até então, o Space Island. Após o Don't Feed the Pop Monster, a dupla direcionou sua atenção para uma abordagem mais contemplativa e escapista. O conceito sugerido pelo título ajuda a compreender a proposta geral: a ideia de uma ilha espacial evoca um lugar afastado da realidade cotidiana, um ambiente imaginário em que sentimentos, lembranças e experiências pessoais podem ser examinados sob outra perspectiva. A produção segue relativamente a mesma linha dos trabalhos anteriores, mas está totalmente imersa no Alt-Pop contemporâneo. Os sintetizadores continuam sendo fundamentais, mas a dupla explora timbres que estão mais voltados à criação de ambientes, enquanto os vocais de Georgia estão mais sonhadores, mesmo que tudo continue sem muita sustentação. O repertório é fraco, com canções chatíssimas e poucas exceções. No geral, é mais um trabalho irregular.
Melhores Faixas: Days Are Passing, If You Fall In Love, Distance And Drugs
Piores Faixas: Gaslight, Piece Of My Mind, Goodbye World, Hello Space Island



