quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Mogwai

                 

Mogwai Young Team – Mogwai





















NOTA: 1,4/10


Em 1997, o Mogwai lançava seu álbum de estreia, intitulado Mogwai Young Team. Formada em 1995, na cidade de Glasgow, na Escócia, por Stuart Braithwaite (guitarras), Dominic Aitchison (baixo), Martin Bulloch (bateria), John Cummings (guitarras) e Brendan O'Hare (piano). A banda já havia explorado várias ideias até decidir preparar um disco com composições tendo poucos elementos até desenvolver uma atmosfera contemplativa e, aos poucos, acumular camadas de instrumentos até atingir momentos de enorme intensidade. A produção de Paul Savage e Andy Miller seguiu uma abordagem bem orgânica, juntando Post-Rock a elementos do Noise Rock e do Space Rock. As guitarras alternam timbres limpos, notas prolongadas e explosões de ruído. A cozinha rítmica é mais sustentável, mas, no geral, tudo soa como uma cópia do Talk Talk. O repertório é chatíssimo, com canções bastante medíocres. No fim, é um álbum fraco e muito superestimado. 

Melhores Faixas: (....................................) 
Piores Faixas: A Cheery Wave From Stranded Youngsters, Radar Maker, Summer (Priority Version), With Portfolio

Come On Die Young – Mogwai





















NOTA: 1/10


Dois anos depois, o Mogwai retorna com seu 2º álbum, o Come On Die Young, que apresenta uma sonoridade mais melancólica. Após o Mogwai Young Team, a banda trocou de tecladista, com a saída do Brendan O'Hare e a entrada do Barry Burns. Para esse novo trabalho, a banda demonstra uma atmosfera que ganha importância ainda maior, e a música frequentemente parece interessada em permanecer em um estado de suspensão, sem oferecer uma resolução imediata para as ideias apresentadas. Produzido por Dave Fridmann, que colocou uma sonoridade nebulosa e introspectiva. As guitarras possuem diversas passagens, desde acordes prolongados até pequenas frases melódicas hipnóticas, enquanto a cozinha rítmica sustenta tudo e os teclados preenchem os espaços. No entanto, tudo parece uma cópia sem graça do Slint e do Talk Talk. O repertório é horrível, e as canções são excessivamente depressivas. No fim, é um álbum chato e carregado de monotonia. 

Melhores Faixas: (..........................) 
Piores Faixas: Punk Rock:, May Nothing But Happiness Come Through Your Door, Ex-Cowboy, Helps Both Ways, Christmas Steps

Rock Action – Mogwai





















NOTA: 1/10


Em 2001, o Mogwai lançava um novo álbum, o Rock Action, que seguia por um caminho ainda mais introspectivo. Após o Come On Die Young, a banda acabou saindo da Chemikal Underground e assinou com a Matador Records. Para esse trabalho, os integrantes quiseram demonstrar uma disposição maior para modificar a estrutura das composições e experimentar diferentes possibilidades sonoras. A produção seguiu uma abordagem mais ampla, mantendo a identidade do Post-Rock, mas ampliando a quantidade de possibilidades tímbricas e de arranjo, criando uma sonoridade que alterna entre o peso das guitarras e a delicadeza de passagens quase orquestrais. Além disso, o uso de teclados e sintetizadores acrescenta sons repetitivos, ruídos e camadas que modificam a percepção do espaço, mesmo que tudo soe cansativo e arrastado. O repertório é terrível, e as canções são bastante chatas. Enfim, é mais um trabalho medíocre e sem graça. 

Melhores Faixas: (...........................) 
Piores Faixas: Sine Wave, Robot Chant, Secret Pint, 2 Rights Make 1 Wrong

Happy Songs For Happy People – Mogwai





















NOTA: 1,2/10


Dois anos se passaram até a banda lançar seu 4º álbum, o Happy Songs for Happy People. Após o Rock Action, em vez de depender tanto da oposição entre momentos silenciosos e paredes de guitarras distorcidas, o Mogwai passa a explorar composições mais contidas, com arranjos econômicos, melodias discretas e uma preocupação maior com a construção gradual das atmosferas. Produzido em parceria com Tony Doogan, o álbum apresenta um som mais definido e espaçoso. As guitarras alternam entre momentos limpos, com reverberação, pequenos desenhos melódicos e camadas que se acumulam gradualmente, enquanto os teclados e elementos eletrônicos ajudam a preencher o ambiente sem transformar as músicas em composições excessivamente carregadas. Mas é aquilo: tudo continua muito previsível e carregado de excessos. O repertório é ruim, e as canções são completamente arrastadas. Enfim, é um álbum fraco e mais do mesmo. 

Melhores Faixas: (..........................) 
Piores Faixas: Killing Al The Files, Stop Coming To My House, Moses? I Amn't, Hunted By A Freak

Mr Beast – Mogwai





















NOTA: 1/10


Três anos se passaram até a banda lançar seu 5º álbum, o Mr Beast, que seguiu por um caminho mais variado. Após o Happy Songs for Happy People, o Mogwai recupera parte da agressividade dos primeiros trabalhos, mas sem simplesmente voltar às fórmulas que marcaram o início de sua carreira. O disco apresenta um equilíbrio interessante entre a força das guitarras e a sofisticação desenvolvida nos álbuns anteriores. A produção seguiu um caminho mais encorpado e agressivo. As guitarras assumem um papel central, com distorções que podem variar entre texturas densas, acordes sustentados e ataques mais incisivos. A seção rítmica reforça a repetição, sustenta uma tensão prolongada ou prepara a entrada de uma nova camada instrumental, enquanto os teclados ampliam o espectro sonoro. Mas é aquilo: tudo continua bastante previsível. O repertório é péssimo, e as canções são excessivamente dramáticas. No fim, é outro trabalho cansativo da banda. 

Melhores Faixas: (...........................) 
Piores Faixas: Friend Of The Night, Auto Rock, We're No Here, I Chose Horses, Acid Food

The Hawk Is Howling – Mogwai





















NOTA: 1/10


Em 2008, o Mogwai lançava mais um álbum, o The Hawk Is Howling, que seguia por um caminho bastante diferente. Após o Mr Beast, eles voltam a privilegiar uma experiência essencialmente instrumental. Diferentemente de trabalhos anteriores que apresentavam vocais ou experimentações eletrônicas mais evidentes, este álbum concentra sua atenção na interação entre guitarras, baixo, bateria, teclados e texturas atmosféricas. A produção do Andy Miller seguiu uma abordagem mais orgânica, mantendo o Post-Rock do começo ao fim. A banda trabalha com uma combinação de timbres limpos, efeitos atmosféricos e distorções densas, criando um ambiente sonoro que pode mudar significativamente de uma faixa para outra. Só que tudo é muito monótono e pecando na variação. O repertório é terrível, e as canções são absurdamente arrastadas. Enfim, é outro álbum ruim e sem qualquer coesão. 

Melhores Faixas: (.....zzz....) 
Piores Faixas: Kings Meadow, Batcat, Thank You Space Expert, The Precipice, I'm Jim Morrison, I'm Dead

Hardcore Will Never Die, But You Will. – Mogwai





















NOTA: 1/10


No ano de 2011, a banda lançava mais um álbum, o Hardcore Will Never Die, But You Will. Após o The Hawk Is Howling, o Mogwai amplia novamente seu vocabulário musical, aproximando o Post-Rock de elementos eletrônicos, sintetizadores e estruturas rítmicas que, em determinados momentos, apresentam uma sensação quase dançante. Essa mudança não representa um abandono das guitarras ou das características fundamentais da banda, mas uma tentativa de integrá-las a uma sonoridade mais variada. A produção alterna entre o peso tradicional e abordagens mais rítmicas e atmosféricas. O álbum apresenta uma organização instrumental que favorece a percepção das diferentes camadas, permitindo que os sintetizadores e as texturas eletrônicas tenham uma presença significativa, mesmo que tudo soe muito arrastado e pareça não levar a lugar nenhum. O repertório é horrível, e as canções são excessivamente melancólicas. Enfim, é mais um trabalho tenebroso deles. 

Melhores Faixas: (.................) 
Piores Faixas: Too Raging To Cheers, White Noise, George Square Thatcher Death Party, Death Rays, San Pedro

Rave Tapes – Mogwai





















NOTA: 1/10


Mais três anos se passaram até o Mogwai retornar com um novo álbum intitulado Rave Tapes. Após o Hardcore Will Never Die, But You Will, a banda começou a compor trilhas sonoras para filmes e séries com mais frequência. Então, os integrantes estavam menos interessados em reproduzir constantemente os grandes crescendos que marcaram seus primeiros trabalhos. Embora as guitarras continuem importantes, elas passam a dividir o protagonismo com sintetizadores, sequências eletrônicas e padrões repetitivos que determinam boa parte do movimento das composições. A produção do Paul Savage coloca os sintetizadores e as texturas eletrônicas em uma posição de destaque, utilizando-os não apenas como complementos às guitarras, mas também como partes centrais da estrutura das músicas. Só que tudo ficou muito sem identidade e pareceu apressado. O repertório é horrível, e as canções são medíocres. No final, é outro álbum péssimo e carregado de erros. 

Melhores Faixas: (....................) 
Piores Faixas: The Lord Is Out Of Control, Repelish, Blues Hour, Remurdered, Simon Ferocious

Every Country's Sun – Mogwai





















NOTA: 1/10


Três anos se passaram, e o Mogwai voltou com mais um álbum, o Every Country’s Son. Após o Rave Tapes, o guitarrista John Cummings acabou saindo, e a banda decidiu não substituí-lo, tornando-se um quarteto. Com isso, o grupo continuou seguindo a lógica de utilizar sintetizadores, padrões repetitivos e texturas eletrônicas, mas também recuperou uma presença mais evidente das guitarras e dos crescendos que marcaram alguns de seus trabalhos mais celebrados. Produzido novamente por Dave Fridmann, o álbum apresenta uma sonoridade ampla, mas sem depender exclusivamente de arranjos excessivamente carregados. As guitarras apresentam texturas mais elaboradas e muita distorção, os sintetizadores criam ambientes, enquanto o baixo dá sustentação e a bateria apresenta variações. Mas, novamente, tudo é recheado de clichês horrendos. O repertório é terrível, e as canções são muito sem graça. Enfim, é um álbum chato que insiste nos mesmos erros. 

Melhores Faixas: (...............) 
Piores Faixas: aka 47, 20 Size, Old Poisons, Coolverine, Crossing The Road Material

As The Love Continues – Mogwai





















NOTA: 1/10


Foi só quatro anos depois que a banda lançou seu 10º álbum de estúdio, o As the Love Continues. Após o Every Country’s Sun, esse novo trabalho, eles preferiram procurar aperfeiçoar sua fórmula, combinando a força das guitarras com a precisão dos arranjos e a presença de elementos eletrônicos. Existe uma sensação de maturidade na maneira como as composições são construídas, pois o grupo demonstra saber quando uma música precisa crescer ou ficar mais contida. A produção seguiu um caminho mais amplo e detalhado, combinando elementos do Post-Rock com algumas características do Shoegaze. As guitarras ocupam uma posição central, alternando entre melodias limpas, acordes sustentados e camadas de distorção, enquanto os sintetizadores acrescentam profundidade e a seção rítmica sustenta tudo, sendo mesma repetição de sempre. O repertório é horrível, e as canções são todas tediosas. No fim, é mais um álbum sem graça e chato. 

Melhores Faixas: (....................................) 
Piores Faixas: Dry Fantasy, Midnight Flit, It's What I Want To Do, Mum, Drive The Nail

The Bad Fire – Mogwai





















NOTA: 1/10


Então chegamos ao ano de 2025, quando o Mogwai lançou seu álbum mais recente, o The Bad Fire. Após o As the Love Continues, esse novo trabalho surgiu depois de um período difícil para o tecladista Barry Burns, cuja filha enfrentou uma doença grave. Depois desse momento, os integrantes decidiram combinar elementos de diferentes fases de sua carreira: as guitarras expansivas dos primeiros trabalhos, a experimentação eletrônica desenvolvida posteriormente e a abordagem mais melódica que ganhou destaque nos álbuns recentes. Produzido por John Congleton, o álbum apresenta uma sonoridade mais expansiva, que combina Post-Rock com Shoegaze, Dream Pop e Space Rock. As guitarras alternam melodias limpas com momentos densos, a seção rítmica ficou mais marcada e o uso de sintetizadores conduz as melodias, mas tudo continua sem muita imersão. O repertório é horrível, e as canções são genéricas. Em suma, é um álbum péssimo de uma banda superestimada. 

Melhores Faixas: (...................) 
Piores Faixas: Lion Rumpus, Fanzine Made Of Flesh, Pale Vegan Hip Pain, Fact Boy, God Gets You Back


                                                                                  Por hoje é só, então flw!!!            

Analisando Discografias - Emílio Santiago

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