sábado, 10 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Slint

                  

Tweez – Slint





















NOTA: 7,1/10


No ano de 1989, o Slint lançava seu álbum de estreia, o obscuro Tweez, que trouxe uma abordagem peculiar. Formado em 1986, na cidade de Louisville, Kentucky, o grupo surgiu quando o baterista Britt Walford e o vocalista Brian McMahan ainda estavam na pré-adolescência. Antes disso, eles tocaram em algumas bandas locais e, posteriormente, montaram uma banda com um guitarrista, Pajo. A formação se completou com o baixista Ethan Buckler. A produção ficou a cargo do Steve Albini, que preservou aquele som cru e extremamente Lo-fi, combinando Post-Hardcore, Noise Rock e Math Rock. As guitarras possuem uma sonoridade seca e desagradável de propósito. A cozinha rítmica trabalha bastante com variações, enquanto os vocais de Brian alternam entre o Spoken Word e alguns momentos gritados, mas essas ainda eram ideias a serem exploradas. O repertório é legal, com canções densas e algumas fraquinhas. No fim, é um disco de estreia até que decente. 

Melhores Faixas: Darlene, Carol, Kent, Nan Ding 
Piores Faixas: Charlotte, Pat

Spiderland – Slint





















NOTA: 9,4/10


No ano de 1991, o Slint lança o que é tratado como sua obra-prima, o sensacional Spiderland. Após o Tweez, a banda acabou trocando de baixista, com a saída de Ethan Buckler e a entrada de Todd Brashear. Nesse período, eles assinaram com a gravadora independente Touch and Go e passaram a preparar um projeto que trabalhava com espaço, silêncio, tensão, dinâmica, repetição e narrativa, transformando a agressividade em algo muito mais psicológico. A produção de Brian Paulson traz um som pesado e minimalista que combina o nascente Post-Rock, Post-Hardcore e Math Rock, além de alguns elementos do Slowcore. As guitarras alternam entre momentos cristalinos e distorcidos, o baixo contribui para os riffs e a bateria é cheia de mudanças de ritmo. Já os vocais do McMahan ficaram bem mais narrativos e imersivos. O repertório é incrível, e as canções são carregadas de reflexão e incertezas. No geral, é um disco fantástico e, obviamente, um clássico. 

Melhores Faixas: Good Morning, Captain, Breadcrumb Trail 
Vale a Pena Ouvir: Nosferatu Man, Washer

Untitled – Slint





















NOTA: 8/10


Aí chegamos ao ano de 1994, quando foi lançado um EP sem título do Slint, que trazia algo interessante. Após o clássico Spiderland, a banda praticamente se desfez, porém chegou a fazer algumas turnês breves naqueles dois anos. Só que a Touch and Go Records decidiu lançar um material da banda que havia sido gravado durante o período de seu primeiro álbum. As músicas são mais diretas em alguns momentos, mas já existe aquela tendência de transformar riffs simples em estruturas estranhas por meio de repetições e pausas. Com a produção de Steve Albini, o EP preservou o som cru daquele período e já apresentava uma abordagem que antecipava o que o post-rock se tornaria futuramente. Ou seja, as guitarras possuem uma textura áspera e bastante física. O baixo é discreto, enquanto a bateria contribui para a dinâmica. O repertório contém apenas 2 faixas instrumentais, que são muito bem estruturadas. Enfim, é um ótimo EP que revelou o embrião de tudo. 

Melhor Faixa: Glenn 
Vale a Pena Ouvir: Rhonda

                                                                                        É isso, então flw!!!              

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