segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Swans: Parte 2

                 

To Be Kind – Swans




















NOTA: 1/10


Se passaram três anos até o Swans voltar com um novo disco, o agressivo To Be Kind. Após o The Seer, a banda quis dar continuidade à sua proposta, mas apresentou uma organização ainda mais concentrada em padrões rítmicos insistentes, riffs repetitivos e explosões de intensidade. A banda parece compreender cada vez melhor como utilizar a repetição para criar movimento, fazendo com que estruturas aparentemente simples adquiram dimensões enormes ao longo de vários minutos. A produção seguiu um som denso e sombrio, que juntou Rock Experimental com Post-Rock, além de elementos do Krautrock e do Noise Rock. As guitarras alternam entre crescendos, riffs repetitivos e distorções, a cozinha rítmica é bem consistente, criando a sensação de uma marcha interminável, e os vocais de Michael Gira continuam bastante variados, mesmo que tudo soe monótono. O repertório contém um monte de músicas insuportáveis. Enfim, é outro álbum cansativo da banda. 

Melhores Faixas: (............................) 
Piores Faixas: Nathalie Neal, Bring The Sun / Toussaint L'Ouverture, Screen Shot, Kirsten Supine, To Be Kind

The Glowing Man – Swans





















NOTA: 1/10


Mais dois anos se passam até o Swans voltar com outro disco, o The Glowing Man. Após o To Be Kind, esse novo álbum procura explorar de maneira ainda mais profunda a relação entre repetição, atmosfera, transformação e transcendência. O som continua intenso, e várias passagens apresentam uma instrumentação capaz de produzir uma enorme pressão sonora. A diferença está na maneira como essa intensidade é organizada. A produção continua bem densa, só que agora foram colocados ainda mais detalhes nos arranjos. As guitarras continuam servindo como fontes de textura e distorção, o baixo e a bateria ficaram mais estáveis, e a percussão traz aquela sensação ritualística, assim como os vocais de Michael Gira. Além disso, há passagens que dialogam com a música ambiente e o totalismo, só que tudo aquilo é bastante arrastado. O repertório novamente é horrível, e as canções são medíocres. No geral, é outro álbum fraco e pretensioso. 

Melhores Faixas: (.............................) 
Piores Faixas: People Like Us, Finally, Peace, When Will I Return?, Cloud Of Unknowing, Cloud Of Forgetting

leaving meaning. – Swans





















NOTA: 1/10


Chegando ao fim da década de 2010, a banda lançava seu 15º álbum, o leaving meaning. Após o The Glowing Man, o Swans quis fazer algo um pouco mais variado. A formação passou por mudanças, com a entrada do pianista Paul Wallfisch, do baterista Larry Mullins e do baixista Yoyo Röhm. Michael Gira então passou a demonstrar interesse em explorar outras possibilidades dentro de sua linguagem, permitindo que as músicas assumissem formas diferentes e que os instrumentos tivessem funções mais flexíveis. A produção seguiu um som mais amplo, passando a incorporar mais elementos do Neofolk, do Country e de abordagens vanguardistas. As guitarras estão mais variadas, a seção rítmica está mais discreta, e a percussão e os instrumentos de sopro aparecem mais na construção das atmosferas, ampliando a sensação de estranheza, só que tudo continua sem coesão. O repertório, como sempre, é muito ruim, com canções chatíssimas. No fim, é outro álbum péssimo deles. 

Melhores Faixas: (..........................) 
Piores Faixas: Sunfucker, Amnesia, My Phantom Limb, Annaline, The Nub

The Beggar – Swans





















NOTA: 1/10


Em 2023, o Swans retornou com mais um trabalho novo, o The Beggar, em meio a várias mudanças. Após o Leaving Meaning, a banda passou por algumas baixas, como o falecimento do multi-instrumentista Bill Rieflin e as saídas do Thor Harris, Paul Wallfisch e Yoyo Röhm. Com isso, Gira quis equilibrar a disposição para construir músicas a partir de pequenas células rítmicas e camadas instrumentais que se transformam lentamente com uma dimensão mais meditativa e uma instrumentação quase ambiental. A produção seguiu um som orgânico e recheado de nuances, sendo meio que uma junção de tudo o que eles já fizeram. As guitarras ficaram ainda mais texturizadas, a cozinha rítmica funciona como um mecanismo constante, e elementos como drones, reverbs e afins ampliam uma sensação de introspecção, só que tudo soa muito vazio. O repertório é terrível, e as canções são todas insuportáveis. Enfim, é mais um trabalho medíocre e arrastado. 

Melhores Faixas: (................................) 
Piores Faixas: The Beggar, Unforming, Paradise Is Mine, Los Angeles: City Of Death, The Beggar Lover (Three) (43 MINUTOS MANO)

Birthing – Swans





















NOTA: 1/10


Então chegamos a 2025, quando o Swans lançou seu 17º e mais recente álbum, o Birthing. Após o The Beggar, Michael Gira descreveu esse novo trabalho como sua última incursão nesse universo sonoro expansivo, antecipando uma mudança de direção para a banda. Além disso, o título combina com a ideia de criação e transformação que atravessa o trabalho. As composições parecem surgir de estruturas rudimentares e ganhar corpo por meio da interação entre os músicos. A produção, feita pelo próprio Gira, apresenta bem mais variedade nas texturas e camadas, não ficando apenas no Post-Rock, já que incorpora várias influências anteriores. As guitarras possuem notas prolongadas e linhas flutuantes. A seção rítmica ficou mais tensa, e os teclados são mais atmosféricos, mas tudo continua muito pretensioso e excessivamente arrastado. O repertório é terrível, e as canções são muito exageradas. No geral, é um álbum carregado de monotonia. 

Melhores Faixas: (..............................) 
Piores Faixas: Birthing, The Merge, The Healers, Red Yellow


Review: Drainland do Michael Gira

                    Drainland – M. Gira NOTA: 9/10 Voltando para 1995, Michael Gira lançava seu único álbum solo, o interessante Drainland. ...