segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Analisando Discografias - TZ da Coronel

                 

É o Trem! – TZ da Coronel





















NOTA: 5/10


Em 2022, o TZ da Coronel lançava seu álbum de estreia, intitulado É o Trem!, que ainda era um teste de ideias. O rapper começou sua carreira por volta de 2017, quando participava de batalhas de rimas, mas foi só em 2019 que começou a lançar seus singles dentro da cena underground do trap carioca, tornando-se um dos nomes promissores do gênero ao se afiliar ao selo independente Calli Cartel. Com isso, ele preparou um projeto que relatasse vivências, ambições e a realidade das favelas cariocas. A produção ficou a cargo de Maolee, Vinta e Victor WAO, que criaram uma sonoridade orgânica que mistura o Trapfunk com pequenos elementos do No Melody. O trabalho conta com beats pesados, hi-hats constantes, 808s marcados e uso de synths bem discretos. O problema é que tudo acaba ficando muito repetitivo, e os flows do TZ apresentam pouca variação. O repertório é irregular, com canções boas e outras esquecíveis. No final, é um trabalho fraquinho, que funciona mais como uma apresentação. 

Melhores Faixas: Não Faz Isso Comigo Não, Mirante (boa feat do BG), Lente Transparente
Piores Faixas: Grife, Império, MDL City, Show Do Milhão

Dacoromode – TZ da Coronel





















NOTA: 6/10


No ano seguinte, o TZ da Coronel lançou seu 2º álbum, o ambicioso Dacoromode. Após o É o Trem!, o rapper começou a ganhar muito destaque, inclusive chegando a participar do Poesia Acústica 13 e assinando com a gravadora Nadamal, do Filipe Ret. No entanto, ele ficou pouco tempo na gravadora, já que fundou sua própria label, a Cúpula. O conceito desse trabalho parte da experiência de crescer em uma comunidade periférica, enfrentar obstáculos e tentar conquistar uma posição de destaque sem esquecer de onde veio. A produção feita pelo próprio TZ, junto com nomes como 6ee, Galdino, Ariel Donato, entre outros, que criaram beats limpos, com 808s pesados, pads atmosféricos e hi-hats firmes, misturando o Trapfunk com alguns elementos do R&B, Detroit e Afrobeats. Mas o problema é que tudo soa muito inchado, e os flows voltam a se repetir. O repertório é mediano, com canções boas e outras genéricas. Enfim, é um álbum cansativo e excessivo. 

Melhores Faixas: Ela Joga no 7 (KayBlack mandou bem e Ryan SP só existe aí), Cheiro de Sexo, Barras (ótima feat do Leviano), Sonho, Posso Dizer 
Piores Faixas: Ouro e Fuzil, Boa Sorte Mesmo, 01 do R, Eu Vi, Skyfall

Direto da Selva – TZ da Coronel





















NOTA: 8,7/10


No ano de 2024, o TZ lançou seu terceiro álbum, o Direto da Selva, que seguiu por um caminho interessante. Após o Dacoromode, ele decidiu fazer um trabalho que utiliza a imagem da selva como metáfora para um sistema em que os indivíduos precisam competir para conquistar espaço. O conceito dá continuidade a temas que já apareciam nos trabalhos anteriores, mas a diferença é que, aqui, esses assuntos são organizados em torno de uma ideia mais específica. A produção contou com Nagalli, meLLo, Murilo e LT no Beat e vários outros nomes, que criaram beats bem mais pesados, com 808s constantes, hi-hats discretos, pads atmosféricos e uso preciso de synths, seguindo uma abordagem muito mais voltada para o Trap tradicional, com elementos do Drill. Além disso, os flows do TZ estão bem variados e precisos. O repertório é muito legal, com canções divertidas e algumas faixas reflexivas. No final, é um ótimo álbum e um grande acerto. 

Melhores Faixas: Qual é seu desejo?, Não Temos Medo, Acordado Eu Sonho, Mente Além, Ando Só, Direto da Selva 
Vale a Pena Ouvir: 17 de Janeiro, Amanheceu, Nossa Postura

Direto da Selva (Deluxe) – TZ da Coronel





















NOTA: 2,5/10


No final daquele mesmo ano, o rapper decidiu lançar a versão deluxe do Direto da Selva. Após o álbum original, que consolidou ainda mais o TZ como um dos principais nomes do Trap RJ, o rapper decidiu lançar uma continuação que amplia esse universo sem abandonar o conceito central. Ele continua explorando sua relação com a comunidade, a importância de sua trajetória, a conquista financeira e as dificuldades de confiar nas pessoas. A produção permaneceu relativamente a mesma, mas, agora, a abordagem alterna entre momentos mais limpos e outros mais crus. As batidas ficaram um pouco mais amplas, com maior uso de hi-hats e pads firmes, enquanto os 808s estão mais contidos. O flow do TZ consegue ser bem variado, mas o problema é que tudo soa muito sem inspiração e parece ter sido feito às pressas. O repertório é ruim, com canções sem brilho e poucas faixas interessantes. Em suma, é um álbum fraco que não acrescenta praticamente nada. 

Melhores Faixas: Ambições (Ryu amassando), Prefiro o Tz Antigo 
Piores Faixas: Nem Quero Que Essa Bomba, Não Temos Medo (Remix) (Ret e Orochi esquecíveis), A Verdade Machuca

MIXTAPE DE VERÃO: GOSTOSAS OUVEM TZ – TZ da Coronel





















NOTA: 2/10


No final do ano seguinte, foi lançada MIXTAPE DE VERÃO: GOSTOSAS OUVEM TZ. Após o Direto da Selva (Deluxe), o TZ começou a se aventurar no boxe, lutando no Fight Music Show, um evento de lutas amadoras entre famosos. Mas, tirando isso, ele não só mudou sua aparência, como também decidiu fazer um projeto que funcionasse em diferentes situações: ouvindo individualmente, em festas, durante passeios ou em momentos de descontração. A produção ficou a cargo de DJ Alle da Coro, meLLo e TKD, que criaram beats limpos, com graves destacados, linhas de baixo profundas, programações eletrônicas e hi-hats para sustentar o balanço vocal, dialogando com o Trap, Dancehall e o Funk. Mas o problema é que tudo soa sem qualquer coesão, com repetição excessiva de arranjos e, além disso, o flow do TZ da Coronel não ajuda. O repertório é horrível, e as canções são muito medíocres, com apenas uma exceção. Enfim, é um trabalho terrível e um fiasco. 

Melhores Faixas: VAI DESCE BABY (Veigh mandou bem) 
Piores Faixas: ELA É 01, FUZUÊ NA CORONEL, DAILY, MUSA DO VERÃO

PALÁCIO DE LONA – MC Cabelinho & TZ da Coronel





















NOTA: 3/10


Então chegamos a 2026, quando MC Cabelinho e TZ da Coronel lançaram um álbum colaborativo, o PALÁCIO DE LONA. Após o MIXTAPE DE VERÃO: GOSTOSAS OUVEM TZ, os dois, que já haviam colaborado em vários de seus respectivos projetos, decidiram fazer um trabalho que tenta construir uma imagem de sucesso que não depende de abandonar as próprias origens, mas de levá-las para os novos espaços ocupados pelos artistas. A produção ficou a cargo de Dallass, Nagalli, Palma, entre outros, que criaram beats pesados, com uso de 808s profundos, synths melódicos, pads atmosféricos e hi-hats rápidos. Só que o grande problema é que tudo soa muito repetitivo, com poucos momentos de variedade, além de as performances de ambos parecerem excessivamente contidas e insistirem nos mesmos clichês de sempre. O repertório é muito ruim, com canções genéricas e esquecíveis. Enfim, é um álbum fraco e muito decepcionante. 

Melhores Faixas: GLOCKS & BERÇA, BOM E NOVO, FATOR SURPRESA 
Piores Faixas: MENOR SUICIDA, TÁ COM ESSA DAÍ, BAILE DE MORRO, LOBO MAU (Poze e Oruam piorando o que já era ruim), PUSSY

                                                                                  Por hoje é só, então flw!!!            

Analisando Discografias - TZ da Coronel

                  É o Trem! – TZ da Coronel NOTA: 5/10 Em 2022, o TZ da Coronel lançava seu álbum de estreia, intitulado É o Trem!, que aind...