The World Is Yours – Rich The Kid
NOTA: 6/10
Em 2018, o Rich The Kid lançava seu álbum de estreia, intitulado The World Is Yours. O rapper, vindo de College Park, na Geórgia, começou sua carreira por volta de 2013, quando lançou várias mixtapes que ganharam bastante destaque na cena underground do trap. Foi só depois de um tempo que ele assinou com a Interscope Records, trazendo um álbum que reúne uma entrega vocal descontraída e versos voltados para dinheiro, joias, luxo, relacionamentos e ascensão financeira, temas que o tornaram conhecido. A produção contou com WondaGurl, FrancisGotHeat, Ben Jayne, entre outros, que trouxeram beats pesadas, com 808s graves, hi-hats rápidas, synths melódicos e pads atmosféricos, alternando entre Trap, Cloud Rap e até Plugg. Mas o problema é que tudo fica muito monótono e, em alguns momentos, os flows de Rich se repetem demais. O repertório é irregular, com canções legais e outras esquecíveis. Enfim, é um álbum mediano ao qual faltou algo a mais.
Melhores Faixas: Plug Walk, New Freezer (Kendrick amassando), End Of Discussion (ótima feat do Lil Wayne)
Piores Faixas: Dead Friends, Lost It, Drippin (Chris Brown né)
The World Is Yours 2 – Rich The Kid
No ano seguinte, foi lançado o 2º álbum do Rich The Kid, que deu continuidade a The World Is Yours. Após o álbum anterior, ele decidiu seguir a mesma fórmula, mantendo a imagem de artista bem-sucedido, confiante e inserido no universo do luxo. O título reforça essa ligação direta com o primeiro álbum, sugerindo que o rapper pretende dar sequência à mesma identidade em vez de abandonar a fórmula que o ajudou a conquistar espaço na indústria. A produção contou com DA Doman, T-Minus, Wheezy, CashMoneyAP, entre outros, que seguiram uma abordagem ainda mais acessível, com beats amplas, 808s constantes, hi-hats acelerados, synths melódicos e pads suaves. Porém, tudo parece exatamente a mesma coisa apresentada anteriormente, faltando variação tanto nas batidas quanto nos flows. O repertório é fraquíssimo, com canções genéricas e poucas faixas interessantes. Enfim, é um álbum ruim que se escorou no sucesso do anterior.
Melhores Faixas: Fall Threw, Save That, Woah, Racks Today
Piores Faixas: 4 Phones, Slide, Wrong Thing, Like Mike, Ring Ring
Boss Man – Rich The Kid
NOTA: 3,2/10
Mais um ano se passou até Rich The Kid lançar um novo trabalho, o BOSS MAN. Após o The World Is Yours 2, o rapper estava completamente confortável, já que, em vez de buscar uma transformação radical ou explorar um conceito narrativo complexo, a proposta era apresentar faixas diretas, refrões de fácil assimilação, participações que acrescentassem diferentes vozes e instrumentais que priorizassem o impacto imediato. A produção foi praticamente a mesma, mas agora o som ficou bem mais acessível e alinhado ao trap mainstream, com beats amplas, 808s fortes, linhas de baixo profundas, hi-hats acelerados e sintetizadores que criam atmosferas variadas sem abandonar a estrutura comercial. Mas, de novo, tudo soa extremamente repetitivo, e os flows do Rich continuam sem qualquer variação. O repertório é péssimo, contando com canções terríveis e poucas exceções. Enfim, é outro álbum horrível que foi um completo fiasco.
Melhores Faixas: I Want Mo, Red, Ain't No Doubts
Piores Faixas: You, Sick, Not Sorry (péssima feat da Nick Minaj), For That, V12 (Post Malone né....)
Life's A Gamble – Rich The Kid
NOTA: 3/10
Então chegamos a 2024, quando Rich The Kid lançou seu 4º e último álbum até então, o Life’s a Gamble. Após o terrível BOSS MAN, o rapper lançou singles nesse meio-tempo e participou de alguns projetos. Quando decidiu retornar, ele havia preparado um projeto com a participação executiva da dupla Kanye West e Ty Dolla $ign, o que criou expectativas de uma sonoridade diferente daquela que Rich vinha explorando em seus trabalhos anteriores (pena que Vultures foi lançado antes). A produção da dupla, junto com nomes como SkipOnDaBeat, Murda Beatz, D.A. Got That Dope e outros, trouxe um som limpo e acessível, com beats mais variadas, 808s afiados, hi-hats discretos, caixas secas e loops constantes. Mas tudo é completamente previsível, e os flows do Rich continuam muito repetitivos. O repertório é horrível, com canções extremamente genéricas e poucas faixas interessantes. No geral, é um álbum terrível de um talento desperdiçado.
Melhores Faixas: Gimme A Second, Louie Coat (Chief Keef roubou o som para ele), Keep It Exclusive
Piores Faixas: New Chanel Freestyle, Tell Me, No Mileage, Rocking & Rolling, Sometimes
É isso, um abraço e flw!!!



