Take Off Your Colours – You Me At Six
NOTA: 8/10
No ano de 2008, o You Me At Six lançava seu álbum de estreia intitulado Take Off Your Colours. Formado em 2004, na cidade de Weybridge, Surrey, na Inglaterra, por Josh Franceschi (vocais), Chris Miller e Max Helyer (guitarras), Matt Barnes (baixo) e Joe Phillips (bateria), que não ficou muito tempo e foi substituído por Dan Flint, o grupo surgiu em um momento em que a indústria inglesa passou a dar atenção para bandas vindas do Pop Punk e do Emo. Eles ganharam certa notoriedade pelo lançamento de EPs em sua cena local, assinando com a Slam Dunk Records. A produção, feita por Matt O'Grady e John Mitchell, foi bem limpa, com presença de guitarras comprimidas, bateria brilhante, baixo sustentável e vocais limpos. Ainda assim, o álbum consegue manter certa personalidade graças à mistura entre agressividade Pop Punk e melodias mais emotivas. O repertório é muito bom, e as canções são bem energéticas. No fim, é um ótimo disco de estreia e bastante coeso.
Melhores Faixas: Call That A Comeback, Tigers And Sharks
Vale a Pena Ouvir: You've Made Your Bed (So Sleep In It), Nasty Habits, Gossip
Hold Me Down – You Me At Six
NOTA: 8,3/10
Dois anos depois, eles retornam lançando seu 2º álbum, o Hold Me Down, que trouxe mudanças. Após Take Off Your Colours, que era impulsivo, juvenil e claramente moldado pela energia da adolescência, aqui o You Me At Six tenta amadurecer sua identidade, além de ter assinado com a Virgin Records. Fora que, naquele período, o Emo comercial começava a perder força no mainstream, enquanto bandas procuravam expandir o som em direções mais próximas do Rock alternativo. A produção foi basicamente a mesma, só que agora mais polida e acessível, com eles seguindo muito mais o Pop Punk e influências do Rock alternativo. As guitarras ficaram bem mais densas, a bateria ficou mais pesada e definida, o baixo ficou mais encorpado e os vocais do Josh Franceschi são bem confiantes e articulados. O repertório é muito bom, e as canções são bem mais energéticas e até cadenciadas. No fim, é um disco bacana e que mostrou uma evolução.
Melhores Faixas: Stay With Me, Playing The Blame Game, Fireworks, Hard To Swallow
Vale a Pena Ouvir: Underdog, Liquid Confidence, There’s No Such Thing As Accidental Infidelity
Sinners Never Sleep – You Me At Six
NOTA: 8,7/10
Melhores Faixas: Bite My Tongue (participação do Oli Sykes do Bring Me The Horizon), Little Death, Reckless, Jaws On The Floor, Crash
Vale a Pena Ouvir: This Is The First Thing, Little Bit Of Truth, When We Were Younger
Cavalier Youth – You Me At Six
NOTA: 8,3/10
Se passaram então dois anos, e foi lançado mais um disco do You Me At Six, o Cavalier Youth. Após o Sinners Never Sleep, a banda praticamente abraçou por completo uma abordagem do Rock alternativo moderno, priorizando refrões gigantescos e produção expansiva. O título do álbum ajuda bastante a entender a proposta. Existe um sentimento constante de juventude impulsiva convivendo com desgaste emocional e amadurecimento. Produção, feita pelo renomado Neal Avron, deixou a sonoridade extremamente refinada, limpa e grandiosa. As guitarras trabalham bastante com texturas amplas e riffs acessíveis, a cozinha rítmica é bastante consistente e possui muita clareza, enquanto os vocais do Josh soam mais controlados, menos impulsivos e muito mais confortáveis dentro de refrões grandiosos. O repertório é muito bom, e as canções são bem melódicas e variadas. No fim, é um ótimo álbum e bastante subestimado.
Melhores Faixas: Lived A Lie, Fresh Start Fever, Hope For The Best
Vale a Pena Ouvir: Room To Breathe, Win Some, Lose Some
Night People – You Me At Six
NOTA: 4/10
Em 2017, o You Me At Six volta totalmente repaginado, lançando seu 5º álbum, o Night People. Após o Cavalier Youth, a banda tenta construir algo mais sombrio, pesado e estilisticamente moderno. O próprio título do disco já aponta para essa atmosfera. Existe uma sensação constante de vida noturna, excessos, tensão emocional, escapismo e desgaste psicológico. Além disso, eles acabaram decidindo lançar seus trabalhos de forma independente pelo selo da Infectious. A produção, conduzida por Jacquire King, foi para um lado mais pesado, mas claro, com aquela abordagem limpa. As guitarras se aproximam de um Hard Rock com Rock alternativo, trabalhando riffs mais densos e diretos em vez das texturas emocionais amplas. A cozinha rítmica ficou mais marcada e consistente, porém tudo soa bem repetitivo e com falta de dinâmica. O repertório é fraco, tendo canções legais e outras genéricas. No fim, é um disco ruim e bastante inchado.
Melhores Faixas: Take On The World, Brand New, Give
Piores Faixas: Heavy Soul, Swear, Plus One, Can't Hold Back
VI – You Me At Six
NOTA: 2,3/10
Melhores Faixas: Predictable0 3AM
Piores Faixas: Back Again, Pray For Me, Straight To My Head, Danger
Suckapunch – You Me At Six
NOTA: 5/10
Melhores Faixas: Beautiful Way, Kill The Mood, What's It Like
Piores Faixas: Adrenaline, Nice To Me, WYDRN
Truth Decay – You Me At Six
NOTA: 6/10
Melhores Faixas: God Bless The 90s Kids, Deep Cuts, Smile To Make You Weak(er) At The Knees
Piores Faixas: Mydopamine, Who Needs Revenge When I've Got Ellen Era, Breakdown
Por hoje é só, então flw!!!







