sábado, 24 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Art Popular

                 

O Canto Da Razão – Art Popular





















NOTA: 1/10


Em 1993, o Art Popular lançava seu álbum de estreia, intitulado O Canto da Razão. Formado por volta de 1984, na capital paulista, o grupo contava com Leandro Lehart (vocal e cavaquinho), Denilson Pimpolho (tantã), Malli (percussão), Evandro (repique), Tcharlinho (percussão) e Márcio Art (vocal e reco-reco). No começo, eles tocavam em bares, mas pararam no início dos anos 90 e, aproveitando a popularidade do Raça Negra, decidiram tentar lançar um álbum pelo selo Kaskata’s. A produção foi feita pelo próprio grupo, que colocou um som acessível, mesmo com todas as suas limitações, juntando tanto o Pagode romântico quanto o Samba. A percussão é bem constante, trazendo movimento e envolvência, e o uso do banjo e do cavaquinho deixa tudo com uma sonoridade bastante raiz. Porém, tudo é muito genérico, e o grande destaque fica sempre para os vocais do Lehart. O repertório é ruim, com canções bem chatinhas. Enfim, é um álbum fraco, mas que fez sucesso. 

Melhores Faixas: (....................) 
Piores Faixas: Utopia, O Canto Da Razão, Percepção, Doce Viagem

Nova Era – Art Popular





















NOTA: 1/10


Dois anos se passaram até o Art Popular lançar seu 2º álbum de estúdio, o Nova Era. Após O Canto da Razão alcançar muito sucesso, a gravadora EMI ficou interessada e assinou com o grupo. A mudança para uma gravadora de maior porte trouxe a oportunidade de ampliar a produção e alcançar uma audiência mais abrangente. A produção foi conduzida pelo próprio Leandro Lehart, com um som mais limpo e polido, seguindo totalmente a estética do pagode romântico daquele período. O cavaquinho, o banjo, o tantã, o repique e o pandeiro continuam fundamentais para o balanço, mas a presença da bateria em boa parte do repertório amplia a sustentação rítmica e permite variar a intensidade das músicas. Porém, o problema é que tudo soa exatamente como uma cópia do que o Raça Negra estava fazendo. O repertório é muito ruim, com canções bastante constrangedoras. No geral, é outro álbum ruim, e foi aqui que aconteceu a explosão comercial do grupo. 

Melhores Faixas: (.................................) 
Piores Faixas: Botando Pra Quebrar, Dindinha, Iraê, Dar As Mãos, Nova Era

Temporal – Art Popular





















NOTA: 1,2/10


No ano seguinte, o Art Popular retornou com seu 3º álbum, o Temporal, que foi mais diversificado. Após o Nova Era, o grupo alterna momentos de energia e descontração com canções mais sentimentais, dando ao disco uma identidade que não depende exclusivamente das baladas românticas. O próprio título sugere uma dimensão emocional mais instável, embora a proposta geral do trabalho seja mais abrangente do que a de um álbum centrado apenas em desilusões amorosas. A produção seguiu aquela abordagem limpa e mais ampla, colocando o pagode romântico em diálogo com elementos do Adult Contemporary, Forró e da Soul music. O cavaquinho, o banjo, o tantã, o pandeiro e o repique são preservados, mas o grupo procura variar a maneira como esses elementos se relacionam com a melodia e a marcação rítmica. Só que tudo parece extremamente pasteurizado. O repertório é ruim, e as canções são muito ridículas. No final, é um álbum péssimo e irritante. 

Melhores Faixas: (..........................) 
Piores Faixas: Nani, Vermelhão, Um Auê Com Você, Pimpolho, Vestida De Doida

Sambapopbrasil – Art Popular





















NOTA: 1/10


Mais um ano se passou até o grupo lançar um novo trabalho, o Sambapopbrasil. Após o Temporal, o Art Popular manteve sua trajetória ascendente e demonstrou interesse em ampliar a linguagem do pagode com diferentes referências musicais. O próprio título sintetiza a proposta de aproximar o samba de outras linguagens da música popular brasileira e internacional. A produção de Lehart seguiu uma abordagem bem limpa e muito mais variada, juntando o pagode com elementos do Samba-canção, Adult Contemporary, Sertanejo e até da música eletrônica. Só que, claro, os cavaquinhos e a percussão continuam presentes, mas os arranjos procuram abrir espaço para texturas mais modernas, com bases rítmicas organizadas. Porém, tudo é muito irregular, e fica a sensação de que tudo está completamente bagunçado. O repertório é horrível, e as canções são todas muito genéricas. No fim, é outro álbum extremamente esquecível. 

Melhores Faixas: (....zzz....) 
Piores Faixas: Mensagem De Revista, Vestida De Louca (Vestida De Doida), Requebrabum, Bota A Calça, Tomateira

Ao Vivo Sem Abuso – Art Popular





















NOTA: 1,4/10


Então chegamos a 2003, quando o Art Popular lançou aquela que seria sua obra definitiva, o Ao Vivo Sem Abuso. Após o Sambapopbrasil, o grupo continuou lançando alguns trabalhos, mas, no começo dos anos 2000, Leandro Lehart saiu, com Márcio Art assumindo como principal vocalista. Porém, isso não durou muito tempo, já que Lehart voltou. Esse projeto foi realizado ao vivo na casa de espetáculos Broadway, em São Paulo, no dia 12 de junho de 2003, e trouxe composições inéditas. A produção, feita, como sempre, pelo próprio Leandro Lehart, contou com o auxílio do Marcos Sabóia, que conseguiram estabelecer uma abordagem orgânica. O cavaquinho e a percussão sustentam o balanço, enquanto a interação entre as vozes cria uma dimensão coletiva bastante certeira, mesmo que a abordagem continue a mesma de sempre. O repertório é fraquinho, com canções esquecíveis. No fim, é outro álbum chato, e, depois dele, o grupo continuou lançando outros projetos. 

Melhores Faixas: (...........) 
Piores Faixas: Fraldinha, Dança Do Patati, Gandaia, Sincera, Você Em Mim

  

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