O Canto Da Razão – Art Popular
NOTA: 1/10
Em 1993, o Art Popular lançava seu álbum de estreia, intitulado O Canto da Razão. Formado por volta de 1984, na capital paulista, o grupo contava com Leandro Lehart (vocal e cavaquinho), Denilson Pimpolho (tantã), Malli (percussão), Evandro (repique), Tcharlinho (percussão) e Márcio Art (vocal e reco-reco). No começo, eles tocavam em bares, mas pararam no início dos anos 90 e, aproveitando a popularidade do Raça Negra, decidiram tentar lançar um álbum pelo selo Kaskata’s. A produção foi feita pelo próprio grupo, que colocou um som acessível, mesmo com todas as suas limitações, juntando tanto o Pagode romântico quanto o Samba. A percussão é bem constante, trazendo movimento e envolvência, e o uso do banjo e do cavaquinho deixa tudo com uma sonoridade bastante raiz. Porém, tudo é muito genérico, e o grande destaque fica sempre para os vocais do Lehart. O repertório é ruim, com canções bem chatinhas. Enfim, é um álbum fraco, mas que fez sucesso.
Melhores Faixas: (....................)
Piores Faixas: Utopia, O Canto Da Razão, Percepção, Doce Viagem
Nova Era – Art Popular
NOTA: 1/10
Dois anos se passaram até o Art Popular lançar seu 2º álbum de estúdio, o Nova Era. Após O Canto da Razão alcançar muito sucesso, a gravadora EMI ficou interessada e assinou com o grupo. A mudança para uma gravadora de maior porte trouxe a oportunidade de ampliar a produção e alcançar uma audiência mais abrangente. A produção foi conduzida pelo próprio Leandro Lehart, com um som mais limpo e polido, seguindo totalmente a estética do pagode romântico daquele período. O cavaquinho, o banjo, o tantã, o repique e o pandeiro continuam fundamentais para o balanço, mas a presença da bateria em boa parte do repertório amplia a sustentação rítmica e permite variar a intensidade das músicas. Porém, o problema é que tudo soa exatamente como uma cópia do que o Raça Negra estava fazendo. O repertório é muito ruim, com canções bastante constrangedoras. No geral, é outro álbum ruim, e foi aqui que aconteceu a explosão comercial do grupo.
Melhores Faixas: (.................................)
Piores Faixas: Botando Pra Quebrar, Dindinha, Iraê, Dar As Mãos, Nova Era
Temporal – Art Popular
NOTA: 1,2/10
Melhores Faixas: (..........................)
Piores Faixas: Nani, Vermelhão, Um Auê Com Você, Pimpolho, Vestida De Doida
Sambapopbrasil – Art Popular
NOTA: 1/10
Melhores Faixas: (....zzz....)
Piores Faixas: Mensagem De Revista, Vestida De Louca (Vestida De Doida), Requebrabum, Bota A Calça, Tomateira
Ao Vivo Sem Abuso – Art Popular
NOTA: 1,4/10
Então chegamos a 2003, quando o Art Popular lançou aquela que seria sua obra definitiva, o Ao Vivo Sem Abuso. Após o Sambapopbrasil, o grupo continuou lançando alguns trabalhos, mas, no começo dos anos 2000, Leandro Lehart saiu, com Márcio Art assumindo como principal vocalista. Porém, isso não durou muito tempo, já que Lehart voltou. Esse projeto foi realizado ao vivo na casa de espetáculos Broadway, em São Paulo, no dia 12 de junho de 2003, e trouxe composições inéditas. A produção, feita, como sempre, pelo próprio Leandro Lehart, contou com o auxílio do Marcos Sabóia, que conseguiram estabelecer uma abordagem orgânica. O cavaquinho e a percussão sustentam o balanço, enquanto a interação entre as vozes cria uma dimensão coletiva bastante certeira, mesmo que a abordagem continue a mesma de sempre. O repertório é fraquinho, com canções esquecíveis. No fim, é outro álbum chato, e, depois dele, o grupo continuou lançando outros projetos.
Melhores Faixas: (...........)
Piores Faixas: Fraldinha, Dança Do Patati, Gandaia, Sincera, Você Em Mim




