quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Bark Psychosis

                  

Hex – Bark Psychosis





















NOTA: 9/10


No ano de 1994, o Bark Psychosis lançou seu álbum de estreia, intitulado como Hex. Formada em 1986, também em Londres, pelo vocalista e multi-instrumentista Graham Sutton e pelo baixista John Ling, quando ambos ainda estavam na adolescência. Com o passar do tempo, se firmaram com baterista e percussionista Mark Simnett e do tecladista Daniel Gish. Com isso, eles lançaram alguns singles e assinaram com a gravadora independente Circa. A produção, feita pela própria banda, seguiu uma abordagem atmosférica, combinando Post-Rock com elementos de Jazz, Ambient e Slowcore. As guitarras desempenham funções ambientais, com linhas fragmentadas, notas suspensas e pequenas figuras melódicas. A cozinha rítmica é sustentável, enquanto os teclados e as camadas eletrônicas ampliam o espectro sonoro. Os vocais do Graham são bem contidos. O repertório é maravilhoso, e as canções são bem melancólicas. No fim, é um belíssimo disco, muito consistente. 

Melhores Faixas: Absent Friend, A Secret Scene, Pendulum Man 
Vale a Pena Ouvir: The Loom, Eyes & Smiles

Codename: Dustsucker – Bark Psychosis





















NOTA: 8,7/10


Dez anos se passaram até o Bark Psychosis lançar seu 2º e último álbum, o Codename: Dustsucker. Após o Hex, a banda praticamente se desfez, restando apenas Graham Sutton. Para este trabalho, porém, ele contou com um colaborador ilustre: Lee Harris, ex-baterista do Talk Talk. Com isso, o novo álbum foi gravado ao longo de quatro anos e preserva o caráter experimental do projeto, embora apresente uma combinação própria de canções, passagens instrumentais e texturas ambientais. A produção, feita pelo próprio Graham, que tocou a maior parte dos instrumentos, seguiu uma combinação entre a delicadeza dos arranjos, a presença de instrumentos acústicos e elétricos e uma organização sonora que permite às composições desenvolverem personalidades próprias, resultando em algo mais dinâmico e com maior variação. O repertório é muito bom, e as canções são mais sombrias. Enfim, é um disco bacana que cumpre sua proposta. 

Melhores Faixas: From What Is Said To When It's Read, Shapeshifting, Burning The City 
Vale a Pena Ouvir: The Black Meat, INQB8TR, 400 Winters

  

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