quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Maruja

                  

Knocknarea – Maruja





















NOTA: 1/10


Em 2023, o Maruja lançou um de seus vários EPs, sendo Knocknarea um trabalho que marcou uma grande mudança. Formada em 2014, na cidade de Manchester, na Inglaterra, por Harry Wilkinson (vocais e guitarra), Matt Buonaccorsi (baixo), Joe Carroll (saxofone) e Jacob Hayes (bateria). Inicialmente, o grupo também contava com Liam Laurence na guitarra, mas ainda não tinham uma identidade bem definida. Foi somente após a saída de Laurence que passaram a seguir uma abordagem muito mais experimental. Produzido por Samuel William Jones, o EP apresenta uma sonoridade crua e orgânica, que combina Post-Punk, Post-Rock e influências claras do Jazz-Rock. As guitarras apresentam acordes dissonantes e camadas de distorção, a cozinha rítmica é repetitiva, o saxofone coloca mais dimensão e os vocais são bem firmes, mas tudo soa como um pastiche do Swans. O repertório possui 4 faixas chatíssimas. Enfim, é um trabalho fraco e nada interessante. 

Melhores Faixas: (..............................) 
Piores Faixas: The Tinker, Kakistocracy, Blind Spot, Thunder

Connla's Well – Maruja





















NOTA: 1/10


No ano seguinte, o Maruja lançou outro EP, intitulado Connla’s Well, que seguiu por um caminho mais amplo. Após o Knocknarea, eles decidiram expandir sua proposta para explorar novas possibilidades, pois o repertório apresenta contrastes mais evidentes entre atmosferas instrumentais, faixas de curta duração e composições que combinam energia rítmica com uma abordagem vocal mais incisiva. A produção manteve aquela abordagem suja, mas demonstrou preocupação com o contraste entre os instrumentos. As guitarras exploram acordes dissonantes, distorções e padrões repetitivos que criam uma atmosfera inquietante. O baixo ficou mais variado, a bateria é bastante estável e o saxofone acrescenta aspereza e tensão ao conjunto. Mas tudo continua bastante monótono, repetindo a mesma temática. O repertório é terrível, contendo cinco canções bastante excessivas. No geral, é outro trabalho fraquíssimo e esquecível. 

Melhores Faixas: (.......................) 
Piores Faixas: One Hand Behind The Devil, The Invisible Man, Connla’s Well, Resisting Resistance, Zeigeist

Pain To Power – Maruja





















NOTA: 1/10


Então chegamos a 2025, quando o Maruja lançou seu aguardado álbum de estreia, o Pain to Power. Após o EP Connla’s Well, a banda acabou assinando com a Music for Nations e, ao mesmo tempo, consolidou-se como um dos principais nomes da cena Windmill. O título do álbum evidencia algumas de suas preocupações, abordando temas como alienação, desigualdade, violência, solidariedade e responsabilidade individual. A produção de Samuel W. Jones seguiu uma abordagem mais pesada e áspera, combinando Post-Rock e Post-Punk com elementos de Rap Rock, Post-Hardcore e Jazz-Rock. As guitarras apresentam variações maiores, a seção rítmica é mais dinâmica e o saxofone amplia o espectro sonoro, enquanto os vocais do Harry são mais urgentes. Só que agora, tudo soa como uma bagunça de Swans com Mahavishnu Orchestra e Rage Against the Machine. O repertório é terrível, e as canções são bem esquecíveis. Enfim, é um disco chato e sem coesão. 

Melhores Faixas: (........................) 
Piores Faixas: Born To Die, Break The Tension, Saoirse, Zaytoun

                                                                                        É isso, então flw!!!             

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