segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Fugazi: Parte 2

                  

Red Medicine – Fugazi





















NOTA: 9,8/10


Em 1995, o Fugazi lançava mais um trabalho novo, o Red Medicine, que foi um pouco mais barulhento. Após o In On The Kill Taker, a banda tinha recebido uma proposta para assinar com a Atlantic Records, vinda do próprio Ahmet Ertegun pessoalmente, mas recusou. Para esse disco, eles estavam menos interessados em demonstrar que conseguem ser agressivos e mais interessados em descobrir quantas maneiras diferentes existem de construir uma música. O Hardcore continua sendo uma referência, mas está muito mais distante da superfície. A produção deles seguiu uma abordagem mais ampla, mas continua preservando a característica física da banda. As guitarras ficaram bem mais texturizadas, o baixo é bastante preciso e a bateria ficou bem mais física, enquanto os vocais do Ian e do Guy alternam entre agressivos e mais emocionais. O repertório é maravilhoso, e as canções são bem energéticas e dissonantes. No fim, é outro belo disco, carregado de urgência. 

Melhores Faixas: Bed For The Scraping, By You, Do You Like Me, Forensic Scene, Latest Disgrace, Back To Base, Birthday Pony 
Vale a Pena Ouvir: Fell, Long Distance Runner, Downed City, Destroyed

End Hits – Fugazi





















NOTA: 9,5/10


Três anos se passaram, para a banda lançar seu 5º álbum, o End Hits, que foi para um caminho diferente. Após o Red Medicine, esse novo trabalho funciona mais como uma continuação natural daquele processo de transformação, só que com uma banda ainda mais confortável em explorar diferentes possibilidades dentro de uma mesma composição. O resultado é um disco que pode parecer menos imediatamente explosivo do que os anteriores, mas que recompensa bastante quando se presta atenção à interação entre os quatro integrantes. A produção foi bem mais experimental e cheia de detalhes, juntando Post-Hardcore e Art Punk. As guitarras variam entre momentos abertos e mais agressivos, o baixo possui bastante groove, a bateria ficou mais variadas e os vocais estão mais energéticos e viscerais. O repertório é incrível, e as canções são mais complexas, mas muito agressivas. Enfim, é um baita disco e que consegue ser bem dinâmico. 

Melhores Faixas: Break, Place Position, Five Corporations, No Surprise, Caustic Acrostic 
Vale a Pena Ouvir: Pink Frosty, Floating Boy, Closed Captioned

The Argument – Fugazi





















NOTA: 10/10


Então chegamos em 2001, quando o Fugazi lançava seu 6º álbum, o The Argument. Após o End Hits, a banda parece menos preocupada em demonstrar força e mais interessada em construir músicas com diferentes camadas de tensão e textura. Outro aspecto importante é que existe uma sensação de renovação dentro do próprio grupo, com eles colocando instrumentos e arranjos que ampliam consideravelmente o som, incluindo maior presença de elementos percussivos, piano, metais e outras texturas. A produção, feita junto com Don Zientara, foi muito bem detalhada e ousada, juntando não só o Post-Hardcore, como também elementos do Indie Rock daquele período. As guitarras variam entre momentos ásperos e pesados, o baixo é bastante condutor, a bateria continua dinâmica e os vocais do Ian e do Guy ficaram mais controlados. O repertório é maravilhoso, parecendo uma coletânea. No final, é um dos melhores álbuns de todos os tempos e, após isso, a banda acabou. 

Melhores Faixas: Cashout, Argument, Epic Problem, Full Disclosure, Strangelight, Life And Limb 
Vale a Pena Ouvir: Nightshop, Ex-Spectator, The Kill

    

Analisando Discografias - Michael Kiwanuka

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