Red Medicine – Fugazi
NOTA: 9,8/10
Em 1995, o Fugazi lançava mais um trabalho novo, o Red Medicine, que foi um pouco mais barulhento. Após o In On The Kill Taker, a banda tinha recebido uma proposta para assinar com a Atlantic Records, vinda do próprio Ahmet Ertegun pessoalmente, mas recusou. Para esse disco, eles estavam menos interessados em demonstrar que conseguem ser agressivos e mais interessados em descobrir quantas maneiras diferentes existem de construir uma música. O Hardcore continua sendo uma referência, mas está muito mais distante da superfície. A produção deles seguiu uma abordagem mais ampla, mas continua preservando a característica física da banda. As guitarras ficaram bem mais texturizadas, o baixo é bastante preciso e a bateria ficou bem mais física, enquanto os vocais do Ian e do Guy alternam entre agressivos e mais emocionais. O repertório é maravilhoso, e as canções são bem energéticas e dissonantes. No fim, é outro belo disco, carregado de urgência.
Melhores Faixas: Bed For The Scraping, By You, Do You Like Me, Forensic Scene, Latest Disgrace, Back To Base, Birthday Pony
Vale a Pena Ouvir: Fell, Long Distance Runner, Downed City, Destroyed
End Hits – Fugazi
NOTA: 9,5/10
Melhores Faixas: Break, Place Position, Five Corporations, No Surprise, Caustic Acrostic
Vale a Pena Ouvir: Pink Frosty, Floating Boy, Closed Captioned
Então chegamos em 2001, quando o Fugazi lançava seu 6º álbum, o The Argument. Após o End Hits, a banda parece menos preocupada em demonstrar força e mais interessada em construir músicas com diferentes camadas de tensão e textura. Outro aspecto importante é que existe uma sensação de renovação dentro do próprio grupo, com eles colocando instrumentos e arranjos que ampliam consideravelmente o som, incluindo maior presença de elementos percussivos, piano, metais e outras texturas. A produção, feita junto com Don Zientara, foi muito bem detalhada e ousada, juntando não só o Post-Hardcore, como também elementos do Indie Rock daquele período. As guitarras variam entre momentos ásperos e pesados, o baixo é bastante condutor, a bateria continua dinâmica e os vocais do Ian e do Guy ficaram mais controlados. O repertório é maravilhoso, parecendo uma coletânea. No final, é um dos melhores álbuns de todos os tempos e, após isso, a banda acabou.
Melhores Faixas: Cashout, Argument, Epic Problem, Full Disclosure, Strangelight, Life And Limb
Vale a Pena Ouvir: Nightshop, Ex-Spectator, The Kill


