sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Gin Wigmore

                 

Holy Smoke – Gin





















NOTA: 5/10


No ano de 2009, Gin Wigmore lançava seu álbum de estreia, o Holy Smoke, que trazia algo já conhecido. A cantora, natural de Auckland, na Nova Zelândia, começou sua trajetória no ano anterior. Após ganhar o Concurso Internacional de Composição Musical dos EUA em 2004, ela conseguiu assinar contrato com a Universal Records e preparou um projeto que explora conflitos emocionais, além de apresentar uma sonoridade que procura equilibrar acessibilidade e personalidade. A produção, feita por Mike Elizondo, segue um som polido e, de certo modo, orgânico. Embora seja orientada para o Pop Rock, também apresenta elementos de Blues, Gospel e Soul. As guitarras são bem limpas, o baixo e a bateria mantêm uma base firme, e as cordas acrescentam sofisticação, assim como os vocais da Gin, embora tudo soe muito como uma cópia da Amy Winehouse. O repertório é mediano, com canções boas e outras esquecíveis. No geral, é um álbum irregular e pouco inovador. 

Melhores Faixas: Too Late For Lovers, New Revolution, One Last Look 
Piores Faixas: Golden Ship, Oh My, Mr. Freakshow

Gravel And Wine – Gin Wigmore





















NOTA: 9/10


Dois anos se passaram até Gin Wigmore voltar com seu 2º álbum, o Gravel & Wine. Após o Holy Smoke, ela decidiu repaginar seu conceito artístico para transmitir mais força e dramaticidade. O Rock ganha importância na construção de algumas faixas, enquanto o Blues e o Soul ajudam a estabelecer uma atmosfera mais carregada de atitude. Vale lembrar que ela foi gravar esse projeto no Mississippi e no Alabama, ou seja, referências não faltaram. Produção, conduzida por Butch Walker, apresenta um som mais encorpado e, ao mesmo tempo, acessível. As guitarras possuem ritmos marcados e momentos mais pesados, enquanto a cozinha rítmica ficou mais variada, preenchendo melhor os espaços. Os vocais da Gin ficaram mais agressivos, embora apresentem momentos de maior vulnerabilidade. O repertório é incrível, e as canções são belíssimas e muito fluidas. No fim, é um baita disco que merecia ser redescoberto. 

Melhores Faixas: Kill Of The Night, Black Sheep, Dirty Love, Saturday Smile, The Devil In Me, Sweet Hell 
Vale a Pena Ouvir: If Only, Singing My Soul, Man Like That

Blood To Bone – Gin Wigmore





















NOTA: 8/10


Quatro anos se passaram até ela retornar com seu 3º álbum, intitulado Blood to Bone. Após o Gravel & Wine, esse novo trabalho caminha em direção a uma sonoridade mais contemporânea, incorporando elementos da música Pop e da produção eletrônica à base de Rock que já fazia parte de sua identidade. Essa mudança permite que o álbum apresente uma abordagem mais variada, embora também aproxime algumas composições de estruturas mais convencionais. A produção foi realizada pela cantora junto com Stuart Crichton, que seguiram uma abordagem mais acessível, transitando entre o Pop Rock e o Rock alternativo. As guitarras ficaram um pouco mais contidas, mas contribuem com solos precisos. O baixo e a bateria conferem certa flexibilidade aos arranjos, e os vocais da Gin estão bem mais provocadores. O repertório é muito bom, e as canções são profundas e contemplativas. Enfim, é um disco bacana, mas que ficou à sombra do anterior. 

Melhores Faixas: New Rush, Holding On To Hell 
Vale a Pena Ouvir: Written In The Water, I Will Love You, Nothing To No One

Iovry – Gin Wigmore





















NOTA: 8/10


No ano de 2018, Gin Wigmore lançava mais um álbum, o Ivory, que se mostrou mais variado. Após o Blood to Bone, em vez de depender exclusivamente da energia das guitarras ou de uma postura mais provocadora, a proposta desse trabalho dá espaço a uma abordagem na qual a produção e a melodia desempenham papéis importantes. A produção segue um caminho mais abrangente e contemporâneo, combinando elementos do Rock alternativo com a música Pop e um pouco de Blue-Eyed Soul. As guitarras dividem espaço com outros elementos, como teclados, sintetizadores e arranjos de sopros. A bateria apresenta ritmos mais variados, com momentos mais controlados, enquanto o baixo é bastante movimentado. Já os vocais da Gin estão bem mais vulneráveis e intimistas. O repertório é legalzinho, e as canções são suaves e até mais cadenciadas. Enfim, é um disco bacana e mais sofisticado. 

Melhores Faixas: Beatnik Trip, Head To Head, Bad Got Me Good 
Vale a Pena Ouvir: Cold Cave, Dirty Mercy, Girl Gang

Beautiful Mess – Gin Wigmore





















NOTA: 3/10


Então chegamos a 2026, quando Gin lançou seu mais recente álbum, o Beautiful Mess. Após o Ivory, ela acabou se afastando da grande mídia devido a transformações pessoais, mudanças de residência, maternidade, dificuldades profissionais e ao fim de seu casamento com Jason Aalon Butler. Quando retornou, decidiu fazer um álbum dividido em duas partes: a primeira, sendo mais pessoal, enquanto a segunda, aborda a reconstrução da vida. A produção segue uma direção extremamente orgânica e delicada, combinando Pop Rock com elementos do Power Pop e Country music. As guitarras ficaram bem mais distorcidas, mas, ao mesmo tempo, controladas, para não fugir de sua proposta característica. Além disso, há uma seção rítmica fluida e o uso de pedal steel. No entanto, tudo soa bastante previsível e, ao mesmo tempo, muito fragmentado. O repertório é ruim, com canções genéricas e poucas faixas interessantes. Enfim, é um álbum péssimo e sem carisma. 

Melhores Faixas: Rodeo, Die On The Porch, Beautiful Mess 
Piores Faixas: Stuck Inside A Dream, Tip Of My Tongue, Well Well, I Like It, StrangeLove
  

                                                                                  É isso, um abraço e flw!!!                      

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