sábado, 17 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Ultraspank

                  

Ultraspank – Ultraspank





















NOTA: 8,8/10


Em 1998, o Ultraspank lançava seu álbum de estreia autointitulado, que trazia uma abordagem interessante. Formada em 1996, na cidade de Santa Barbara, na Califórnia, a banda era composta por Pete Murray (vocais e programação), Neil Godfrey e Jerry Oliviera (guitarras), Dan Ogden (baixo) e Tyler Clark (bateria). A banda inicialmente se chamava Spank, mas teve que mudar de nome para evitar problemas legais. O grupo ganhou muita atenção no underground e despertou o interesse da EMI, que assinou com a banda. A produção do David Bottrill trouxe um som pesado e sombrio, que mesclava Nu Metal com certas influências do Metal industrial. As guitarras possuem riffs graves e distorções densas, enquanto o baixo é robusto e a bateria privilegia a força dos grooves. Os vocais de Pete alternam entre momentos contidos e agressivos. O repertório é excepcional, e as canções são bastante pesadas. No fim, é um ótimo disco, embora tenha acabado sendo limitado pela gravadora. 

Melhores Faixas: 5, Sponge, Slip, Perfect, Burnt 
Vale a Pena Ouvir: Butter, Wrapped, Worn

Progress – Ultraspank





















NOTA: 9/10


No ano de 2000, o Ultraspank lançava seu 2º e último álbum, o ainda mais agressivo Progress. Após o álbum de 1998, o baterista Tyler Clark acabou saindo, e entrou em seu lugar o ex-baterista do Snot, James “Fed” Carol. A banda quis aproveitar parte de sua identidade para desenvolver um repertório que procurasse equilibrar o peso característico de seu som com uma abordagem mais dinâmica. A intenção não era abandonar as suas raízes, mas explorar melhor as possibilidades oferecidas. Produção, feita por Peter Collins, manteve aquela abordagem do Nu Metal, mas com mais elementos do Metal Alternativo. As guitarras alternam entre momentos contidos e riffs distorcidos, as linhas de baixo são encorpadas e a bateria trabalha com grooves marcantes, além dos vocais do Pete Murray, que ficaram mais variados. O repertório é sensacional, e todas as canções são bem robustas. No fim, é um baita disco, e é uma pena que eles tenham encerrado suas atividades. 

Melhores Faixas: Crumble, Click, Push, Jackass, Stuck, Where 
Vale a Pena Ouvir: Smile, Left, Feed


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