sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Fugees

                  

Blunted On Reality – Fugees (Tranzlator Crew)





















NOTA: 7/10


No ano de 1994, o Fugees lançava seu álbum de estreia, intitulado Blunted on Reality. Formado no início dos anos 1990, na vila de South Orange, em Nova Jersey, por Wyclef Jean, Lauryn Hill e Pras, o grupo antes tinha o nome de Tranzlator Crew. Com eles, gravaram várias demos para gravadoras, conseguindo um contrato com a Ruffhouse, que era uma subsidiária da Columbia Records. A produção, feita por Jean e Pras, junto também com Salaam Remi, Brand X, entre outros, colocou uma sonoridade crua e pesada que juntava os elementos do Boom Bap e do Ragga. Com isso, temos batidas pesadas, contando com baterias secas, baixos profundos e graves sempre presentes. Além, é claro, dos flows de cada um, que conseguem ser bem fluidos, só que dava para ver que ainda havia muitas lacunas que não estavam bem preenchidas. O repertório é legal, tendo canções divertidas e outras esquisitas. Enfim, é um álbum bom, mas ainda mostrava algumas falhas. 

Melhores Faixas: Boof Baf, Nappy Heads, Some Seek Stardom, Refugees On The Mic, Blunted Interlude, Living Like There Ain't No Tomorrow 
Piores Faixas: Temple, How Hard Is It?, Recharge, Giggles

The Score – Fugees





















NOTA: 10/10


Dois anos depois, foi lançado o 2º e último álbum do Fugees, o clássico The Score. Após o Blunted on Reality, eles ganharam uma nova chance e mais recursos da gravadora. O principal salto está justamente na compreensão de que os três integrantes funcionam melhor quando suas diferenças são utilizadas como parte da identidade do grupo. Wyclef traz uma musicalidade muito ligada ao Reggae; Pras possui uma abordagem mais seca; e Lauryn Hill aparece com uma presença vocal e lírica muito mais desenvolvida. A produção, feita pelo trio com a colaboração de nomes como Diamond D, John Forté, entre outros, seguiu uma abordagem mais detalhada, com as batidas ficando mais fluidas, com baterias definidas e os graves com mais impacto, dialogando tanto com Boom Bap, Reggae, Neo-Soul e Jazz Rap. O repertório é simplesmente sensacional, parecendo uma coletânea. No fim, é um baita disco, e é uma pena que, após isso, não tenham lançado mais nada. 

Melhores Faixas: Killing Me Softly, Fu-Gee-La, Ready Or Not, How Many Mics, No Woman, No Cry, The Score 
Vale a Pena Ouvir: The Mask, Zealots, The Beast

 

Analisando Discografias - Wyclef Jean

                   The Carnival – Wyclef Jean Featuring Refugee Allstars NOTA: 8,6/10 No ano de 1997, o Wyclef Jean lançava seu 1º álbum sol...