Walls Of Jericho – Helloween
NOTA: 1,2/10
Em 1985, o Helloween lançava seu álbum de estreia, intitulado Walls Of Jericho. Formado um ano antes em Hamburgo, na Alemanha, por Kai Hansen (vocais e guitarra), Michael Weikath (guitarra), Markus Grosskopf (baixo) e Ingo Schwichtenberg (bateria), a banda havia lançado um EP pela Noise Records e, nesse meio tempo, estava fortemente ligada ao Heavy Metal oitentista, ao Speed Metal e a uma abordagem mais veloz, mas já demonstrava uma preocupação enorme com melodias de guitarra, mudanças de andamento e construções mais épicas. A produção ficou a cargo de Harris Johns, que deixou uma sonoridade crua e pesada. As guitarras de Hansen e Weikath possui uma quantidade enorme de riffs, harmonizações e solos que constroem melodias, enquanto o baixo e a bateria servem muito mais como sustentação, deixando algo bem impreciso. O repertório é ruim, contendo canções genéricas. No final, é um disco chato de uma banda inexperiente.
Melhores Faixas: (.......................)
Piores Faixas: Reptile, Heavy Metal (Is The Law), Metal Invaders, Guardians
Keeper Of The Seven Keys (Part I) – Helloween
NOTA: 1,5/10
Dois anos se passaram para o Helloween lançar seu idolatrado 2º álbum, o Keeper Of The Seven Keys (Part I). Após o Walls Of Jericho, a banda acabou colocando Michael Kiske como vocalista, já que Kai Hansen não estava conseguindo conciliar entre tocar guitarra e cantar. Com isso, eles começam a trabalhar com uma visão mais ampla de álbum, e não simplesmente com uma sequência de músicas rápidas. A produção, feita agora por Tommy Newton e Hansen, colocou uma abordagem bem mais energética e orgânica. As guitarras de Kai Hansen e Michael Weikath alternam entre riffs rápidos, harmonizações, solos longos e diversas mudanças de dinâmica. A cozinha rítmica ficou mais eficiente, e os vocais do Michael Kiske são bem poderosos, mas é aquilo: todos os clichês que o Power Metal tem estão aqui. O repertório é chatinho, tendo canções que são bem tediosas. No final, é um álbum chato, mas temos que concordar que foi revolucionário.
Melhores Faixas: (....................)
Piores Faixas: Halloween, Twilight Of The Gods, A Little Time
Keeper Of The Seven Keys - Part II – Helloween
NOTA: 1,3/10
No ano seguinte, o Helloween lançava a continuação do Keeper Of The Seven Keys. Após a 1ª parte, eles não precisavam mais provar que conseguiam tocar rápido ou construir refrões grandiosos; agora, podiam explorar essas características com muito mais confiança. O álbum consegue funcionar como uma expansão natural do primeiro Keeper, mas possui personalidade suficiente para não parecer simplesmente uma coleção de sobras ou uma continuação automática. A produção foi basicamente a mesma, só que agora o som ficou mais grandioso e, ao mesmo tempo, pesado. As guitarras possuem riffs rápidos, harmonizações e solos bastante melódicos, mas existe uma preocupação ainda maior com a criação de temas reconhecíveis. O baixo ficou mais constante, a bateria, variada, e os vocais de Michael, mais versáteis, mas tudo continua muito monótono. O repertório é fraquíssimo, e as canções são bem chatinhas. Enfim, é um álbum ruim e cansativo quanto o anterior.
Melhores Faixas: (.......................)
Piores Faixas: March of Time, Rise And Fall, Keeper Of The Seven Keys, We Got The Right
Pink Bubbles Go Ape – Helloween
NOTA: 1/10
Melhores Faixas: (....................)
Piores Faixas: Number One, Pink Bubbles Go Ape, The Chance, Heavy Metal Hamsters, Your Turn
Chameleon – Helloween
NOTA: 1/10
No ano de 1994, o Helloween lançava o tenebroso e esquecível álbum Chameleon. Após o Pink Bubbles Go Ape, a banda praticamente abandona a obrigação de soar como uma banda de Power Metal, porque simplesmente decidiu fazer um trabalho extremamente mais acessível, contando com baladas, elementos acústicos, arranjos mais orquestrais e até algumas características próximas da música Folk. A produção, feita junto com Tommy Hansen e Michael Tibes, deixou uma sonoridade mais aberta e, de certo modo, polida. Contando com a presença de violões, teclados, instrumentos de sopro, cordas e outros elementos de arranjo, que possuem tanto ou mais importância do que as guitarras elétricas, além dos vocais de Michael, que ficaram mais delicados, só que tudo soa como um trabalho de Hard Rock extremamente genérico. O repertório é simplesmente tenebroso, com canções irritantes. Enfim, é um álbum horroroso e que foi uma queda desastrosa.
Melhores Faixas: (.....................)
Piores Faixas: First Time, Longing, Music, Giants, Crazy Cat, Windmill
Master Of The Rings – Helloween
NOTA: 1/10
No ano seguinte, a banda foi completamente reformulada e lançou o álbum Master Of The Rings. Após o Chameleon, Michael Kiske acabou saindo da banda devido a problemas com o grupo, e o baterista Ingo Schwichtenberg também saiu devido ao seu caso de esquizofrenia. Com isso, entraram Andi Deris nos vocais e Uli Kusch na bateria, além de o Helloween ter encerrado seu vínculo com a EMI e passado a lançar seus álbuns pela Raw Power. A produção foi feita junto com Tommy Hansen e voltou a ser bem mais pesada e direta, com eles retornando de cabeça para o Power Metal. As guitarras voltaram a ser encorpadas, possuem riffs pesados, as melodias continuam presentes e os solos têm bastante espaço. Enquanto a cozinha rítmica ficou bem mais firme e os vocais de Andi conseguem ser bem mais enérgicos, porém tudo soa repetitivo e tedioso. O repertório é ruim, e as canções são todas bem chatinhas. No geral, é mais outro trabalho fraco da banda.
Melhores Faixas: (.....................)
Piores Faixas: Sole Survivor, Mr Ego (Take Me Down), Still We Go, The Game Is On, Where The Rain Grows
The Time Of The Oath – Helloween
NOTA: 1,2/10
Melhores Faixas: (.......................)
Piores Faixas: A Million To One, Wake Up The Mountain, The Time Of The Oath, Mission Motherland, We Burn
Better Than Raw – Helloween
NOTA: 1/10
Em 1998, a banda lançava seu 8º álbum de estúdio, o ainda mais grandioso Better Than Raw. Após o The Time Of The Oath, esse novo projeto possui uma postura mais bruta, menos preocupada em suavizar as arestas. O Helloween continua melódico, mas existe uma tentativa evidente de deixar a música mais pesada. Também existe uma atmosfera mais sombria. Algumas músicas trabalham com temas e arranjos mais obscuros, enquanto outras utilizam uma abordagem quase teatral. A produção seguiu uma abordagem atmosférica e mais definida nos padrões do Power Metal. As guitarras são o elemento mais evidente. Os riffs possuem bastante peso e presença. A bateria tem bem mais força e variação, enquanto o baixo continua preenchendo os riffs e os vocais de Andi são praticamente os mesmos. Com isso, temos mais um trabalho completamente arrastado. O repertório é terrível, e as canções são todas bem genéricas. No final, é um álbum horrível e muito entediante.
Melhores Faixas: (....zzzz.....)
Piores Faixas: Hey Lord!, Midnight Sun, Push, I Can, Revelation
The Dark Ride – Helloween
NOTA: 1/10
Entrando nos anos 2000, o Helloween lançava mais um álbum novo, o The Dark Ride. Após o Better Than Raw, a banda tinha assinado com a Nuclear Blast e, para esse trabalho, decidiu mergulhar ainda mais em um lado sombrio, pesado e, em determinados momentos, quase melancólico. O próprio conceito do álbum combina com essa mudança, com o grupo não parecendo interessado em produzir simplesmente mais um disco de Power Metal cheio de velocidade e refrões grandiosos. Existe uma preocupação maior com atmosfera, tensão, contraste e peso. A produção, feita por Roy Z e Charlie Bauerfeind, deixou um som pesado e atmosférico. As guitarras possuem riffs mais encorpados e agressivos, o baixo está mais presente, a bateria, mais dinâmica, e os vocais do Andi, mais articulados, apesar de tudo soar como a mesma coisa de sempre. O repertório é terrível, e as canções são todas bastante sem graça. No final, é outro trabalho péssimo e que beira o cansativo.
Melhores Faixas: (...............................)
Piores Faixas: If I Could Fly, Escalation 666, The Dark Ride, Mr. Torutre, All Over The Nations
Então um abraço e flw!!!







