segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Analisando Discografias - King Diamond: Parte 2

                 

The Eye – King Diamond





















NOTA: 1,2/10


Entrando nos anos 90, o King Diamond lançava seu 5º álbum solo, intitulado The Eye. Após o Conspiracy, o baterista Mikkey Dee acabou saindo e, no seu lugar, entrou Snowy Shaw. Para esse disco, a narrativa acompanha Jeanne Dibasson, uma mulher acusada de bruxaria, e a maneira como a violência religiosa e a superstição interferem em sua vida. O conceito também gira em torno de um objeto sobrenatural, o chamado “olho”, que funciona como elemento central da história. A produção, feita junto com Roberto Falcao, segue aquela base do Heavy Metal, mas agora o som ficou menos grandioso e mais denso. As guitarras possuem bastante peso, porém não ficam o tempo inteiro dominando a mixagem. A bateria ficou bem mais energética e o baixo, mais integrado, enquanto os vocais do Diamond ficaram mais teatrais. Mas é aquilo: tudo soa muito previsível. O repertório é ruim, tendo canções fracas e pouco interessantes. No final, é um álbum que é bastante sem graça. 

Melhores Faixas: (..................) 
Piores Faixas: The Curse, The Meetings, Eye Of The Witch, The Trial (Chambre Ardente), Behind These Walls

The Spider's Lullabye – King Diamond





















NOTA: 1/10


Cinco anos se passaram para o King Diamond retornar à sua carreira solo com The Spider's Lullabye. Após o The Eye, representa uma tentativa de recuperar uma abordagem mais direta. O álbum continua tendo horror, personagens perturbadores, violência e elementos sobrenaturais, mas não depende de uma narrativa única atravessando todas as faixas. Fora isso, a banda estava com uma nova formação, com Herb Simonsen (guitarra), Chris Estes (baixo) e Darrin Anthony (bateria). A produção, feita novamente pelo próprio Diamond, possui uma abordagem pesada e direta. As guitarras do Andy LaRocque e Simonsen alternam entre riffs pesados, melodias e solos, mas existe uma sensação maior de objetividade. O baixo ficou mais encorpado e a bateria está mais firme, e há um certo uso de efeitos em determinados momentos, mas tudo continua bastante previsível. O repertório é péssimo, e as canções são bastante genéricas. Enfim, é outro álbum ruim e completamente sem coesão. 

Melhores Faixas: (......................) 
Piores Faixas: Six Feet Under, Dreams, Room 17, Killer, From The Other Side

The Graveyard – King Diamond





















NOTA: 1/10


No ano seguinte, o King Diamond lançava seu 7º álbum de estúdio, o The Graveyard. Após o The Spider's Lullabye, esse novo trabalho traz uma história que acompanha o protagonista e sua relação com o prefeito da cidade, uma figura extremamente autoritária e perturbadora. A narrativa mistura abuso de poder, violência, obsessão e elementos sobrenaturais, criando uma atmosfera bastante pesada. O protagonista passa por uma situação em que sua própria percepção dos acontecimentos começa a ser colocada em dúvida. A produção, feita junto com Tim Kimsey, traz uma sonoridade bem mais sombria e densa. As guitarras alternam entre riffs pesados e momentos melódicos, a cozinha rítmica ficou mais precisa e o uso de teclados, efeitos e mudanças de dinâmica ganha bastante importância. Só que tudo continua muito repetitivo e faltando imersão. O repertório é péssimo, e as canções são muito chatinhas. No final, é um álbum ruim e bastante entediante. 

Melhores Faixas: (..........zzz..........) 
Piores Faixas: Daddy, I Am, Meet Me At Midnight, Black Hill Sanitarium, Whispers, I'm Not A Stranger

Voodoo – King Diamond





















NOTA: 1/10


Se passaram então dois anos para o King Diamond lançar mais um álbum, o Voodoo. Após o The Graveyard, a banda passou novamente por uma troca de baterista, dessa vez com a entrada de John Luke Hébert no lugar de Darrin Anthony. Para esse novo trabalho, a história se passa em 1932 e acompanha uma família que se muda para uma propriedade localizada perto de uma comunidade praticante de vodu. O conflito começa justamente quando os novos moradores entram em contato com esse ambiente e passam a interferir em práticas que não compreendem. A produção, feita junto com Sterling Winfield, foi um pouco mais atmosférica e cheia de detalhes. As guitarras possuem riffs pesados e passagens mais lentas, o baixo ficou mais encorpado e a bateria, mais dinâmica, mas tudo continua excessivamente dramático e sem imersão. O repertório é horrível, e as canções são todas bem genéricas. Enfim, é mais um trabalho fraco deles. 

Melhores Faixas: (.................) 
Piores Faixas: A Secret, Life After Death, Unclean Spirits, Cross Of Baron Samedi, Salem

House Of God – King Diamond





















NOTA: 1/10


Entrando nos anos 2000, o King Diamond lançava mais um trabalho novo, o House of God. Após o Voodoo, o vocalista voltou a focar em sua carreira solo devido ao novo encerramento das atividades do Mercyful Fate. Com isso, agora com a presença de novos integrantes, o guitarrista Glen Drover e o baixista Paul David Harbour, a banda seguiu em frente. Esse novo trabalho possui um conceito que acompanha um protagonista que encontra uma igreja aparentemente abandonada e passa a descobrir que existe algo muito mais sinistro por trás daquele lugar. Produzido por Diamond com o auxílio de Kol Marshall, segue aquela abordagem do Heavy Metal tradicional com elementos do Metal progressivo. As guitarras ficaram mais variadas, a cozinha rítmica, mais encorpada, e os vocais, mais teatrais, mas tudo continua bastante maçante. O repertório é horrível, e as canções são completamente genéricas e irritantes. No geral, é mais um trabalho ruim e sem expressão. 

Melhores Faixas: (......................) 
Piores Faixas: Black Devil, Passage To Hell, The Pact, Peace Of Mind, Follow The Wolf

Abigail II: The Revenge – King Diamond





















NOTA: 1/10


No ano de 2002, o King Diamond lançava seu 10º álbum, o Abigail II: The Revenge. Após o House of God, King decide revisitar o universo de Abigail e construir uma continuação para os acontecimentos do álbum de 1987. Com a história se passando anos depois dos acontecimentos originais, a narrativa acompanha novamente Jonathan Laeyers, agora marcado pelo trauma e pelas consequências daquilo que aconteceu na mansão. A produção seguiu uma abordagem bem mais pesada e quase sombria. As guitarras possuem bastante presença, e o instrumental é mais agressivo, com as harmonizações criando um ambiente assustador. O baixo ficou mais constante e a bateria teve um pouco mais de variação, mas, assim, tudo soa bastante monótono, parecendo que eles reciclaram as ideias originais. O repertório é ruim, e as canções são muito chatinhas. No final, é um álbum ruim que escorou no sucesso do original, sem qualquer novidade. 

Melhores Faixas: (...................) 
Piores Faixas: Little One, Broken Glass, More Than Pain, Miriam, The Storm

The Puppet Master – King Diamond





















NOTA: 1,2/10


No ano seguinte, a banda voltava lançando mais um trabalho novo, o The Puppet Master. Após o Abigail II: The Revenge, a formação voltou a contar com Hal Patino no baixo e Mike Wead na guitarra. Aqui, a história se passa em Praga, no século XIX, e acompanha um casal que entra em contato com um teatro de marionetes aparentemente comum, mas que esconde um segredo macabro. As marionetes não são apenas objetos utilizados em apresentações: existe uma ligação sobrenatural entre elas e seus criadores. A produção seguiu aquela abordagem pesada de sempre, só que agora mais atmosférica. As guitarras possuem bastante peso, alternando entre melodias, harmonizações e mudanças de andamento que ajudam a construir o clima teatral. O baixo tenta ser o mais encorpado possível e a bateria, mais firme, só que é aquilo: tudo continua bastante sem graça e entediante. O repertório é ruim, com canções medíocres. Em suma, é um álbum fraco e que não é interessante. 

Melhores Faixas: (..........................) 
Piores Faixas: The Puppet Master, Magic, Christmas, No More Me, Midnight

Give Me Your Soul... Please – King Diamond





















NOTA: 1/10


Então chegamos a 2007, quando o King Diamond lançava seu 12º e último álbum até o momento, o Give Me Your Soul... Please. Após o The Puppet Master, esse projeto conta com um protagonista que encontra uma menina fantasma que aparece durante a noite. Aos poucos, ele percebe que aquela criança está ligada a acontecimentos muito mais macabros e que existe uma relação entre ela, sua irmã e uma pintura que representa uma situação sobrenatural. A produção, conduzida pelo próprio Diamond, deixou um som pesado e definido. As guitarras do Andy LaRocque e Mike Wead trabalham com riffs pesados, harmonizações e melodias sombrias, acompanhando tanto os momentos agressivos quanto os momentos mais dramáticos. Já a cozinha rítmica é mais precisa e os vocais, variados, só que tudo continua muito sem graça. O repertório é fraco, e as canções são bastante insuportáveis. No fim, é mais um trabalho chato, uma extensão do Mercyful Fate. 

Melhores Faixas: (........................) 
Piores Faixas: Black Of Night, Mirror Mirror, Moving On, The Dead, The Girl In The Bloody Dress


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