terça-feira, 6 de outubro de 2026

Analisando Discografias - ChocQuibTown

                  

Oro – ChocQuibTown





















NOTA: 4/10


Em 2010, foi lançado o álbum de estreia do ChocQuibTown, intitulado Oro, que vinha depois de uma série de acontecimentos. Formado em 2003, na cidade de Chocó, na Colômbia, pelos irmãos Miguel "Slow" Martínez e Gloria "Goyo" Martínez, além de Carlos "Tostão" Valencia. Três amigos que decidiram formar um projeto que fosse uma fusão da música afro-caribenha colombiana com o Rap, a partir da perspectiva do povo afro-caribenho do Chocó, e para promover esse canto e essa cultura negligenciados da Colômbia. Com isso, lançaram projetos independentes até assinar com a National Records. A produção, feita por Slow Mike, colocou um som limpo, só que muito orgânico, com beats que têm uma lógica corporal muito forte. O baixo ocupa uma posição importante, enquanto as percussões ajudam a criar um movimento constante, só que tem muita coisa que soa imprecisa. O repertório é fraco, tem canções boas e outras genéricas. Enfim, é um álbum ruim e que tem muitos erros. 

Melhores Faixas: De Donde Vengo Yo, Somos Pacifico, Rumba Sin Pelea 
Piores Faixas: El Bombo (Toquemen El Bombo), Te Saco A Corre, Son Bereju, Oro, Infiel

Eso Es Lo Que Hay – ChocQuibTown





















NOTA: 8,5/10


No ano seguinte, o ChocQuibTown se consolida com seu 2º álbum, intitulado Eso Es Lo Que Hay. Após o Oro, o grupo acabou assinando com a Sony Music e, com isso, decidiu fazer um disco interessado em demonstrar que a cultura do Pacífico poderia ocupar um espaço importante dentro da música popular sem precisar ser apresentada de maneira folclórica ou excessivamente tradicional. A produção, feita por Andrés Castro e Slow Mike junto com o próprio Miguel “Slow” Martínez, segue uma abordagem mais ampla, juntando tanto o Rap latino quanto a música latina alternativa. Os beats são bem abertos, contando com baterias econômicas e muito uso de percussão. O baixo também tem presença suficiente para sustentar os grooves e criar uma conexão entre o Rap e as influências afro-latinas, fora os vocais, que são bem destacados, principalmente os da Gloria. O repertório é ótimo, e as canções são todas bem divertidas. Enfim, é um disco bacana e muito bem estruturado. 

Melhores Faixas: Calentura, Uh La La, Robber, Hasta El Techo 
Vale a Pena Ouvir: Tu Canción, En El Aire, Lindo Cielo

El Mismo – ChocQuibTown





















NOTA: 8/10


Em 2015, foi lançado o 3º e possivelmente o último álbum do trio, intitulado El Mismo. Após o Eso Es Lo Que Hay, esse trabalho possui uma ideia de continuidade, de permanecer fiel àquilo que o grupo é, mesmo diante de uma expansão cada vez maior de sua sonoridade. O grupo já tinha demonstrado que era possível levar referências do Pacífico colombiano para um público muito maior sem precisar transformá-las em algo puramente folclórico. A produção, feita por Andrés Castro & Slow Mike, seguiu uma abordagem polida e, ao mesmo tempo, orgânica. O elemento que mais chama atenção é a maneira como baixo, percussão e batidas eletrônicas trabalham juntos para manter praticamente todo o disco em movimento. O uso de ritmos afro-colombianos continua presente, além de os vocais terem ficado mais melódicos e saído um pouco do Rap. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem envolventes. Enfim, é um disco bacana e, após isso, o trio se desfez. 

Melhores Faixas: Nadie Dijo, Desde El Día En Que Te Fuiste 
Vale a Pena Ouvir: Salsa & Choke, Nuquí (Te Quiero Para Mí), Cuando Te Veo, No Te Espero Más

                                                                                        É isso, então flw!!!             

Analisando Discografias - ChocQuibTown

                   Oro – ChocQuibTown NOTA: 4/10 Em 2010, foi lançado o álbum de estreia do ChocQuibTown, intitulado Oro, que vinha depois d...