terça-feira, 6 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Holy Ghost!

                  

Holy Ghost! – Holy Ghost!





















NOTA: 9/10


No ano de 2011, o Holy Ghost! lançava seu álbum de estreia autointitulado, que trazia uma proposta interessante. Formado em 2007, no Brooklyn, em Nova York, pelo duo Nick Millhiser e Alex Frankel, eles decidiram fazer um trabalho que resgatava a abordagem clássica dos anos 80 com uma temática moderna. Com eles assinando com a DFA Records, decidiram fazer um álbum que dá bastante importância aos sintetizadores, às linhas de baixo, às batidas mecânicas e à construção de grooves que possam sustentar uma faixa durante vários minutos. A produção, feita pela própria dupla, é bastante limpa e sofisticada, com eles juntando Synth-pop, Dance-Pop e pitadas do Electropop. Os sintetizadores criam melodias enquanto estabelecem camadas atmosféricas, o baixo é bastante constante e as baterias eletrônicas servem como bases firmes. O repertório é incrível, e as canções são bastante divertidas. Enfim, é um baita disco de estreia e muito consistente. 

Melhores Faixas: Do It, Again, Hold On, Wait & See, Hold My Breath, Static On The Wire 
Vale a Pena Ouvir: Say My Name, Some Children

Dynamics – Holy Ghost!





















NOTA: 8,5/10


Se passaram dois anos para o Holy Ghost! lançar seu 2º álbum de estúdio, o Dynamics. Após o álbum de estreia, o duo decidiu fazer um projeto mais bem construído. Existe uma tentativa maior de organizar as músicas dentro de uma sequência, explorar diferentes velocidades e ampliar a paleta instrumental sem abandonar a essência dançante. Em vez de fazer outro disco predominantemente voltado para grandes faixas de pista, eles tentam incorporar momentos mais melancólicos e até mais lentos. A produção seguiu uma abordagem mais detalhada, só que sem tirar a acessibilidade. Existe uma quantidade enorme de sintetizadores e teclados que exploram diferentes camadas, timbres e texturas, além de dialogarem com as baterias, que são bem firmes, e com um uso de guitarra que deixa uma abordagem bem New Wave. O repertório é muito bom, e as canções são bem envolventes e atmosféricas. No fim, é um disco bacana e que teve mais variação. 

Melhores Faixas: Bridge And Tunnel, Okay, I Wanna Be Your Hand, It Must Be The Weather Vale a Pena Ouvir: Changing Of The Guard, Don't Look Down, Dub Disco Ideas

Work – Holy Ghost!





















NOTA: 5/10


Então chegamos em 2019, quando o Holy Ghost! lançou seu 3º e mais recente álbum, o Work. Após o Dynamics, a dupla acabou saindo da DFA Records e passou a lançar seus trabalhos pela West End Records, uma subsidiária da BMG. Com isso, decidiram ter uma preocupação maior em transformar as influências do duo em uma sonoridade mais madura, mais espaçosa e, em vários momentos, mais melancólica. A produção deles seguiu uma sonoridade mais espaçosa e aberta, com eles colocando uma influência maior de Nu-Disco, só que dialogando com o Electropop e o Synth-pop característicos. Os sintetizadores alternam entre linhas melódicas e momentos atmosféricos, a bateria teve uma maior rigidez e o baixo conduz o groove. O problema é que tudo soa quase como uma repetição do último trabalho, só que carecendo de imersão. O repertório é mediano, contendo canções boas e outras muito sem graça. No final, é um álbum irregular e que não é muito interessante. 

Melhores Faixas: Do This, Epton On Broadway (Part I), Heaven Forbid 
Piores Faixas: Soon, Heaven Knows What, Anxious

                                                                                        É isso, então flw!!!             

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