segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Noel Gallagher's High Flying Birds

                 

Noel Gallagher's High Flying Birds – Noel Gallagher's High Flying Birds





















NOTA: 9,4/10


Em 2011, Noel Gallagher, junto com sua banda High Flying Birds, lançava seu 1º álbum autointitulado. Após o Dig Out Your Soul, do Oasis, Noel, depois de se separar de seu irmão, optou por desenvolver um projeto que lhe permitisse trabalhar com diferentes músicos e explorar novas possibilidades sem abandonar completamente as características que marcaram suas composições anteriores. Com isso, ele chamou o tecladista Mike Rowe e o baterista Jeremy Stacey para o projeto. A produção, feita junto com Dave Sardy, deixou uma sonoridade bem detalhada e clara, que juntou Britpop e Rock alternativo tradicional com elementos psicodélicos. As guitarras alternam entre timbres limpos e melodias que dão movimento ao conjunto, o baixo sustenta o peso rítmico, a bateria é precisa, as texturas orquestrais dão personalidade ao disco e os vocais são bem seguros. O repertório é incrível, e as canções são belíssimas. Enfim, é um baita disco e muito bem variado. 

Melhores Faixas: If I Had A Gun..., Dream On, Everybody's On The Run, (Stranded On) The Wrong Beach, AKA... What A Life!, (Stranded On) The Wrong Beach 
Vale a Pena Ouvir: AKA... Broken Arrow, The Death Of You And Me, Stop The Clocks

Chasing Yesterday – Noel Gallagher's High Flying Birds





















NOTA: 9/10


Em 2015, Noel Gallagher retornava com seu 2º álbum solo, o Chasing Yesterday. Após o álbum de 2011, aquela abordagem apresentada anteriormente ganha novas possibilidades, com maior espaço para experimentações instrumentais e uma exploração mais evidente de atmosferas psicodélicas. O álbum também demonstra que Noel não estava interessado em abandonar completamente suas raízes musicais. A produção, feita pelo próprio Noel, seguiu uma sonoridade definida, mas apresenta uma instrumentação mais variada e uma exploração mais acentuada de texturas psicodélicas. As guitarras oferecem riffs diretos e uma base rítmica firme; em outros momentos, aparecem por meio de solos prolongados, efeitos e timbres que ajudam a construir atmosferas mais amplas. A cozinha rítmica ficou muito mais fluida, e os teclados estabelecem ambientes sonoros. O repertório é sensacional, e as canções são bem melódicas. Enfim, é outro belo disco e muito profundo. 

Melhores Faixas: The Dying Of The Light, Lock All The Doors, The Right Stuff, In The Heat Of The Moment, Ballad Of The Mighty I 
Vale a Pena Ouvir: The Girl With X-Ray Eyes, You Know We Can't Go Back, The Mexican

Who Built The Moon? – Noel Gallagher's High Flying Birds





















NOTA: 8/10


Dois anos se passaram até que o Noel Gallagher's High Flying Birds voltasse com o álbum Who Built The Moon?. Após o Chasing Yesterday, o guitarrista decidiu tentar algo diferente, seguindo um caminho em que os arranjos passam a ocupar uma posição ainda mais importante, as batidas eletrônicas ganham espaço e as composições deixam de depender tanto das fórmulas que marcaram a trajetória de Noel no Oasis. A produção, feita inteiramente por David Holmes, seguiu uma sonoridade mais eletrônica e fragmentada, juntando pop rock com elementos da psicodelia. As guitarras passaram a apresentar timbres limpos, servindo como texturas. O baixo e a bateria ficaram mais destacados, e o uso de sintetizadores e programação eletrônica deixou o som mais luminoso e dançante, enquanto os vocais de Noel ficaram muito mais variados. O repertório é muito bom, e as canções conseguem ser divertidas e densas. No geral, é um ótimo disco, com uma sonoridade mais atmosférica. 

Melhores Faixas: She Taught Me How To Fly, It’s A Beautiful World 
Vale a Pena Ouvir: Black & White Sunshine, The Man Who Built The Moon, Holy Mountain, If Love Is The Law

Council Skies – Noel Gallagher's High Flying Birds





















NOTA: 8,7/10


Então chegamos a 2023, quando Noel Gallagher lançou seu álbum mais recente, o Council Skies. Após o Who Built The Moon?, ele quis continuar com a experimentação, mas agora de maneira mais moderada, enquanto as guitarras e as melodias assumem novamente uma posição central. O título do álbum remete à região de Manchester onde Noel cresceu e à relação entre suas origens, suas lembranças e sua trajetória artística. A produção, feita em conjunto com Paul Stacey, retomou uma abordagem bem mais orgânica, dialogando muito mais com o Post-Britpop. As guitarras voltaram a ser mais constantes, com timbres encorpados e riffs acentuados. A seção rítmica oferece uma sustentação consistente, com uma condução que favorece a fluidez das músicas, e os arranjos de cordas dão mais profundidade. O repertório é muito legal, e as canções conseguem ser bem reflexivas e mais cadenciadas. Em suma, é um ótimo disco e muito consistente. 

Melhores Faixas: Dead To The World, Pretty Boy, Council Skies , Think Of A Number 
Vale a Pena Ouvir: There She Blows, Open The Door, See What You Find

  

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