segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Analisando Discografias - The Stone Roses

                  

The Stone Roses – The Stone Roses





















NOTA: 10/10


Voltando para o ano de 1989, o The Stone Roses lançava seu atemporal álbum de estreia autointitulado. Formada em 1983, na cidade de Manchester, por Ian Brown nos vocais, John Squire na guitarra, Mani no baixo e Reni na bateria. O grupo surgiu dentro de uma cena que tinha uma herança psicodélica e dialogava com a Dance music, que se tornou forte nas raves, dando origem ao que passou a ser chamado de Madchester. Assim, a banda tinha uma abordagem orientada a músicas ensolaradas, hipnóticas e dançantes, algo que a levou a assinar com a Silvertone. A produção do John Leckie, com uma ajudinha do Peter Hook, deixou um som direto, que juntou Baggy com Jangle Pop. As guitarras do Squire alternam entre timbres brilhantes e riffs agressivos, o baixo do Mani é bastante hipnótico, a bateria do Reni é muito dinâmica e os vocais do Ian são bem variados. O repertório é sensacional, praticamente uma coletânea de grandes canções. No final, é um baita disco e uma obra-prima. 

Melhores Faixas: I Wanna Be Adored, Made Of Stone, She Bangs The Drums, Waterfall
Vale a Pena Ouvir: (Song For My) Sugar Spun Sister, Bye Bye Badman, Shoot You Down

Second Coming – The Stone Roses





















NOTA: 8,8/10


Então chegamos a 1994, quando o The Stone Roses lançou seu 2º e último álbum, o Second Coming. Após o clássico álbum de estreia, a banda enfrentou problemas relacionados à gravadora, que a levaram à Geffen Records, disputas contratuais, conflitos internos e dificuldades para concluir um sucessor que correspondesse às expectativas. Só que, agora, o cenário britânico era dominado pelo Britpop, e a banda sabia que não dava para seguir a mesma abordagem. A produção foi feita por Simon Dawson e Paul Schroeder, que deixaram um som pesado e denso, seguindo uma abordagem muito mais voltada ao Rock alternativo, com elementos da música psicodélica. As guitarras possuem timbres variados, a cozinha rítmica ficou mais orientada ao groove e os vocais do Ian Brown vão desde momentos contidos até os mais energéticos. O repertório é legalzinho, com canções bastante robustas. No fim, é um ótimo disco, que acaba sendo bastante subestimado. 

Melhores Faixas: Love Spreads, Ten Storey Love Song, Driving South, Begging You, Breaking Into Heaven 
Vale a Pena Ouvir: Your Star Will Shine, How Do You Sleep, Tears


Review: FUDGE do Michael Kiwanuka

                    FUDGE – Michael Kiwanuka NOTA: 8,9/10 Recentemente, Michael Kiwanuka lançou seu 5º álbum de estúdio, intitulado FUDGE. A...