quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Redlight

                  

X Colour – Redlight





















NOTA: 8/10


No final do ano de 2015, o Redlight lançava seu álbum de estreia, intitulado X Colour. O DJ inglês começou sua trajetória por volta de 1999 e, nesse meio-tempo, utilizou vários nomes, além de ter lançado uma cassetada de singles. Mas as coisas se firmaram após adotar esse pseudônimo, que o tornou conhecido, quando lançou alguns EPs, saindo um pouco daquela pegada exclusivamente do UK Bass. Para seu 1º projeto ambicioso, ele decidiu ficar num meio-termo, alternando momentos mais dançantes com faixas mais atmosféricas e outras que exploram uma abordagem vocal mais evidente. A produção dele seguiu uma abordagem controlada e definida, trabalhando com graves marcantes, batidas eletrônicas bem definidas e sintetizadores que aparecem tanto como elementos melódicos quanto como texturas, fazendo muito diálogo com o Deep House. O repertório é muito legal, e as canções são bem divertidas. No fim, é um ótimo álbum que consegue ser bem energético. 

Melhores Faixas: Shine, Gold Teeth 
Vale a Pena Ouvir: Me & You, W.T.L, Threshold

Radius – Redlight





















NOTA: 6/10


Indo para 2021, foi lançado o mais recente álbum do Redlight, o Radius, que foi para um caminho estranho. Após o X Colour, esse novo projeto se encaixa em uma fase em que Hugh Pescod vinha explorando diferentes possibilidades dentro da House music, UK Bass e Garage, tentando encontrar um equilíbrio entre faixas mais voltadas para o impacto imediato e outras construídas a partir de atmosfera e textura. A produção seguiu um caminho mais atmosférico e cinematográfico em determinados momentos, já que passou a dialogar bastante com Breaks progressivo. As linhas de baixo são muito constantes, a bateria possui batidas mais firmes e o uso de sintetizadores varia entre criar melodias ou servir como textura. Mas o problema é que tudo soa muito arrastado, com alguns momentos faltando uma melhor variação nos ganchos. O repertório é irregular, tem canções boas e outras muito esquecíveis. Enfim, é um trabalho mediano e ao qual faltou algo mais. 

Melhores Faixas: Dream Quest, Crystal Rain 
Piores Faixas: Cassini, Every

 

Analisando Discografias - Kate Bush

                  The Kick Inside – Kate Bush NOTA: 10/10 No ano de 1978, foi lançado o álbum de estreia da Kate Bush, o The Kick Inside. A ...