Alone With Everybody – Richard Ashcroft
NOTA: 9/10
Em 2000, Richard Ashcroft lançou seu 1º trabalho solo, o Alone With Everybody. Após o Urban Hymns com o The Verve, a banda acabou se separando, e ele precisava demonstrar que sua capacidade de criar canções emocionantes, melódicas e grandiosas não dependia exclusivamente da contribuição dos antigos companheiros. Com isso, ele desenvolveu um projeto que optava por explorar as características que já dominava, aproximando o Rock alternativo de uma abordagem mais acessível. A produção, feita por Chris Potter junto com o cantor, apresenta um som polido e grandioso, combinando Pop Rock e elementos do Post-Britpop com Chamber Pop. As guitarras servem como sustentação harmônica, enquanto a utilização de cordas, metais, piano, guitarra pedal steel e instrumentos de percussão complementares deixa o som mais exuberante. O repertório é incrível, e as canções são bem profundas e suaves. No final, é um disco bacana e muito consistente.
Melhores Faixas: A Song For The Lovers, Slow Was My Heart, I Get My Beat, C'mon People (We're Making It Now), Crazy World
Vale a Pena Ouvir: New York, Everybody, Money To Burn
Human Conditions – Richard Ashcroft
NOTA: 8,5/10
Dois anos se passaram até Richard Ashcroft lançar seu 2º álbum solo, o Human Conditions. Após o Alone With Everybody, o disco parte dessa mesma base, mas procura ampliar a dimensão emocional e temática das composições. O título sugere um interesse pelas contradições da experiência humana, incluindo a solidão, a esperança, a fé, o sofrimento, a necessidade de conexão e a dificuldade de encontrar sentido em meio às incertezas da vida. A produção segue a mesma temática, mas apresenta uma sonoridade mais elaborada. As guitarras continuam sendo importantes, embora não dominem todas as músicas da mesma maneira. A seção rítmica também apresenta uma abordagem flexível. O uso de teclados e arranjos de cordas deixa o som mais refinado, e os vocais de Richard estão bem mais ásperos. O repertório é muito legal, e as canções ficaram bastante reflexivas. Enfim, é um ótimo trabalho e um excelente complemento ao álbum anterior.
Melhores Faixas: Check The Meaning, God In The Numbers, Science Of Science, Running Away
Vale a Pena Ouvir: Lord I've Been Trying, Paradise
Keys To The World – Richard Ashcroft
NOTA: 8,3/10
Quatro anos se passaram até Richard lançar mais um disco, o Keys to the World. Após o Human Conditions, o cantor procura tornar essa fórmula mais direta, dinâmica e acessível. A proposta continua ligada ao rock britânico, mas o repertório apresenta uma aproximação mais evidente com o Pop e com elementos da música orquestral, dando às composições uma energia que contrasta com a introspecção de determinados momentos do álbum anterior. A produção segue uma abordagem acessível e refinada, que combina elementos do Pop Rock e do Post-Britpop. As guitarras são bem variadas, ora sustentando as composições, ora servindo como elementos de destaque com timbres limpos. O baixo e a bateria contribuem para a sensação de movimento que caracteriza boa parte do álbum. Os arranjos de cordas acrescentam uma dimensão grandiosa, deixando os vocais de Richard bastante expressivos. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem melódicas. Enfim, é um álbum bacana e muito consistente.
Melhores Faixas: Break The Night With Colour, Cry Til The Morning, Keys To The World
Vale a Pena Ouvir: Music Is Power, Simple Song, World Keeps Turning
These People – Richard Ashcroft
NOTA: 8/10
Melhores Faixas: They Don't Own Me, Hold On, Black Lines
Vale a Pena Ouvir: Everybody Needs Somebody To Hurt, Ain't The Future So Bright, This Is How It Feels, Songs Of Experience
Natural Rebel – Richard Ashcroft
NOTA: 4/10
Dois anos se passaram até ele voltar com um novo álbum, o Natural Rebel, e as coisas só decaíram. Após o These People, Ashcroft decidiu voltar à sua zona de conforto, que consistia em desenvolver características que já faziam parte de seu repertório: refrões expansivos, guitarras de sonoridade clássica, interpretações vocais intensas e letras voltadas para sentimentos pessoais e reflexões sobre a vida. A produção, feita junto com Jon Kelly e Emre Ramazanoglu, trouxe aquela sonoridade orgânica e limpa. As guitarras são fundamentais para a identidade do disco, alternando entre bases acústicas, acordes abertos e intervenções elétricas. O baixo mantém uma presença discreta, enquanto a bateria estabelece uma condução firme e regular, evitando ritmos excessivamente elaborados. Mesmo assim, tudo fica muito arrastado e carece de variação. O repertório é ruim: o álbum começa mal e só consegue melhorar no final. Enfim, é outro álbum fraco e uma completa decepção.
Melhores Faixas: A Man In Motion, We All Bleed, Born To Be Strangers, Streets Of Amsterdam Piores Faixas: Money Money, Surprised By The Joy, Birds Fly, All My Dreams, That's How Strong
Lovin' You – Richard Ashcroft
NOTA: 6/10
Então chegamos ao ano de 2025, quando foi lançado o álbum mais recente de Richard Ashcroft, o Lovin’ You. Após o Natural Rebel, esse novo trabalho chega em um momento em que sua trajetória voltou a receber atenção graças à sua participação como convidado especial na turnê de estádios do Oasis. Esse novo projeto incorpora elementos do Dance alternativo e intervenções de produção mais evidentes, aproximando algumas faixas de uma linguagem contemporânea sem abandonar inteiramente suas raízes no rock. A produção, feita pelo cantor junto com Chris Potter e Emre Ramazanoglu, apresenta uma sonoridade acessível, combinando elementos do Post-Britpop com o Pop Rock tradicional. As guitarras são bastante limpas, enquanto o uso de programações, batidas marcadas e texturas de sintetizador assume posições importantes, deixando tudo muito sem forma. O repertório é irregular, com canções boas e outras esquecíveis. Enfim, é um álbum mediano e esquecível.
Melhores Faixas: Out Of These Blues, Heavy News, Live With Hope
Piores Faixas: Lovin’ You, Lover, I'm A Rebel
Bom é isso e flw!!!





