A Storm In Heaven – The Verve
NOTA: 9,8/10
No ano de 1993, o The Verve lançou seu álbum de estreia, intitulado A Storm in Heaven. Formada em 1990, na cidade de Wigan, na Inglaterra, por Richard Ashcroft nos vocais, Nick McCabe nas guitarras, Peter Salisbury na bateria e Simon Jones no baixo, a banda surgiu em um período em que o Shoegaze estava completamente no seu ápice criativo. Eles entraram nessa onda, lançando alguns EPs, mas com um grande diferencial, já que misturavam o gênero com a psicodelia. A produção do John Leckie e lançado pelo selo Hut, o álbum apresenta um som dinâmico e detalhado, combinando Shoegaze, Neo-psicodelia e Space Rock. As guitarras são carregadas de camadas, reverbs e texturas, o baixo possui linhas melódicas, a bateria apresenta marcações diretas e os vocais de Richard são bastante frágeis e intensos. O repertório é maravilhoso, e as canções são bastante atmosféricas e densas. No final, é um baita disco e certamente um clássico.
Melhores Faixas: Slide Away, Star Sail, The Sun, The Sea, Already There, Butterfly
Vale a Pena Ouvir: See You In The Next One (Have A Good Time), Make It 'Til Monday, Beautiful Mind
A Northern Soul – The Verve
Dois anos se passaram até o The Verve lançar seu 2º álbum de estúdio, A Northern Soul. Após A Storm in Heaven, a banda estava desenvolvendo uma identidade que não se limitava ao Rock alternativo convencional. O grupo combinava elementos da psicodelia, do Shoegaze e do Space Rock com uma sensibilidade melódica que, em alguns momentos, permitia que as músicas assumissem proporções quase épicas, só que agora os integrantes passaram a dialogar um pouco mais com as tendências. A produção, feita por Owen Morris junto com a banda, traz um som mais orgânico e detalhado, seguindo muito mais a temática do Britpop. As guitarras são carregadas de efeitos, distorções e ruídos constantes, a cozinha rítmica possui bem mais presença, colocando movimento nas composições, e os vocais do Richard Ashcroft estão mais melódicos e diretos. O repertório é incrível, e as canções são bem melódicas. Enfim, é um belo disco que marcou uma transição.
Melhores Faixas: History, A New Decade, On Your Own, This Is Music, Life's An Ocean, No Knock On My Door
Vale a Pena Ouvir: Stormy Clouds, A Northern Soul, So It Goes
Urban Hymns – The Verve
NOTA: 10/10
No ano de 1997, o The Verve chegou ao ápice, lançando seu 3º álbum, o clássico Urban Hymns. Após A Northern Soul, McCabe deixou o grupo, e o The Verve chegou a se separar. Ashcroft, entretanto, reuniu a banda novamente para desenvolver um novo trabalho, com Simon Jones no baixo e Peter Salisbury na bateria. Simon Tong também participou dessa fase, acrescentando guitarra e outros elementos instrumentais ao conjunto. A produção, feita junto com Chris Potter, seguiu uma abordagem bem mais limpa e polida, combinando muito mais Britpop com música psicodélica. As guitarras possuem linhas melódicas, reverbs e efeitos espaciais, a cozinha rítmica ficou muito mais dinâmica, o uso de arranjos de cordas e teclados deixou o som mais refinado, e os vocais de Richard Ashcroft ficaram mais vulneráveis. O repertório é maravilhoso, parecendo uma coletânea completa. No final, é um disco fantástico e uma verdadeira obra-prima.
Melhores Faixas: Bitter Sweet Symphony, Sonnet, Lucky Man, The Drugs Don't Work, Catching The Butterfly, Space And Time
Vale a Pena Ouvir: Velvet Morning, One Day, The Rolling People
Forth – The Verve
NOTA: 8,2/10
Dez anos se passaram até o lançamento do 4º e último álbum da banda, o Forth. Após o Urban Hymns, a banda havia chegado ao topo, mas, ao mesmo tempo, tornou-se uma espécie de one-hit wonder devido ao sucesso de Bitter Sweet Symphony em vários países. Além disso, as tensões entre Richard Ashcroft e Nick McCabe haviam chegado ao limite. Com isso, eles pararam e, depois de um tempo, decidiram voltar com um trabalho que fosse uma junção de tudo. A produção, feita por Chris Potter e Tim Bran em conjunto com a banda, deixou a sonoridade mais ampla, combinando psicodelia, Post-Britpop e Britpop. As guitarras voltaram a apresentar diferentes camadas, utilizando efeitos e variações de timbre para criar ambientes. A seção rítmica tem muita presença, embora possa se tornar cansativa. O repertório é legalzinho, com canções divertidas e atmosféricas, mas também algumas fraquinhas. No geral, é um álbum de despedida decente, mas o mais fraco da banda.
Melhores Faixas: Love Is Noise, I See Houses, Noise Epic, Rather Be
Piores Faixas: Valium Skies, Appalachian Spring



