segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - Steve Morse Band: Parte 2

                 

Stand Up – Steve Morse Band





















NOTA: 8/10


Meses depois, foi lançado o 2º disco, intitulado Stand Up, que foi ainda mais variado. Após o The Introduction, que lhe garantiu presença em revistas de guitarristas, sólidas turnês e reforçou sua reputação como um dos músicos mais técnicos da década, esse bom momento, porém, não significava estagnação. Morse queria expandir ainda mais a paleta sonora: incluir vocais sem abandonar o instrumental, atingir novos públicos sem perder a identidade híbrida e, ao mesmo tempo, explorar composições mais ambiciosas. A produção foi praticamente a mesma, mas com maior presença de texturas, camadas e arranjos mais amplos. O álbum foi registrado com capricho técnico, com guitarras definidas, bateria mais aberta e um baixo mais sustentável, além de contar novamente com as aparições de Eric Johnson e Albert Lee, entre outros. O repertório é muito bom, e as canções são energéticas e melódicas. No fim, é um ótimo disco e um bom complemento ao anterior. 

Melhores Faixas: Distant Star, Rockin' Guitars 
Vale a Pena Ouvir: Golden Quest, Book Of Dreams

High Tension Wires – Steve Morse





















NOTA: 8/10


Quatro anos se passaram e foi lançado mais um disco do Steve Morse, intitulado High Tension Wires. Após o Stand Up, já no fim de sua fase com o Kansas, Morse queria explorar um novo território: um álbum inteiramente instrumental, mas que soasse mais orgânico, mais “composicional” e menos voltado a demonstrar virtuosismo. É uma obra concentrada apenas na linguagem da guitarra, mas com enfoque total na musicalidade, nas melodias e na construção estrutural das peças. A produção, feita como sempre por ele próprio, é marcadamente clara, quente e equilibrada. A mixagem coloca a guitarra de Morse na linha de frente, mas sem soar agressiva. O timbre permanece característico: cristalino, articulado, com harmônicos suaves e uso de compressão leve, mostrando algumas influências de Rock progressivo. O repertório é muito bom, e as canções são mais cadenciadas. Enfim, é um ótimo disco e mostra ainda mais de suas habilidades. 

Melhores Faixas: Highland Wedding, Tumeni Notes 
Vale a Pena Ouvir: Third Power, Endless Waves, The Road Hone

Southern Steel – Steve Morse Band





















NOTA: 8,5/10


Pulando para 1991, Steve Morse lançava mais um trabalho intitulado Southern Steel. Após o High Tension Wires, Morse queria retornar a um formato mais orientado ao trio, com mais energia, mais peso, mais groove e uma abordagem mais “de banda”, abandonando momentaneamente o clima introspectivo do disco anterior. Com isso, a entrada do baixista Dave LaRue e do baterista Van Romaine deu uma revigorada à banda. A produção é mais nítida, com dinâmica real e uma sensação de trio tocando de forma crua, orgânica e extremamente precisa. Os graves são mais pronunciados, a bateria é mais seca e com impacto frontal, e o baixo possui presença mais muscular, com influências claras de Southern Rock e Hard Rock, fazendo assim aquela junção nostálgica dentro do formato instrumental. O repertório é ótimo, e as canções são bem energéticas e épicas. No final, é um trabalho bacana e bem divertido. 

Melhores Faixas: Southern Steel, Arena Rock, Vista Grande 
Vale a Pena Ouvir: Simple Simon, Weekend Overdrive, Battle Lines

Coast To Coast – Steve Morse Band





















NOTA: 8,3/10


No ano seguinte, foi lançado o 5º trabalho da Steve Morse Band, o Coast to Coast. Após o Southern Steel, depois de tamanha consistência, Morse queria continuar nessa linha, mas expandindo o alcance emocional e estilístico do trio. Com isso, ele quis fazer um disco mais maduro que os anteriores, com mais foco em textura, expressão, clima e composição, sem abrir mão da energia do trio. A produção, feita por Morse junto com LaRue, dá ao som mais profundidade, clareza tridimensional e um cuidado especial na distribuição do espaço sonoro. Com a guitarra, como sempre, cristalina e explorando diversos timbres, o baixo e a bateria surgem mais secos, explorando um lado mais amplo e com maior dinâmica, seguindo basicamente a temática característica do Hard Rock com influências de Jazz-Rock e Rock progressivo. O repertório é muito bom, e as canções são técnicas e com um lado mais melódico. Enfim, é um trabalho bacana e mais variado. 

Melhores Faixas: Long Lost, Over Easy 
Vale a Pena Ouvir: Morning Rush Hour, Flat Baroque, The Oz

Structural Damage – Steve Morse Band





















NOTA: 8/10


Três anos depois, foi lançado mais um trabalho de Steve Morse, o Structural Damage, que é mais robusto. Após o Coast to Coast, Morse viveu um período particularmente intenso de trabalho, conciliando turnês, a expansão da carreira solo e participações em projetos paralelos, e, para esse álbum, faz uma síntese madura entre suas linguagens, buscando um som mais preciso, levemente mais pesado e menos “soft” do que em álbuns anteriores. A produção, praticamente a mesma, prioriza a nitidez individual dos instrumentos, mas sem soar estéril; há calor analógico nos timbres, especialmente nas guitarras limpas e nos graves arredondados de LaRue, além de uma bateria mais seca de Van Romaine, que complementa as texturas e os riffs energéticos de Morse, muito ligados às bases do hard rock e do rock progressivo. O repertório é bem legal, e as canções são imersivas, puxando para um lado mais energético. Em suma, é um disco bacana, embora não traga tantas novidades. 

Melhores Faixas: Native Dance, Dreamland 
Vale a Pena Ouvir: Barbary Coast, Foreign Exchange, Sacred Ground


              Então é isso, um abraço e flw!!!                 

domingo, 7 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - Steve Morse Band: Parte 1

                   

The Introduction – Steve Morse Band





















NOTA: 8,2/10


Em 1984, Steve Morse lançava seu primeiro trabalho com sua banda, intitulado The Introduction. Antes de entrar no Kansas e no Deep Purple, Morse fazia parte da Dixie Dregs nos anos 70, grupo que trazia misturas virtuosísticas de Rock, Jazz, Country, música erudita e elementos sulistas. O guitarrista havia acabado de vivenciar o desgaste final do grupo e, com isso, decidiu reinventar sua trajetória solo, mas sem abandonar o conceito instrumental que o consagrara. A Steve Morse Band nasce como um trio enxuto, permitindo mais liberdade criativa, mais improvisação e um som ainda mais focado na guitarra. A produção, feita por ele mesmo, apresenta uma sonoridade cristalina, precisa e sem excessos. Tudo soa meticulosamente balanceado, com enorme presença de timbres limpos, dinâmica ampla e influências do Jazz Fusion e Blues Rock. O repertório é muito bom, e as canções são bem imersivas e até energéticas. No final, é um ótimo disco que mostrava sua versatilidade. 

Melhores Faixas: General Lee, Mountain Waltz 
Vale a Pena Ouvir: Huron River Blues, V.H.F. (Vertical Hair Factor)
 

      É isso, então flw!!!        

Analisando Discografias - Kerry Livgren: Parte 2

                 

One Of Several Possible Musiks – Kerry Livgren





















NOTA: 8/10


Cinco anos depois foi lançado mais um disco de Kerry Livgren, o One of Several Possible Musiks, que seguiu por um lado mais instrumental. Após o Time Line, Livgren entrou na segunda metade dos anos 80 buscando uma nova forma de expressão musical. Sua vida já estava profundamente moldada pela fé cristã desde o início da década, e isso afetava diretamente sua abordagem artística. Ele decidiu fazer um projeto praticamente solitário, instrumental, altamente conceitual e baseado em paisagens sonoras e eruditas. A produção foi feita, obviamente, por ele mesmo, utilizando sintetizadores analógicos e digitais, sequenciadores, samplers e gravação multipista tradicional. O resultado é uma sonoridade muito limpa, serena e meticulosa, que traz influências da New Age e do Rock progressivo, ficando muito autêntico. O repertório é bem legal, e as composições são bastante imersivas. No fim, é um ótimo disco e bastante dinâmico. 

Melhores Faixas: Alenna In The Sun, Ancient Wing 
Vale a Pena Ouvir: Tenth Of Nisan, Tannin Dance

When Things Get Electric – Kerry Livgren And The Corps De Pneuma





















NOTA: 4/10


Aí se passaram seis anos e foi lançado mais um trabalho de Kerry Livgren, o When Things Get Electric. Após o One of Several Possible Musiks, Livgren passou o início dos anos 90 em um período de introspecção criativa e mudança de foco. Durante esse tempo, ele investiu mais intensamente na sua fé e no desenvolvimento de seus projetos independentes, estruturando sua própria gravadora (Numavox) e, com o fim da sua banda AD, decidiu chamar um grupo de convidados e fazer um disco conceitual falando bastante sobre suas crenças. A produção foi aquela de sempre, só que mais detalhista. A estética do disco é híbrida: combina estruturas do rock progressivo clássico com texturas modernas dos anos 90 e um toque de música ambiental/eletrônica, só que tudo é muito sem graça e não consegue prender o ouvinte. O repertório é bem fraco, com poucas canções interessantes, e o resto é bastante monótono. Enfim, é um disco fraquíssimo e excessivo. 

Melhores Faixas: Like A Whisper, When Things Get Electric, Sweet Child, One Dark World
Piores Faixas: A Hero's Canticle, No Holds Barred, Xylon (The Tree), Smoke Is Rising

Odyssey Into The Mind’s Eye – Kerry Livgren





















NOTA: 2/10


Só que no ano seguinte ele retorna lançando mais um trabalho, dessa vez a trilha sonora de uma série com o título Odyssey Into The Mind’s Eye. Após o fraquíssimo When Things Get Electric, Livgren se viu envolvido em um novo desafio: compor uma trilha sonora completa para um filme de arte e ciência. O convite veio da série The Mind’s Eye, conhecida por ser um marco das animações digitais dos anos 90, usando CGI pioneiro, muitas vezes abstrato e contemplativo, e cada artista fazia uma trilha seguindo um estilo eletrônico e cinematográfico. Com isso, sua produção aqui foi bem ampla, cristalina, profunda e expansiva, com forte presença de pads, arpejos eletrônicos, percussões sutis e melodias de caráter épico, só que tudo é bem chato, completamente arrastado e tenta fazer um progressivo eletrônico totalmente raquítico. O repertório é terrível, e as composições são péssimas, com poucas que se salvam. No geral, é um trabalho fraco e feito só para ganhar uns trocos. 

Melhores Faixas: Liquidity, The Traveler 
Piores Faixas: One Dark World, Unstoppable, Out Of Step, Utopian Dream

Q.A.R. – Kerry Livgren





















NOTA: 8/10


Então se passou bastante tempo, e foi só em 2022 que Kerry Livgren decidiu fazer um novo disco, o Q.A.R.. Após o Odyssey Into The Mind’s Eye, Livgren passou por muitos problemas por causa do AVC que sofreu em 2009 e, quando se recuperou, realizou alguns projetos discretos. Quando decidiu retornar, resolveu fazer um álbum que fosse um retorno inesperado ao livre experimentalismo que caracterizava seus projetos mais introspectivos dos anos 80, sendo também algo mais pessoal. A produção foi feita, obviamente, por ele próprio, de forma caseira, com uma sonoridade íntima, quase artesanal, e com uma instrumentação que mistura sintetizadores atmosféricos, guitarras muito limpas e ritmos cadenciados. O repertório é muito legal, e as canções são muito boas, indo para um lado mais hipnótico. Em suma, é um ótimo disco e bastante consistente. 

Melhores Faixas: Fire In The Boiler, Above This Night 
Vale a Pena Ouvir: When You Walk, Song Du' Jour

           

sábado, 6 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - Kerry Livgren: Parte 1

                  

Seeds Of Change – Kerry Livgren





















NOTA: 8,4/10


Voltando para 1980, Kerry Livgren lançava seu 1º álbum solo, o Seeds of Change. Após sua conversão ao cristianismo, o guitarrista mudou radicalmente sua visão de mundo, sua relação com a música e, principalmente, sua abordagem lírica, o que gerou tensão com os integrantes do Kansas. Com isso, ele decidiu desenvolver um projeto solo como um desabafo criativo e espiritual. Com produção feita por ele junto com Brad Aaron, o disco apresenta uma sonoridade ampla e polida, com guitarras consistentes, teclados profundos, arranjos bem estruturados e o uso de sintetizadores para criar atmosferas místicas, mantendo influências de AOR e Rock progressivo. Inclusive, as faixas têm vocalistas específicos, com participações notáveis de Ronnie James Dio e Steve Walsh. O repertório é muito bom, e as canções são bem reflexivas e intimistas. Enfim, é um ótimo disco e que vale a pena conferir. 

Melhores Faixas: To Live For The King, Mask Of The Great Deceiver (as duas com Dio) 
Vale a Pena Ouvir: Down To The Core, How Can You Live

Time Line – Kerry Livgren / AD





















NOTA: 8/10


Quatro anos depois, foi lançado seu 2º álbum solo, o Time Line, agora em um momento de mudança. Após o Seeds of Change e depois de sair do Kansas, Kerry Livgren buscava não apenas renovar sua musicalidade, mas construir algo totalmente alinhado ao seu novo propósito pessoal: música progressiva e melódica, com forte conteúdo espiritual, mensagens positivas e reflexões sobre fé, redenção e moralidade. Com isso, ele formou a banda AD, que contava com Warren Ham (vocal), Michael Gleason (teclados), Dennis Holt (bateria) e Dave Hope (baixo). Com produção feita inteiramente por ele próprio, o disco tem uma construção bem artesanal: as camadas de teclados e guitarras dependem frequentemente do toque manual de Livgren e Gleason, e muitos arranjos parecem feitos sem pressão comercial, mas todos muito precisos. O repertório é muito bom, e as canções são melódicas e diretas. Em suma, é um ótimo trabalho e uma continuação muito consistente. 

Melhores Faixas: Slow Motion Suicide, Time Line 
Vale a Pena Ouvir: Welcome To The War, New Age Blues, Tonight
  

                                                              Então um abraço e flw!!!                

Analisando Discografias - Steve Walsh: Parte 2

                 

Glossolalia – Steve Walsh





















NOTA: 8/10


Foi só 20 anos depois que Steve Walsh lançaria seu 2º álbum solo, o Glossolalia. Após o Schemer Dreamer, como sabemos, ele retornaria tempos depois ao Kansas, só que a virada dos anos 90 para os 2000 foi complicada para ele: problemas vocais, desgaste emocional, saída temporária do Kansas nos anos anteriores e, ao mesmo tempo, uma busca intensa por novas linguagens musicais que extrapolassem qualquer limite associado ao seu passado progressivo. Com produção conduzida por ele junto com o tecladista Trent Gardner, o disco segue um caminho bem mais cru e direto, com o guitarrista Mike Slamer apresentando riffs pesados e intricados, Gardner adicionando teclados complexos e a cozinha rítmica sendo técnica e precisa, resultando nessa junção de Rock progressivo com uma pegada mais experimental. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem cadenciadas. No fim, é um ótimo disco e bastante preciso naquilo que se propõe. 

Melhores Faixas: Nothing, Kansas 
Vale a Pena Ouvir: Heart Attack, Smackin' The Clowns, Mascara Tears

Shadowman – Steve Walsh





















NOTA: 8/10


Cinco anos depois, ele lança mais um disco, intitulado Shadowman, que foi um pouco mais pesado. Após o Glossolalia, Steve Walsh se encontrava em um momento de profunda instabilidade pessoal. Ele lidava com o desgaste físico, especialmente vocal, problemas de saúde, pressão emocional e um sentimento geral de esgotamento criativo dentro e fora do Kansas. Só que ele ainda tinha vontade de compor, e, com isso, decidiu fazer um trabalho bem mais sombrio e pesado. Com produção feita por ele mesmo, o álbum segue para um lado mais preciso, profundo e atmosférico: guitarras densas e distorcidas, com camadas sobrepostas; teclados que criam ambientes inquietantes, muitas vezes sombrios; bateria com peso e nitidez; além de sua voz, que mostra um lado dramático e emocional. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem imersivas e melódicas. Enfim, é um ótimo trabalho, carregado de profundidade. 

Melhores Faixas: Pages Of Old, Shadowman 
Vale a Pena Ouvir: Hell Is Full Of Heroes, After

Black Butterfly – Steve Walsh





















NOTA: 7/10


Então chegamos em 2017, quando foi lançado seu 4º e último álbum até então, o Black Butterfly. Após o Shadowman, Walsh passou mais de uma década lidando com problemas vocais cada vez mais graves, dificuldades pessoais, questionamentos sobre sua continuidade musical e um esgotamento físico evidente. Com isso, ele acabou saindo do Kansas em 2014, só que ainda queria gravar algo novo; assim, formou uma parceria com o guitarrista Tommy Denander, famoso por sua habilidade em criar um AOR moderno, melódico e sofisticado. Com produção feita por Khalil Turk junto com Denander, o disco recebeu uma sonoridade limpa, moderna e altamente atmosférica. Arranjos orquestrais, guitarras suaves, pianos melancólicos e linhas de teclado cinematográficas formam um pano de fundo sofisticado. O repertório é legal, tem ótimas canções, só que com algumas exceções só para “encher linguiça”. No final, é um trabalho interessante, apesar de apresentar algumas falhas. 

Melhores Faixas: Hell Or High Water, The Piper, Born In Fire, Nothing But Nothing 
Piores Faixas: Tanglewood Tree, Now Until Forever

 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Avaliando Discografias - Steve Walsh: Parte 1

                 

Schemer Dreamer – Steve Walsh





















NOTA: 8,1/10


Voltando para 1980, Steve Walsh lançava seu 1º trabalho solo, o Schemer Dreamer. Após o lançamento do Monolith, o lendário vocalista do Kansas se sentia artisticamente limitado dentro da banda. Ele havia sido um dos pilares criativos do grupo no início da carreira, mas, desde Point of Know Return, sua participação como compositor vinha diminuindo drasticamente, e, com isso, decidiu gravar um álbum solo que canalizasse algo mais espontâneo, solto e que refletisse melhor sua personalidade musical naquele momento. A produção, feita por ele junto com Brad Aaron e Davey Moiré, foi bem variada, trazendo influências de Hard Rock com pitadas de AOR e elementos progressivos tímidos, porém presentes. Alguns integrantes do Kansas participaram aqui e fizeram um ótimo trabalho, deixando tudo bem sustentado. O repertório é muito legal, e as canções são divertidas e energéticas. No final de tudo, é um ótimo disco e mostrou um começo interessante. 

Melhores Faixas: Every Step Of The Way, Just How It Feels 
Vale a Pena Ouvir: So Many Nights, Schemer-Dreamer / That's All Right

           Bom é isso e flw!!!        

Analisando Discografias - Kansas: Parte 4

                 

Always Never The Same – Kansas





















NOTA: 5,7/10


Três anos se passam, e o Kansas lança mais um álbum, o Always Never the Same, que foi mais ambicioso. Após o Freaks of Nature, o violinista Robby Steinhardt acabou retornando à banda, e com isso eles voltavam a ter mais confiança. Surge então a ideia de um projeto inusitado: regravar clássicos do grupo com arranjos sinfônicos completos, contando com a prestigiada London Symphony Orchestra, formada por músicos de renome universal e conhecida por sua precisão e densidade orquestral. A produção foi feita pela banda junto com Trammell Starks, que geriu essa junção de guitarras pesadas, violinos elétricos, sintetizadores e vocais fortes com os timbres da London Symphony. Os arranjos foram coordenados por Larry Baird, só que o grande erro é que muitos deles acabam prejudicando muito da cadência rítmica. O repertório é bem irregular: há reinterpretações decentes e outras que fogem da proposta original. No geral, é um trabalho mediano e desnecessário. 

Melhores Faixas: Dust In The Wind, The Sky Is Falling, Eleanor Rigby (cover dos Beatles) Vale a Pena Ouvir: Need To Know, Song For America, Cheyenne Anthem

Somewhere To Elsewhere – Kansas





















NOTA: 8/10


Passando para 2000, eles voltam lançando mais um disco, agora inteiramente de inéditas, o Somewhere to Elsewhere. Após o Always Never the Same, a banda acabou surpreendendo os fãs com o retorno de sua formação clássica, com Kerry Livgren de volta, e a ideia de um reencontro criativo amadureceu lentamente, movida tanto pelo desejo de fechar um ciclo quanto pela sensação de que havia algo ainda não dito musicalmente pelas mãos originais do Kansas. A produção, conduzida pela própria banda, foi feita de forma intimista, com Steve Walsh gravando suas partes vocais de forma remota, só que isso foi bem integrado às linhas de guitarra profundas de Livgren e Williams e ao violino de Robby Steinhardt, revivendo aquela estética do Rock progressivo sinfônico que os marcou. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem cadenciadas. No fim, é um ótimo disco e que é injustamente subestimado pelos fãs. 

Melhores Faixas: Distant Vision, Icarus II, Grand Fun Alley 
Vale a Pena Ouvir: Look At The Time, When The World Was Young

The Prelude Implicit – Kansas





















NOTA: 8,5/10


Foi só em 2016 que o Kansas enfim retornou com um novo disco, o The Prelude Implicit, com várias mudanças. Após o Somewhere to Elsewhere, a banda viveu principalmente de turnês. Só que houve mudanças: Robby Steinhardt acabou saindo novamente, Dave Hope e Kerry Livgren estavam afastados, e Steve Walsh começou a apresentar sinais de desgaste vocal e emocional. Com isso, a formação ficou com Ronnie Platt (vocais), Rich Williams e Zak Rizvi (guitarras), Billy Greer (baixo), David Manion (piano), David Ragsdale (violino) e Phil Ehart (bateria). A produção, feita pela própria banda, enfatizou a clareza, o peso e a densidade, com guitarras robustas, linhas de baixo marcantes e teclados modernos que mesclavam timbres clássicos com texturas contemporâneas. O repertório é muito bom, e as canções são bem grandiosas e seguem para um lado mais imersivo. Enfim, é um ótimo disco e que se mostrou poderoso. 

Melhores Faixas: The Unsung Heroes, Summer, Refugee 
Vale a Pena Ouvir: With This Heart, The Voyage Of Eight Eighteen

The Absence Of Presence – Kansas





















NOTA: 8,6/10


Então chegamos em 2020, quando o Kansas lançou seu último álbum até o momento, o The Absence of Presence. Após o The Prelude Implicit, a banda ganhou confiança para criar não apenas uma continuação, mas um trabalho mais desafiador. No entanto, durante o processo de composição, uma mudança importante ocorreu: David Manion deixou o Kansas. Para assumir os teclados, entrou Tom Brislin, músico experiente conhecido por trabalhos em algumas bandas já estabelecidas na cena progressiva. A produção, feita em sua maioria por Zak Rizvi, seguiu basicamente a mesma linha, só que com mais refinamento técnico, mais clareza e mais espaço para a complexidade instrumental. A mixagem privilegia a separação entre elementos: guitarras com textura encorpada, violino cristalino, teclados amplos, baixo melódico e bateria precisa. O repertório é muito bom, e as canções têm um lado mais épico e grandioso. No fim, é um ótimo disco e bem consistente. 

Melhores Faixas: Throwing Mountains, The Song The River Sang, Memories Down The Line
Vale a Pena Ouvir: Never, The Absence Of Presence

 

Review: Cursum Perficio do Anthrax

                   Cursum Perficio – Anthrax NOTA: 8,7/10 Dez anos depois, o Anthrax enfim retornou com um álbum novo, o Cursum Perficio. Ap...