Inside In / Inside Out – The Kooks
NOTA: 8,4/10
No começo de 2006, surgia o álbum de estreia do The Kooks, o Inside In / Inside Out. Formado em 2004, na cidade de Brighton, na Inglaterra, por Luke Pritchard (vocais e guitarras), Hugh Harris (guitarras), Max Rafferty (baixo) e Paul Garred (bateria), eles surgem com uma proposta simples: canções curtas, guitarras marcantes, refrões fáceis de memorizar e uma postura mais descontraída, sem tentar parecer uma banda excessivamente sofisticada, o que levou a banda a assinar com a Virgin Records. A produção, feita por Tony Hoffer, colocou um som limpo, mas que consegue preservar aquela energia do ao vivo, com guitarras que possuem momentos agressivos e linhas melódicas, enquanto a cozinha rítmica é bem eficiente. Os vocais do Luke são bem energéticos e possuem aquele caráter juvenil, dialogando com o Indie Rock e um pouco do Britpop. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem envolventes. No geral, é um ótimo disco de estreia de uma banda promissora.
Melhores Faixas: She Moves In Her Own Way, Naive, Match Box, Sofa Song, Ooh Lah, Jackie Big Tits
Vale a Pena Ouvir: Seaside, Got No Love, See The World
Konk – The Kooks
NOTA: 3,5/10
Dois anos se passaram, e foi lançado um novo álbum do The Kooks, intitulado Konk. Após o Inside In / Inside Out, a intenção deles foi ampliar essa sonoridade e fazer algo mais ambicioso, com músicas mais trabalhadas e uma presença maior de elementos pop. Só que foi aí que começaram os problemas internos da banda, já que, por conta dessa guinada em direção a um som mais comercial, eles começaram a entrar em várias brigas. A produção, feita mais uma vez por Tony Hoffer, colocou um som bem mais polido e feito para as rádios, seguindo uma linha que equilibra Indie Rock com Pop Rock. As guitarras ficaram cheias de camadas e com uma sonoridade mais trabalhada. O baixo e a bateria funcionam de maneira simplista, e os vocais do Luke seguiram a mesma abordagem juvenil. Com isso, tudo soa repetitivo e beira o tédio. O repertório é muito ruim; tem canções legais, mas a maioria é muito medíocre. Enfim, é um álbum fraco e muito sem alma.
Melhores Faixas: Always Where I Need To Be, Do You Wanna, Down To The Market, Shine On
Piores Faixas: Mr. Maker, Love It All, Sway, Gap, Tick Of Time
Junk Of The Heart – The Kooks
NOTA: 3/10
Melhores Faixas: Taking Pictures Of You, Eskimo Kiss, Is It Me
Piores Faixas: Petulia, Runaway, Junk Of The Heart (Happy), Rosie, Time Above The Earth
Listen – The Kooks
NOTA: 5/10
Três anos se passaram, e eles voltaram lançando mais um novo álbum, o Listen, que tentou ser mais híbrido. Após o Junk Of The Heart, o baterista Paul Garred acabou saindo da banda e, no seu lugar, entrou Alexis Nunez. Para esse novo trabalho, eles quiseram fazer um som mais aberto, permitindo que batidas, sintetizadores, programação, influências do Gospel, R&B, música eletrônica e elementos do Hip-Hop entrassem na estrutura das canções. A produção, feita dessa vez pelo Inflo, acabou sendo mais ampla, com as guitarras servindo mais como textura e uma predominância maior da bateria, que ganhou mais presença, enquanto os sintetizadores são usados para colocar um toque brilhante nos arranjos. Mas tudo soa como uma cópia da abordagem adotada pelo Arctic Monkeys, só que totalmente sem alma. O repertório é mediano, tem canções legais e outras muito genéricas. No fim, é um álbum irregular e que acabou ficando muito sem forma.
Melhores Faixas: Sweet Emotion, Around Town, Bad Habit
Piores Faixas: Are We Electric, See Me Now, Down
Let's Go Sunshine – The Kooks
NOTA: 3/10
No ano de 2018, eles voltaram lançando seu novo álbum, intitulado Let's Go Sunshine. Após o Listen, eles passaram operar de forma independente e, com isso, tentaram fazer um álbum que fosse uma tentativa de retorno às raízes, com Luke Pritchard buscando escrever material mais forte e mais pessoal, trabalhando bastante com temas como amor, insegurança, amadurecimento, lembranças e a tentativa de encontrar alguma forma de felicidade em meio às dificuldades. A produção, feita pela própria banda, seguiu uma abordagem mais orgânica, só que mantendo aquela sonoridade limpa característica. As guitarras voltaram a ter mais presença, com timbres amplos, o baixo possui linhas melódicas e a bateria ganhou um pouquinho mais de peso, só que, novamente, tudo soa muito monótono e acaba sendo apenas mais um álbum qualquer de Indie Rock. O repertório é muito ruim, tendo canções chatinhas e poucas realmente interessantes. Mas, enfim, é outro disco péssimo da banda.
Melhores Faixas: Fractured And Dazed, Chicken Bone, Swing Low
Piores Faixas: All The Time, Believe, Pamela, Kids, Weight Of The World, Honey Bee, Picture Frame
10 Tracks To Echo In The Dark – The Kooks
NOTA: 1/10
Melhores Faixas: (............)
Piores Faixas: Oasis, Without A Doubt, Beautiful World, Closer, Cold Heart
Never/Know – The Kooks
NOTA: 2,5/10
Então chegamos em 2025, quando foi lançado o 7º e mais recente álbum do The Kooks, o Never/Know. Após o péssimo 10 Tracks To Echo In The Dark, Luke Pritchard e sua trupe decidiram fazer justamente o movimento contrário: parar de perseguir uma sonoridade “atual” e voltar a pensar naquilo que fazia a banda funcionar. Só que, em vez da ansiedade juvenil dos primeiros discos, há uma espécie de gratidão madura. A produção feita pelo próprio Luke, que ainda fez uma junção do Pop Rock com aquela pegada mais Indie Pop. As guitarras voltaram a ter presença, com riffs bem mais secos, o baixo voltou a ter linhas melódicas que sustentam o movimento e a bateria relativamente econômica consegue colocar aquele groove. Mas, de novo, tudo é muito repetitivo, com eles imitando uma abordagem que já fizeram antes. O repertório é muito ruim, tendo canções excessivamente melosas, com poucas realmente legais. Em suma, é um álbum terrível de uma banda que nunca amadureceu.
Melhores Faixas: All Over The World, Compass Will Fracture
Piores Faixas: Arrow Through Me, China Town, Let You Go, Tough At The Top
É isso, então flw!!!






