quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Analisando Discografias - Chipset Zero

                  

Deep Blue – Chipset Zero





















NOTA: 9/10


No ano de 2004, o Chipset Zero lançava seu álbum de estreia, intitulado Deep Blue. Formado em 1997, na cidade de São Paulo, por Tubarão (vocais), Ronny e Bozzo (guitarras), Ayka (baixo), Jamil (bateria), Jabha (percussão) e Alê (DJ), depois de anos de luta no underground, eles lançaram um álbum em uma época em que o Nu Metal ainda estava no mainstream, mas adaptando aquela linguagem para uma realidade brasileira. A produção foi feita por Átila Aradauny junto com a banda, trazendo um som cru e direto, com guitarras bastante pesadas, bateria com forte presença, baixo sustentando os grooves e uma quantidade considerável de efeitos, samples e percussões. Os vocais do Tubarão também são bem expressivos, deixando uma estética centrada no Nu Metal, com elementos do Metal industrial que dão ao disco uma atmosfera cyberpunk. O repertório é incrível, e as canções são bem pesadas. No fim, é um baita disco de estreia e muito diferenciado. 

Melhores Faixas: Don't Cut My Fingers, Face The Reality, Electrofixx, Plasma Spark, Switch Power Supply, Hit Of Violence 
Vale a Pena Ouvir: Cable-Mind, Stryck-9, Blow Up

Red-O-Matic – Chipset Zero





















NOTA: 8/10


Quatro anos depois, eles voltam lançando seu 2º e último álbum, o Red-O-Matic. Após o Deep Blue, a banda conseguiu uma certa relevância não só no underground nacional como também no sul-americano. Para esse álbum, eles decidiram incorporar de maneira muito mais evidente o Rap, a música eletrônica e, principalmente, elementos da música brasileira. A produção, feita por Brendan Duffey, deixou aquele som pesado, só que com uma maior definição. Fazendo aquela junção do Nu Metal e do Metal industrial, com toques do Metalcore, e as guitarras têm bastante presença, mas não ocupam todo o espaço; samples, programação, percussão e efeitos eletrônicos são colocados de maneira mais integrada. A cozinha rítmica sustenta os ritmos, enquanto os vocais do Tubarão são bem raivosos. O repertório é legal, tem canções pesadas, só que algumas acabam ficando deslocadas. Enfim, é um ótimo álbum e, em 2009, a banda infelizmente acabou. 

Melhores Faixas: Hybrid Song, M78, Dead Eyes, Expired, Mental Cage 
Piores Faixas: Off, Eternal Flame


Review: Sunshine do Jungle

                     Sunshine – Jungle NOTA: 8/10 Na semana passada, o Jungle lançou seu 5º álbum de estúdio, o sofisticado Sunshine. Após o...