quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Analisando Discografias - Living In A Box

                  

Living In A Box – Living In A Box





















NOTA: 8/10


Em 1987, o Living In A Box lançava seu álbum de estreia autointitulado, fazendo algo que era bem comum. Formado em 1985, na cidade de Sheffield, na Inglaterra, por Richard Darbyshire nos vocais e guitarra, Marcus Vere nos teclados e Anthony “Tich” Critchlow na bateria, a banda surgiu em um momento em que a música Pop britânica estava implementando elementos vindos do Funk, Soul, R&B, Dance e da música eletrônica. A produção foi feita por Richard James Burgess, com alguns pitacos do Tom Lord-Alge, que colocou um som bem polido e que seguia aquele som típico da época, orientado para o Pop sofisticado e o Dance-Pop. Os teclados e sintetizadores ocupam bastante espaço, as programações rítmicas são fundamentais para a construção das músicas e os baixos têm uma presença muito forte, além dos vocais do Richard, que são bem melódicos. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem envolventes. Enfim, é um ótimo disco, mesmo com suas limitações. 

Melhores Faixas: Living In A Box, Scales Of Justice 
Vale a Pena Ouvir: From Beginning To End, Love Is The Art, Can't Stop The Wheel

Gatecrashing – Living In A Box





















NOTA: 5/10


Em 1989, foi lançado o 2º e último álbum do trio, o Gatecrashing, e as coisas não evoluíram. Após o álbum de estreia, eles ganharam muito destaque, principalmente pelo único grande hit deles, a faixa que levava o nome da banda. Eles procuraram se aproximar mais dos elementos da Soul Music que estavam ganhando força no final da década. A produção foi mais diversificada, contando com Tom Lord-Alge, Leon Sylvers III, entre outros, além do trio, claro. E aqui eles seguiram aquela abordagem do Pop sofisticado com o Dance-Pop, só que agora os sintetizadores são integrados a linhas de baixo mais encorpadas, baterias programadas e acústicas, guitarras discretas, percussão e uma quantidade considerável de backing vocals. Mas o problema é que tudo soa previsível, com os vocais do Richard Darbyshire sendo excessivamente sentimentais. O repertório começa bem, mas depois decai rapidamente. No fim, é um álbum mediano e, após brigas com a Chrysalis, a banda acabou. 

Melhores Faixas: Room In Your Heart, All The Difference In The World, Blow The House Down
Piores Faixas: Gatecrashing, Mistaken Identity, Touch Sensitive


Review: Sunshine do Jungle

                     Sunshine – Jungle NOTA: 8/10 Na semana passada, o Jungle lançou seu 5º álbum de estúdio, o sofisticado Sunshine. Após o...