segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Analisando Discografias - Snoop Dogg: Parte 2

                  

Missionary – Snoop Dogg & Dr. Dre





















NOTA: 5/10


Dois anos se passaram até o Snoop Dogg lançar um álbum colaborativo com Dr. Dre, o Missionary. Após o BODR, os dois tinham anunciado que iriam lançar um álbum, o que levantou muita expectativa entre os fãs. Com eles tentando equilibrar referências do Rap da Costa Oeste com uma produção mais contemporânea, incluindo participações de artistas de diferentes gerações. A produção feita pelo Dre, com a ajuda do BoogzDaBeast, The ICU, FNZ, entre outros, que seguiram uma abordagem limpa. Mesmo mantendo referências do G-Funk, temos elementos do Trap e do Neo-Soul. As beats são amplas, contando com sintetizadores, instrumentos de sopro, pianos e arranjos de cordas para dar personalidade às composições, além de baterias secas e linhas de baixo profundas. O problema é que tudo soa muito monótono e sem variação. O repertório é fraquíssimo, trazendo canções medíocres e poucas faixas interessantes. Enfim, é um álbum muito decepcionante. 

Melhores Faixas: Outta Da Blue, Shangri-La, Now Or Never, Skyscrapers (Method Man mandou bem) 
Piores Faixas: Fire, Gunz N Smoke (Eminem e 50 Cent esquecíveis), Gorgeous, Another Part Of Me (Sting não sabe até hoje, como ele veio parar aqui)
  

Iz It A Crime? – Snoop Dogg





















NOTA: 4/10


No ano seguinte, o Snoop Dogg lançava mais um álbum, intitulado Iz It A Crime?. Após o Missionary, com Dr. Dre, o rapper quis fazer um trabalho catártico, no qual encontrou espaço para abordar assuntos pessoais e colocar algumas questões para fora. Explorando temas como composições dedicadas a familiares falecidos, incluindo sua mãe, Beverly Broadus Green, e seu irmão, Bing Worthington, além de refletir sobre sua trajetória de mais de três décadas no Rap. A produção contou com Pharrell Williams, Rick Rock, Nottz e vários outros, que seguiram aquela abordagem ampla, principalmente nas batidas, que contam com baterias firmes, uso moderado de hi-hats e 808s, sintetizadores melódicos e loops minimalistas. Mas o problema é que, novamente, os mesmos erros voltam a se repetir, deixando o trabalho muito maçante. O repertório é muito ruim, trazendo canções tenebrosas e poucas realmente interessantes. No final, é mais um trabalho esquecível do Snoop. 

Melhores Faixas: Iz It A Crime?, Sophisticated Crippin', Unsung Heroes, Can't Get Enough, Cold Summer, Let Me Love You 
Piores Faixas: Can't Wait, You Want My All, My Friend, West Up, Keep It Moving, ShutYoBitchAssUp, Me N OG Snoop

10 Til' Midnight – Snoop Dogg





















NOTA: 2,5/10


Então chegamos a 2026, quando o Snoop Dogg lançou seu mais recente álbum, o 10 Til’ Midnight. Após o Iz It A Crime?, o conceito desse trabalho está mais relacionado à ideia de legado e continuidade. Snoop já possui uma trajetória extensa, com uma discografia que atravessa diferentes gerações do Rap, e não precisa mais construir sua identidade artística a partir de tendências passageiras. Com isso, ele assume uma postura de veterano aconselhando uma geração mais jovem. A produção segue aquela abordagem de sempre, juntando elementos do G-Funk, Trap e alguns elementos do R&B. Com isso, as baterias estão mais balanceadas, e o uso de sintetizadores e hi-hats é mais constante. Mas, novamente, tudo soa muito confuso, e os flows do Snoop são muito repetitivos. Até quando ele usa autotune, parece não funcionar. O repertório é terrível, e as canções são tenebrosas, com pouquíssimas exceções. Enfim, é um álbum horrível que não faz jus a toda a sua trajetória. 

Melhores Faixas: OG To BG, 17 Rules 
Piores Faixas: Stop Counting My Poccets, Bread Under The Bed, Pop My Shit, Slid Off, Long Beachin

 

Review: Pendulum do Fuel

                     Pendulum – Fuel NOTA: 3/10 Recentemente, o Fuel lançou seu 7º álbum de estúdio, o Pendulum, que tentou algo diferente. ...